O Irã entregou sua resposta formal à proposta americana de cessar as hostilidades no Golfo Pérsico. A República Islâmica indicou disposição para permitir o tráfego comercial no Estreito de Hormuz de forma gradual, desde que as ameaças militares sejam suspensas.
A posição iraniana foi transmitida por meio do mediador paquistanês e divulgada pela agência Irna. O documento rejeita qualquer compromisso prévio sobre o programa nuclear nacional e o estoque de urânio enriquecido.
Segundo a reportagem da ANSA, Teerã propõe que os temas nucleares sejam discutidos ao longo de 30 dias de negociações diretas. O foco imediato iraniano permanece na segurança marítima e no fim das ações hostis na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com irritação à resposta de Teerã. Trump acusou o Irã de enganar os EUA e o mundo por 47 anos e escreveu em sua rede Truth que o país não rirá mais das potências ocidentais.
Trump ainda atacou a administração do ex-presidente Barack Obama por ter supostamente fornecido recursos financeiros ao Irã. A declaração ocorreu após o recebimento da nota iraniana.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, advertiu o Reino Unido e a França contra qualquer interferência naval no Estreito de Hormuz. Gharibabadi reforçou que apenas Teerã possui autoridade para garantir a segurança da via marítima estratégica.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não abrirá mão de seus interesses nacionais durante as conversas. Pezeshkian convocou o povo iraniano a manter a unidade diante das sanções e pressões externas impostas pelos Estados Unidos.
O Qatar manifestou preocupação com o possível uso do Estreito de Hormuz como instrumento de pressão política. Incidentes com drones foram registrados nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait, elevando a tensão militar no Golfo Pérsico.
A resposta iraniana mantém distância das exigências americanas sobre o destino do programa nuclear. Washington busca garantias concretas sobre o enriquecimento de urânio antes de qualquer alívio nas sanções.
Os esforços de mediação continuam enquanto ambos os lados avaliam os próximos passos. A possibilidade de reabertura do tráfego em Hormuz depende diretamente do progresso nas conversas entre Teerã e Washington.
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