Geopolítica
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, invocou o direito internacional para defender que nenhum país pode controlar o Estreito de Ormuz.
A declaração foi publicada pelo perfil oficial do Irã no Japão na plataforma X e rapidamente circulou entre analistas de política externa.
O problema é que o argumento contradiz diretamente o histórico americano de sanções, bloqueios e pressão militar sobre rotas marítimas estratégicas ao redor do mundo.
Rubio afirmou: “Esta é uma via navegável internacional. O direito internacional é muito claro. Vias navegáveis internacionais, nenhum país pode controlá-las.” A repetição enfática sugeria uma tentativa de legitimar a posição americana diante de ameaças iranianas de fechamento do estreito.
Os Estados Unidos aplicaram bloqueios navais, zonas de exclusão e sanções marítimas em diversas ocasiões, do Golfo Pérsico ao Mar do Sul da China, sem respaldo de organismos internacionais. O argumento jurídico, quando usado por Washington, tende a aparecer seletivamente.
O Estreito de Ormuz é governado pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante o direito de passagem em trânsito, mas também reconhece direitos dos Estados ribeirinhos, no caso Irã e Omã. Reduzir essa complexidade a uma frase de efeito expõe a seletividade com que Washington maneja o argumento jurídico quando lhe convém.
Com informações de X.

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