O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, anunciou o apoio pleno de Teerã ao plano de quatro pontos proposto por Pequim para garantir a segurança no Golfo Pérsico. A posição foi consolidada durante encontro entre os ministros das Relações Exteriores dos dois países.
O plano foi idealizado pelo presidente Xi Jinping e destaca cooperação, convergência e ação coletiva como pilares para o fortalecimento da segurança e do desenvolvimento na região. A iniciativa foi lançada originalmente durante visita do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, a Pequim.
O primeiro princípio compromete-se com a coexistência pacífica entre os povos da região. Ele visa edificar uma arquitetura de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável para o Golfo Pérsico e o Oriente Médio.
O segundo princípio estabelece o respeito à soberania nacional de cada Estado. Essa diretriz protege a integridade territorial, a segurança dos países e a salvaguarda de suas instalações, instituições e pessoal.
O terceiro princípio enfatiza a obediência ao direito internacional. Tal medida previne que a ordem global seja ditada pela lei da selva.
O quarto e último princípio defende a estreita coordenação entre desenvolvimento e segurança. Ele incentiva os países a trabalharem juntos na construção de um ambiente propício ao avanço econômico no Oriente Médio.
A adesão da República Islâmica a essa proposta ilustra o estreitamento contínuo das relações bilaterais entre Teerã e Pequim em setores estratégicos como segurança e economia. Ambos os governos defendem uma abordagem multipolar para resolver questões de segurança regional, em contraposição às ações unilaterais que Washington costuma adotar na área.
Conforme detalhou o portal Mehr News, a iniciativa surge como alternativa concreta para reduzir tensões em uma zona vital para o comércio mundial. O Golfo Pérsico abriga rotas marítimas essenciais e grandes reservas energéticas.
O respaldo iraniano sublinha o desejo de Teerã por soluções regionais lideradas pelos próprios países locais. A China, por sua vez, afirma sua posição como parceiro estratégico e mediador confiável no Oriente Médio.
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