Unidades da agrupação de tropas Tsentr do Exército russo realizaram disparos com munição de fragmentação de alto poder explosivo durante treinamento com fogo real. Os exercícios simulavam ataques a fortificações inimigas, demonstrando capacidade operacional em cenários de combate.
O Ministério da Defesa russo confirmou que os disparos foram executados sem contato visual direto com os alvos, técnica que aumenta a segurança das tripulações ao permitir fogo indireto. Imagens do exercício mostram os tanques T-72B3 em ação, com colunas de fumaça e impactos confirmando a efetividade dos projéteis.
O T-72B3, versão modernizada do tanque principal de batalha russo, integra sistemas avançados de mira, blindagem reforçada e mobilidade em terrenos variados. Sua capacidade de suporte de fogo pesado contra posições fortificadas o torna peça central na doutrina militar russa.
Segundo reportagem do portal Actualidad RT, a munição empregada dispersa estilhaços em ampla área, neutralizando defesas adversárias. A tática de fogo indireto exige precisão balística e coordenação entre equipes, reduzindo vulnerabilidades durante operações.
A agrupação Tsentr, uma das principais formações do Exército russo, mantém rotina de exercícios para preservar o alto nível de prontidão operacional. A divulgação dos vídeos reforça a capacidade de resposta e preparação das forças armadas russas.
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Cecília Alves
03/05/2026
Tonho, você torce pra tanque como se fosse time de futebol, mas o dinheiro público que bancou essa ferragem soviética ou o seu Leopardo alemão saiu do mesmo lugar: do contribuinte que não pediu pra financiar guerra de ninguém. Enquanto essa galera brinca de boneco explosivo, a carga tributária aqui no Brasil continua sugando nossa liberdade individual. Menos Estado gastador com munição, mais propriedade privada pra quem trabalha.
Mariana Oliveira
03/05/2026
Cecília, você tocou num ponto que merece um giro de chave importante nessa discussão. Quando você fala em “menos Estado gastador com munição, mais propriedade privada pra quem trabalha”, você está, sem perceber, operando dentro da mesma lógica que transforma tanques em fetiche — só que pelo lado oposto da moeda. A ideia de que existe uma “liberdade individual” que o Estado viola ao gastar com guerra, e que essa liberdade seria plenamente realizada na propriedade privada, é um dos pilares do pensamento liberal clássico que, ironicamente, sustenta a própria indústria bélica que você critica. A propriedade privada que você defende é a mesma que financia, via impostos e lucros, a produção desses brinquedos explosivos. Não há contradição entre o Estado gastador e o mercado de armas: eles são faces da mesma engrenagem, como a bell hooks nos lembra ao criticar a ilusão de que o capitalismo pode ser reformado sem tocar em suas estruturas de violência.
A questão não é simplesmente o tamanho do Estado, mas para quem ele serve e a quem ele protege. Kimberlé Crenshaw, ao formular a interseccionalidade, nos ensina que as opressões não operam em eixos separados — classe, raça, gênero e nação se cruzam. Quando o Brasil gasta bilhões em tanques T-72B3 ou sonha com Leopardos alemães, esse dinheiro não sai de um “Estado abstrato” que oprime igualmente a todos. Ele sai de um orçamento que já é desenhado para privilegiar setores específicos: a indústria bélica, o agronegócio que desmata o Cerrado, as mineradoras que exploram terras indígenas. O contribuinte que você menciona não é um sujeito universal — é a trabalhadora doméstica negra que paga imposto indireto sobre o arroz e o feijão, é o jovem periférico que morre nas filas da saúde pública enquanto o dinheiro vai para munição. A “liberdade individual” que você reivindica, sem mediação, é um privilégio que só existe para quem já está em posição de acumular, enquanto o Estado militarizado garante a ordem que permite essa acumulação.
Você tem razão ao denunciar o desperdício e a coreografia geopolítica que transforma vidas em estatística. Mas a saída não é um Estado mínimo que entrega tudo ao mercado — porque o mercado de armas é um dos mais vorazes que existem. A saída é um Estado que desmantele as estruturas que tornam a guerra lucrativa, que redirecione o orçamento para a vida: saúde, educação, reforma agrária, demarcação de terras indígenas. Enquanto a esquerda e a direita disputarem quem torce para o tanque mais eficiente, o povo preto e pobre continua sendo queimado vivo, como o Lucas lembrou. A verdadeira liberdade não está na propriedade privada como fim último, mas na capacidade de decidir coletivamente que nenhuma máquina de morte vale mais que uma vida. É isso que a interseccionalidade nos convoca a enxergar: a luta não é contra o Estado em si, mas contra o Estado que serve ao capital bélico e à branquitude proprietária.
Francisco de Assis
03/05/2026
Cecília, com todo respeito, mas essa conversa de “menos Estado” é o mesmo papo furado que sempre usaram pra desmontar a soberania nacional e entregar nosso petróleo e nosso pré-sal de bandeja pra gringo. Enquanto você defende propriedade privada como se fosse solução pra tudo, o Brasil precisa é de indústria bélica forte, tecnologia própria e um Exército que defenda nossos recursos dos lobos internacionais.
Rubens O Pescador
03/05/2026
Cecília, lá na roça a gente diz que quem nunca comeu melado lambuzado acha que tudo é doce. Esse papo de menos Estado e mais propriedade privada é bonito no papel, mas no tempo do PT o povo simples tinha o que botar na mesa e o agricultor familiar vendia sua produção sem passar fome. Enquanto vocês discutem tanque na Ucrânia, aqui o que falta é respeito com o trabalhador.
Cecília Ramos
03/05/2026
Cecília, concordo que o dinheiro público não deveria estar alimentando essa coreografia de guerra, mas discordo quando você coloca a culpa no Estado e defende propriedade privada como solução — porque o mesmo lucro que move a indústria bélica é o que move o agronegócio que queima o Cerrado e expulsa o povo indígena. O problema não é o tamanho do Estado, é a quem ele serve: tanque ou trator, ambos são ferramentas de um sistema que mata pobre e enriquece quem já tem demais.
Tonho Patriota
03/05/2026
ISSO É PROPAGANDA DO PUTIN! ESSE TANQUE É UMA FERRUGEM SOVIÉTICA, NEM SE COMPARA COM O NOSSO LEOBARDO! FAZ O L, COMUNISTAS!
Lucas Andrade
03/05/2026
Tonho, essa dicotomia entre ferrugem soviética e Leopardo é justamente o tipo de fetichismo tecnológico que a indústria bélica adora — no fundo, ambos são máquinas de morte a serviço de projetos geopolíticos que você abraça sem desconfiar da coreografia.
Cristina Rocha
03/05/2026
Tonho Patriota, você caiu direitinho na armadilha do fetichismo da mercadoria, só que travestido de patriotada de ocasião. O Leopardão alemão que você defende com tanto ardor não é nenhum brinquedo tecnológico neutro — ele vem carregado de uma cadeia de exploração que começa nas minas de lítio na Bolívia, passa pela siderurgia que polui o Ruhr e termina nos campos de refugiados que a Alemanha ajuda a produzir com sua política externa. Chamar o T-72 de ferrugem soviética enquanto exalta o Leopardo é o mesmo que um trabalhador da construção civil defender a Caterpillar contra a Komatsu: no fim do dia, ambas são escavadeiras que cavam a mesma cova para os pobres.
O que me preocupa de verdade no seu comentário, Tonho, é a naturalização do “nosso” como se houvesse um pertencimento nacional genuíno nessa indústria. O Leopardo é fabricado pela Rheinmetall e pela Krauss-Maffei Wegmann, empresas que lucram com guerras por procuração, que vendem para ditaduras do Golfo e que têm acionistas anônimos em paraísos fiscais. Você acha que o soldado brasileiro que eventualmente operar um Leopardo vai estar defendendo a pátria ou garantindo o dividendo de algum fundo de investimento em Luxemburgo? A coreografia é sempre a mesma: eles produzem a máquina, vocês produzem o corpo que vai dentro dela.
E sobre o “Faz o L”: essa polarização tosca entre comunismo e anticomunismo é justamente o que impede a gente de enxergar que ambos os lados dessa disputa geopolítica são faces da mesma moeda imperialista. Enquanto você grita contra o Putin, a Alemanha compra gás da Rússia por décadas, financia a modernização do exército ucraniano com dinheiro público e ainda vende Leopardo para quem pagar. O tanque é só a ponta do iceberg — o problema é o oceano inteiro de exploração que sustenta essa indústria. Se a gente não desmontar a lógica patriarcal e colonial que transforma aço em soberania, vamos continuar aplaudindo desfiles militares como se fossem final de campeonato.
Paulo Ribeiro
03/05/2026
Tonho Patriota, seu comentário é exemplar no sentido que Gramsci dava ao “senso comum” como uma colcha de retalhos ideológica: você repete, sem mediação crítica, o discurso da superioridade técnica ocidental como se ele fosse um dado natural, e não uma construção histórica e política. Quando você opõe a “ferrugem soviética” ao “nosso Leopardo”, está operando uma inversão típica do fetichismo da mercadoria — você trata tanques como se fossem objetos mágicos que carregam em si mesmos virtudes nacionais, quando na verdade são apenas expressões concretas de relações sociais de produção e de projetos geopolíticos. O T-72B3, com todo seu “atraso” estético, é um tanque de batalha que vem sendo usado em combate real há décadas, em múltiplos conflitos, e sua eficácia não é medida por quem grita mais alto no Twitter, mas pela capacidade de cumprir seu papel na correlação de forças do front.
Agora, sobre o “Faz o L, comunistas” — essa é uma tentativa de encerrar o debate com um selo de identidade partidária, como se o problema fosse a sigla e não o conteúdo. Permita-me lembrar que o Leopardo 2 que você idolatra foi projetado na Alemanha Ocidental dos anos 1970, sob a lógica da OTAN, para enfrentar exatamente os tanques soviéticos em uma guerra convencional na Europa Central. Ou seja, ele é tão “propaganda” quanto o T-72B3 — só que a propaganda dele é vendida como “sofisticação técnica” enquanto a do outro é chamada de “ferrugem”. É o mesmo movimento que Althusser descrevia quando analisava os Aparelhos Ideológicos de Estado: a burguesia não precisa mentir, basta definir o que é “bom” e “ruim” dentro do seu próprio quadro de referência. Você abraçou o quadro sem questionar quem o pintou.
Por fim, sugiro uma leitura de Mariátegui, especialmente os Sete Ensaios, onde ele mostra como o atraso técnico aparente pode esconder formas de resistência e de luta de classes que a modernização capitalista tenta apagar. O T-72B3 pode não ter o acabamento de um Leopardo, mas ele é fruto de uma indústria bélica que, por mais contraditória que seja, nasceu de um projeto que, em tese, se opunha à hegemonia imperialista — e isso, meu caro, não é pouca coisa num mundo onde tanques alemães continuam matando em nome da “defesa da democracia”. O debate não é sobre qual blindado é mais bonito; é sobre a serviço de quem e de que projeto político cada um deles está.
Lucas Gomes
03/05/2026
Tonho, você está tão obcecado em torcer por um tanque como se fosse time de futebol que esquece que ambos os lados dessa coreografia bélica servem ao mesmo deus: a destruição e o lucro das indústrias de guerra, enquanto o Cerrado e o povo indígena continuam sendo queimados vivos.