O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, rejeitou as sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos contra a República Islâmica do Irã, classificando-as como ilegais e contrárias ao direito internacional.
Guo Jiakun afirmou que as empresas chinesas devem operar em conformidade com as leis e regulamentos internacionais. Ao mesmo tempo, Pequim defende os direitos legítimos de suas entidades comerciais envolvidas no comércio global.
O porta-voz enfatizou que a comunidade internacional precisa priorizar a prevenção de escaladas de conflito na região. Ele criticou o uso de pretextos relacionados à guerra para difamar ou atacar países soberanos.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções contra dez indivíduos e empresas, atingindo entidades baseadas na China e em Hong Kong, conforme reportagem do Global Times.
As empresas são acusadas de auxiliar o Irã na obtenção de materiais para drones e mísseis. As sanções visam pressionar a capacidade de defesa iraniana, segundo o Tesouro norte-americano.
O governo dos EUA ameaçou ainda impor sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que facilitem o comércio com o Irã. A medida abrange particularmente refinarias independentes de petróleo que atuam no território chinês.
Em resposta, a China ativou o mecanismo conhecido como regra de bloqueio para salvaguardar suas empresas. Essa ferramenta jurídica instrui as companhias a não obedecerem às determinações unilaterais vindas de Washington.
A decisão sinaliza a resistência de Pequim às políticas de pressão máxima aplicadas contra Teerã. O episódio evidencia as fricções persistentes nas relações entre a China e os Estados Unidos.
Os dois países mantêm divergências em áreas como comércio, tecnologia e segurança regional. A China continua a defender o princípio de soberania e não interferência nos assuntos internos de outros Estados.
Com informações de EN.
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