O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado durante cerimônia no Palácio do Planalto.
A iniciativa conta com orçamento total de R$ 11 bilhões para enfrentar as organizações criminosas em todo o território nacional. R$ 1 bilhão sairá do Orçamento federal e outros R$ 10 bilhões serão financiados pelo BNDES.
O GOV estruturou o pacote em quatro pilares. O programa prioriza a asfixia financeira das facções criminosas para retirar suas fontes de recursos.
O fortalecimento da segurança no sistema prisional integra o segundo pilar, com medidas de inteligência e controle. A qualificação das investigações de homicídios e o combate ao tráfico de armas completam o conjunto de prioridades.
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado serão reforçadas com uma unidade nacional dedicada a operações interestaduais. Essa medida permite ações mais ágeis e coordenadas entre diferentes estados da federação.
O rastreamento de ativos financeiros será intensificado para mapear o fluxo de recursos das organizações. Leilões centralizados de bens apreendidos também integram o plano de ação.
O governo ampliará o uso de tecnologias de inteligência no sistema prisional para melhorar o monitoramento. O Centro Nacional de Inteligência Penal será criado para proteger unidades estratégicas e impedir o uso de celulares e armas dentro dos presídios.
No enfrentamento ao tráfico de armas, surge a Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, a RENARME. O Sistema Nacional de Armas, o SINARM, receberá reforço significativo em suas capacidades operacionais.
Operações integradas ocorrerão em regiões de fronteira para coibir o fluxo ilegal de armamentos. A rastreabilidade permitirá identificar a origem exata das armas utilizadas em crimes no país.
Pesquisa do Datafolha revela que 41% dos brasileiros percebem a presença do crime organizado em seus bairros. Ao mesmo tempo, 96,2% dos entrevistados relatam medo de situações de violência.
Lula enfatizou que as medidas serão efetivas no combate às organizações criminosas. O presidente definiu o tema como prioridade nacional que exige resposta coordenada de todas as esferas de poder.
O lançamento ocorre em momento de preocupação da sociedade com a segurança pública. A iniciativa busca recuperar a confiança da população por meio de resultados concretos no enfrentamento às facções.
Com informações de Metrópoles.
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