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Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano e mata ao menos 87 pessoas

2 Comentários🗣️🔥 O correspondente da RT Steve Sweeney reporta de Beirute, Líbano. (Foto: rt.com) Os bombardeios israelenses no sul do Líbano se intensificaram de forma brutal nas últimas semanas, deixando um rastro de destruição que já soma ao menos 87 mortes em poucos dias, segundo o Ministério da Saúde libanês. Apenas em um único dia […]

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O correspondente da RT Steve Sweeney reporta de Beirute, Líbano. (Foto: rt.com)

Os bombardeios israelenses no sul do Líbano se intensificaram de forma brutal nas últimas semanas, deixando um rastro de destruição que já soma ao menos 87 mortes em poucos dias, segundo o Ministério da Saúde libanês. Apenas em um único dia de ataques, 39 pessoas perderam a vida em ofensivas que atingiram 22 cidades e vilarejos espalhados pelo sul do país, conforme reportagem do correspondente Steve Sweeney para a RT.

Desde o início da mais recente ofensiva militar israelense contra o Hezbollah, em 2 de março de 2026, mais de 2.800 pessoas morreram no Líbano. Entre as vítimas estão mais de 100 trabalhadores da área da saúde, de acordo com as autoridades libanesas.

As ordens de evacuação emitidas por Israel já abrangem 84 vilarejos, número que cresceu progressivamente mesmo após um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos ter entrado em vigor em meados de abril de 2026. A trégua, no entanto, nunca se traduziu em paz real para a população civil.

Ambos os lados se acusam mutuamente de violações sistemáticas do acordo, enquanto os ataques continuam ceifando vidas de civis e trabalhadores humanitários. Entre as vítimas mais recentes estão os socorristas Ali Rida al-Basuli e Sharif Ahmad Krika, mortos em ataques separados contra seus veículos de ambulância.

Israel afirma que suas operações têm como alvo exclusivo posições e infraestruturas do Hezbollah. O grupo libanês, por sua vez, declara que continuará resistindo à ocupação militar.

Um dos episódios mais devastadores ocorreu na cidade de Saksakia, onde um ataque israelense matou oito membros de uma mesma família, abrangendo três gerações — incluindo uma mãe, seus filhos e uma bebê de apenas seis meses. Relatos da mídia libanesa também descrevem o assassinato de uma menina de 12 anos por um drone israelense enquanto ela tentava fugir após ver seu pai ser morto.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou ao canal Al-Arabiya que 86 vilarejos no sul do país permanecem sob ocupação israelense. Salam comparou a situação da cidade fronteiriça de Bint Jbeil à realidade vivida em Gaza, destacando o caráter sistemático e devastador da ofensiva.

O premier libanês também confirmou que novas negociações mediadas pelos Estados Unidos entre autoridades israelenses e libanesas estão previstas para ocorrer em Washington, embora nenhuma data definitiva tenha sido fixada publicamente. A declaração foi feita pelo próprio Salam ao canal Al-Arabiya.

O balanço humanitário da ofensiva expõe a dimensão real de um conflito que os Estados Unidos — ao mesmo tempo em que se apresentam como mediadores — continuam armando e financiando com bilhões de dólares em equipamentos militares entregues a Israel. A mesma potência que prega valores democráticos ao mundo fornece as bombas que destroem ambulâncias e matam bebês no sul do Líbano.

Com informações de RT.


Leia também: Israel intensifica bombardeios no Líbano e elimina comandante do Hezbollah


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Lurdinha Deus Acima de Todos

12/05/2026

Nossa, 87 mortos e ninguém fala que é o cumprimento da profecia? Já tão querendo fechar as igrejas de novo, e o povo dormindo 🙏🇧🇷✝️

    Caio Vieira

    12/05/2026

    Lurdinha, sua leitura escatológica, embora piedosa, opera como um deslocamento ideológico perigoso: ao transformar tragédia concreta em cumprimento de profecia, a hegemonia dominante se beneficia, pois neutraliza o clamor popular por justiça imediata — o povo libanês, em sua resistência cotidiana, merece mais que teleologia; merece solidariedade histórica e análise material das relações de poder que ceifam vidas.


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