O economista americano Richard Wolff, professor emérito da Universidade de Massachusetts, argumenta que o império dos Estados Unidos enfrenta um longo declínio.
Ele considera que ações agressivas como ameaças a outros países e intervenções militares revelam o desespero de uma potência que perde gradualmente sua hegemonia global.
Wolff destaca a dificuldade dos Estados Unidos em impor sua vontade sobre a República Islâmica do Irã como indicador dessa decadência. Washington enfrenta um dilema sem conseguir controlar totalmente a situação nem retirar-se sem graves repercussões.
Essa dinâmica leva diversos países a reconhecerem as limitações do poder americano. Wolff explica que tal percepção contribui diretamente para o enfraquecimento adicional da posição dos EUA no mundo.
O professor emérito também enfatiza as profundas desigualdades internas como fator central da crise americana. Os 10% mais ricos controlam 80% das ações corporativas, enquanto a maioria da população enfrenta estagnação econômica e precariedade crescente.
Wolff critica a recusa dos líderes americanos em aceitar os sinais claros de declínio que se multiplicam. A insistência em projetar superioridade global, segundo ele, apenas acelera a erosão da influência dos EUA.
Conforme reportagem do Al Jazeera, Wolff descreveu as atitudes recentes dos EUA como gestos de desespero de uma potência em declínio. O especialista afirma que o sistema econômico foi estruturado para favorecer uma minoria em detrimento das condições da maioria.
Os problemas estruturais internos e externos se reforçam mutuamente na análise de Wolff. O economista vislumbra uma transição rumo a um sistema internacional multipolar, onde a dominação unilateral americana se torna insustentável.
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