O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, Ebrahim Zolfaghari, denunciou que as forças armadas dos Estados Unidos violaram um cessar-fogo ao atacar dois navios iranianos e bombardear áreas civis próximas a portos estratégicos no Estreito de Ormuz.
Um dos navios seguia das águas costeiras iranianas na região de Jask com destino ao estreito quando foi atingido pelas forças americanas. O outro foi atacado enquanto se aproximava da área do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
Zolfaghari também denunciou bombardeios em zonas civis nas proximidades dos portos iranianos de Khamir e Sirik. Esses ataques envolveram ainda a ilha de Qeshm e foram executados em cooperação com outros países da região.
As Forças Armadas da República Islâmica do Irã lançaram resposta imediata contra embarcações militares dos Estados Unidos. Os alvos foram atingidos a leste do Estreito de Ormuz e ao sul do porto de Chabahar.
Os contra-ataques resultaram em danos consideráveis para as unidades navais americanas, conforme relatado por Zolfaghari. O porta-voz reforçou a firme disposição do Irã em defender sua soberania e seus interesses vitais na região.
O Estreito de Ormuz constitui uma das rotas marítimas mais críticas para o suprimento global de petróleo. Qualquer interrupção nesse ponto pode gerar consequências graves para a economia mundial e os preços de energia.
As tensões entre o Irã e os Estados Unidos persistem há décadas, com múltiplas frentes de confronto. Washington impõe sanções econômicas rigorosas contra Teerã enquanto realiza manobras militares que o Irã interpreta como provocação constante.
O governo iraniano adverte que qualquer violação adicional de sua soberania receberá resposta proporcional. Zolfaghari deixou claro que o país não hesitará em proteger suas rotas comerciais e a segurança de sua população civil.
Os incidentes se inserem em um padrão de agressão imperialista que ameaça não apenas o Irã, mas a estabilidade de toda a região do Golfo Pérsico. A República Islâmica mantém sua postura de resistência contra interferências externas em suas águas territoriais.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos de um confronto naval que pode escalar rapidamente. Novos eventos devem ser monitorados de perto diante da gravidade da situação no Estreito de Ormuz, conforme reportagem do portal RT.
Com informações de ACTUALIDAD.
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