Menu

Rubio defende Ormuz livre, mas EUA ignoram direito internacional

Rubio diz que nenhum país pode controlar Ormuz , mas os EUA aplicaram bloqueios e sanções marítimas por décadas sem aval internacional.

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Imagem: Gallo Images / Copernicus Sentinel 2017/ Orbital Horizon

Geopolítica

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, invocou o direito internacional para defender que nenhum país pode controlar o Estreito de Ormuz.

A declaração foi publicada pelo perfil oficial do Irã no Japão na plataforma X e rapidamente circulou entre analistas de política externa.

O problema é que o argumento contradiz diretamente o histórico americano de sanções, bloqueios e pressão militar sobre rotas marítimas estratégicas ao redor do mundo.

Rubio afirmou: “Esta é uma via navegável internacional. O direito internacional é muito claro. Vias navegáveis internacionais, nenhum país pode controlá-las.” A repetição enfática sugeria uma tentativa de legitimar a posição americana diante de ameaças iranianas de fechamento do estreito.

Os Estados Unidos aplicaram bloqueios navais, zonas de exclusão e sanções marítimas em diversas ocasiões, do Golfo Pérsico ao Mar do Sul da China, sem respaldo de organismos internacionais. O argumento jurídico, quando usado por Washington, tende a aparecer seletivamente.

O Estreito de Ormuz é governado pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante o direito de passagem em trânsito, mas também reconhece direitos dos Estados ribeirinhos, no caso Irã e Omã. Reduzir essa complexidade a uma frase de efeito expõe a seletividade com que Washington maneja o argumento jurídico quando lhe convém.

Com informações de X.

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes