Os ataques israelenses no sul do Líbano mataram 51 pessoas nas últimas 24 horas, incluindo dois profissionais de saúde.
O Ministério da Saúde libanês informou que os bombardeios atingiram diretamente instalações sanitárias em Qalawiya e Tibnin, no distrito de Bint Jbeil. A ação configura violações das leis internacionais e das normas humanitárias.
O número total de mortos no Líbano desde o início da escalada ultrapassa 2.846 pessoas. Os ataques continuaram mesmo após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, elevando o total de óbitos desde a trégua para 552 pessoas, segundo dados oficiais libaneses.
A destruição de infraestrutura e o deslocamento forçado de mais de 1,2 milhão de pessoas agravam a crise humanitária no país. O impacto sobre os trabalhadores da saúde tem sido particularmente grave, com ataques sistemáticos contra equipes médicas e de resgate.
A Organização das Nações Unidas registrou pelo menos 103 profissionais médicos mortos e 230 feridos em mais de 130 ataques israelenses desde o começo da operação. Ali Safiuddin, chefe da Defesa Civil Libanesa em Tiro, descreveu a situação como insustentável e afirmou que os trabalhadores vivem sob constante ameaça, enquanto muitos já perderam a vida tentando salvar civis.
O correspondente da Al Jazeera, Obaida Hitto, relatou de Tiro que as leis humanitárias internacionais exigem proteção explícita a equipes médicas e de resgate em zonas de conflito. Na prática, a questão não é se haverá novo ataque, mas quantos profissionais ainda restarão para responder aos pedidos de socorro na linha de frente.
O cirurgião de guerra Dr. Tahir Mohammed, que atuou tanto em Gaza quanto no Líbano, destacou as semelhanças nas ações israelenses nos dois territórios. Ele testemunhou a morte de colegas, enfermeiros e estudantes de medicina por armas israelenses, e acusou Israel de manter uma política consistente de atacar trabalhadores de saúde.
Mohammed afirmou ainda que as forças israelenses não demonstram respeito pela vida humana e parecem ter a intenção clara de ocupar toda a região sul do Líbano. Os ataques geraram críticas internacionais, mas a resposta efetiva da comunidade global permanece limitada diante da escalada contínua.
A população libanesa enfrenta uma crise humanitária cada vez mais grave, com o aumento simultâneo de mortos, feridos e deslocados. A continuidade dos bombardeios mesmo após o cessar-fogo levanta sérias dúvidas sobre o compromisso real das partes envolvidas em buscar uma solução pacífica duradoura para o conflito.
Com informações de Al Jazeera.
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