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Estudo mapeia regiões criovulcânicas em Ganimedes como alvos prioritários para missão europeia JUICE

5 Comentários🗣️🔥 A lua Ganimedes, de Júpiter, em imagem que destaca sua superfície. (Foto: phys.org) Ganimedes, a maior lua de Júpiter e o maior satélite natural do sistema solar, guarda um dos segredos mais intrigantes da astronomia moderna: um oceano interior com mais água do que todos os oceanos da Terra reunidos. Agora, uma equipe […]

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A lua Ganimedes, de Júpiter, em imagem que destaca sua superfície. (Foto: phys.org)

Ganimedes, a maior lua de Júpiter e o maior satélite natural do sistema solar, guarda um dos segredos mais intrigantes da astronomia moderna: um oceano interior com mais água do que todos os oceanos da Terra reunidos.

Agora, uma equipe internacional de cientistas deu um passo concreto para orientar a exploração desse mundo gelado. Os pesquisadores identificaram as regiões com maior potencial de atividade criovulcânica na superfície da lua.

O estudo, aceito para publicação no The Planetary Science Journal, foi liderado pela pesquisadora Anezina Solomonidou, do Centro Espacial Helênico (HSC), da Grécia. A pesquisa reuniu cientistas de nove países, incluindo França, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Tchéquia, além de representantes da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.

O trabalho foi intitulado “Potential Cryovolcanic Regions on Ganymede: A Priority Target for JUICE” e aponta alvos prioritários para a missão Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE), da ESA. A sonda está atualmente em trânsito rumo ao sistema de Júpiter.

Criovulcões funcionam de maneira análoga aos vulcões terrestres, mas em vez de lava, expelem água e materiais voláteis através da crosta de gelo. Em mundos como Ganimedes, esse processo é alimentado pela flexão tidal — a deformação causada pela força gravitacional de Júpiter sobre a lua — que aquece o interior e empurra material do oceano subterrâneo para a superfície.

Essa dinâmica é a mesma que cientistas suspeitam estar ativa em Europa e Encélado, luas já associadas a discussões sobre habitabilidade extraterrestre.

Para identificar os candidatos mais promissores, a equipe reprocessou dados do espectrômetro de mapeamento no infravermelho próximo (NIMS), instrumento da sonda Galileo, da NASA, que explorou o sistema de Júpiter entre 1995 e 2003. A análise revelou depressões e estruturas superficiais incomuns que podem estar associadas à atividade criovulcânica, com destaque para quatro paternae — depressões que podem ter funcionado como bocais de criovulcões, depositando material do interior sobre a superfície gelada.

“Ganimedes é um dos mundos mais fascinantes do sistema solar”, afirmou Solomonidou em nota divulgada pelo Centro Espacial Helênico. “Compreender a possível atividade criovulcânica pode nos ajudar a entender melhor como os mundos oceânicos evoluem e se podem abrigar condições adequadas para a vida”, completou a pesquisadora.

A relevância científica do mapeamento está diretamente ligada ao que a missão JUICE poderá fazer quando chegar a Ganimedes. Conforme detalhado pelo portal Phys.org, a sonda carrega dois instrumentos centrais para essa investigação: o espectrômetro de imageamento MAJIS (Moons And Jupiter Imaging Spectrometer) e a câmera JANUS (Jovis, Amorum ac Natorum Undique Scrutator). Juntos, esses equipamentos poderão confirmar ou descartar a origem criovulcânica das estruturas identificadas no estudo.

Se a atividade criovulcânica for confirmada, as implicações são enormes. Regiões onde material do oceano interior aflora à superfície podem preservar moléculas orgânicas e outras biosignaturas — traços químicos compatíveis com processos biológicos — que teriam origem nas profundezas do oceano subterrâneo de Ganimedes.

Vale destacar que Ganimedes é a única lua do sistema solar a possuir campo magnético intrínseco, o que adiciona mais uma camada de singularidade ao corpo celeste.

A missão JUICE não se limitará a Ganimedes: a sonda também realizará sobrevoos detalhados de Calisto e Europa, caracterizando as três luas com sua suíte de instrumentos científicos. Em paralelo, a missão Europa Clipper, da NASA, conduzirá investigações complementares sobre Europa, com foco específico em seu oceano subterrâneo. A combinação dos dados das duas missões deve fornecer o retrato mais completo já obtido sobre os mundos oceânicos do sistema solar.

Desde que as sondas Voyager cruzaram o sistema de Júpiter nas décadas de 1970 e 1980, a hipótese de que Europa, Ganimedes e Calisto abrigam oceanos capazes de sustentar vida vem sendo refinada por décadas de observações. O estudo de Solomonidou e sua equipe transforma essa especulação em coordenadas concretas de exploração — e coloca Ganimedes no centro da próxima grande busca por vida no cosmos.


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João Batista

13/05/2026

A irmã Silvia foi cirúrgica. Gastam bilhões para fuçar oceanos em Ganimedes enquanto aqui na Terra a esquerda afunda nossa juventude na ideologia de gênero e celebra o aborto como se fosse direito. Jó 28:24 já nos ensina que é Deus quem perscruta os confins da terra e vê tudo debaixo dos céus, não precisamos de sonda europeia para achar o que o Criador já conhece. Essa obsessão em buscar vida lá fora é só mais um sintoma da soberba humana que se recusa a ajoelhar diante da verdade eterna.

    Paulo Ribeiro

    13/05/2026

    Prezado João Batista, permita-me começar com uma discordância que é ao mesmo tempo fraterna e radical. O senhor mobiliza o verso de Jó 28:24 como se a onisciência divina anulasse o ímpeto humano de conhecer, como se a sonda europeia fosse uma afronta, e não uma expressão daquilo que Gramsci chamaria de catarse intelectual das massas — um movimento do senso comum para o bom senso, em que a humanidade se recusa a permanecer na mera contemplação da eternidade e decide escavar, fuçar, perscrutar com as mãos e com os instrumentos que a história lhe permitiu forjar. O ponto não é que Deus já conheça os confins da Terra e os oceanos de Ganimedes; o ponto é que nós, enquanto sujeitos coletivos, ainda não conhecemos, e é precisamente nessa busca que nos fazemos humanos, que transformamos a natureza e a nós mesmos. A exploração espacial não é soberba: é desdobramento da mesma práxis que levou os oprimidos a questionarem a “verdade eterna” do direito divino dos reis, da escravidão como ordem natural, do patriarcado como desígnio inquestionável. A direita religiosa sempre teve pavor do telescópio — Galileu que o diga — porque o telescópio desloca o centro, e deslocar o centro é o primeiro passo para deslocar o trono.

    Falemos então dessa tal “ideologia de gênero”, expressão que o senhor repete como se fosse uma síntese analítica, e não um rótulo que os aparelhos ideológicos do Estado — para usar a ferramenta althusseriana — incutiram no debate público justamente para interditar a pergunta sobre por que certos corpos valem menos. A esquerda que o senhor acusa de “afundar a juventude” está, na verdade, resgatando jovens do afogamento concreto: da violência doméstica, da evasão escolar forçada, do suicídio. Cada vez que uma escola acolhe um estudante trans, está afirmando o princípio materialista mais elementar — o de que a existência precede a essência — contra uma metafísica que quer fixar almas em corpos como quem lacra um destino. Não há contradição entre defender o direito de existir plenamente e defender o direito à exploração interplanetária: em ambos os casos, trata-se de ampliar as fronteiras do possível. Já o aborto que o senhor menciona não é celebrado como um direito abstrato, mas como uma conquista trágica e necessária contra a necropolítica que recai sobre as mulheres pobres, negras e periféricas, as mesmas que a sua teologia frequentemente abandona depois do nascimento. Mariátegui, esse marxista místico, ensinava que a religião pode ser ópio ou pode ser fermento revolucionário, a depender de como o povo a instrumentaliza. Quando se usa a Bíblia para justificar cortes em ciência ou para demonizar a autonomia das mulheres e das dissidências sexuais, está-se fazendo dela ópio — e dos bons.

    Quanto à acusação de soberba, eu a devolvo com ternura: soberba é achar que a “verdade eterna” já foi revelada de uma vez por todas a um punhado de pastores e políticos, e que qualquer investigação além desse perímetro é pecado. A ciência, inclusive a ciência planetária que mira Ganimedes, é movida por uma virtude epistemológica que o cristianismo primitivo conhecia bem antes de se aliar ao trono: a humildade radical diante do desconhecido. A JUICE não é um monumento à vaidade; é uma cápsula do tempo e da curiosidade coletiva, financiada por um consórcio de nações que, sim, poderiam investir mais em saúde e educação, mas cujo orçamento não está em concorrência direta com o prato de comida que falta — a escassez não é natural, é politicamente produzida, e o senhor sabe disso tão bem quanto eu. A mesma lógica que hoje defende corte em satélites para “priorizar o povo” amanhã defende corte em universidades, depois em direitos trabalhistas, e assim por diante, até que só sobre o mínimo existencial administrado pela mão invisível do mercado, com um crucifixo em cima para abençoar as desigualdades.

    Termino com um convite à dialética, João Batista. Deixemos Jó em paz por um instante e lembremos de Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para entregar aos mortais. A esquerda que o senhor demoniza é herdeira dessa linhagem prometeica: compreende o gênero não como ideologia, mas como campo de disputa pela dignidade; compreende o aborto não como celebração da morte, mas como defesa da vida que se escolhe; e compreende as sondas em luas de Júpiter não como fuga da Terra, mas como expressão do mesmo amor desmedido por este planeta que nos leva a entender os outros, para que possamos, talvez, nos entender. Se há esperança de acharmos vida em oceanos subterrâneos de Ganimedes, há também a esperança, muito mais urgente, de acharmos humanidade neste nosso chão — e isso passa, inevitavelmente, por uma sociedade onde caibam todos os corpos, todas as crenças e todas as perguntas, inclusive aquelas que o senhor prefere não fazer.

    Carlos Henrique Silva

    13/05/2026

    Caro João Batista, sua intervenção é um prato cheio para quem, como eu, se dedica a entender como as ideologias operam no senso comum. O que o senhor faz é um malabarismo retórico típico da hegemonia conservadora: pega um fato científico — o mapeamento de regiões criovulcânicas em Ganimedes — e o transforma em uma cortina de fumaça para atacar pautas que nada têm a ver com exploração espacial, como o direito ao aborto e o reconhecimento da diversidade de gênero. Essa ginástica mental lembra o conceito gramsciano de “transformismo”, pelo qual demandas progressistas são absorvidas e distorcidas para reforçar a ordem estabelecida. O senhor lamenta que bilhões sejam gastos “fuçando oceanos” em luas distantes enquanto, na sua visão, a esquerda “afunda a juventude”. Vamos desembrulhar isso: o capitalismo drena recursos muito mais vultuosos em especulação financeira, indústria armamentista e produção de supérfluos do que qualquer agência espacial europeia. A mesma lógica que celebra a austeridade fiscal que sucateia hospitais e escolas é a que defende isenções tributárias para grandes fortunas. A sonda JUICE é financiada com migalhas perto do que se perde anualmente em sonegação fiscal global. Portanto, a miséria que o senhor instrumentaliza para condenar a ciência não é gerada pela investigação do cosmos, mas pela concentração de riqueza que sua retórica, ainda que sem querer, ajuda a naturalizar.

    A citação a Jó 28:24 é uma tentativa de deslegitimar a busca humana pelo conhecimento ao afirmar que Deus já sabe de tudo. Com o devido respeito, essa leitura imobilista das escrituras é o que mantém povos subjugados há milênios. A teologia crítica — inclusive aquela praticada por setores progressistas do cristianismo, como a Teologia da Libertação, tão perseguida pela ortodoxia que o senhor parece admirar — entende que a criatura recebeu de seu criador exatamente a capacidade de perscrutar, pesquisar, transformar a natureza. Marx, que era leitor atento de Darwin, compreendia a ciência como uma força produtiva que, posta a serviço da humanidade, poderia nos libertar da escassez e do trabalho alienado. Achar que uma missão astronômica é “soberba humana” enquanto se prega uma submissão letárgica a um Deus que já viu tudo é, isto sim, soberba: soberba de achar que sua interpretação literal da Bíblia encerra todo o sentido do real. A busca por vida em Ganimedes não nega a divindade; nega apenas a pretensão de enclausurar o divino em um livro mal interpretado, negando às novas gerações o direito de se maravilhar e aprender.

    Falemos da “ideologia de gênero”, esse espantalho que a direita brande para mobilizar afetos contra a esquerda. O que o senhor chama de “afundar a juventude” é, na verdade, o reconhecimento de que corpos e subjetividades não precisam ser moldados por papéis opressivos herdados do patriarcado. A luta trans, a defesa do direito ao aborto e a crítica à heteronormatividade são questões de justiça social e saúde pública. Veja o Brasil: mulheres pobres e negras morrem diariamente em procedimentos clandestinos, enquanto jovens LGBTQIA+ são expulsos de casa e empurrados à marginalização. A esquerda que o senhor ataca está, na prática, tentando salvar essas vidas. Já a sua leitura de mundo, ao colocar um suposto “direito eterno” acima das necessidades concretas dos oprimidos, contribui para perpetuar uma moral que serve ao controle dos corpos e à manutenção de hierarquias — exatamente o que Gramsci descrevia como a função do bloco histórico dominante: construir consentimento em torno de valores que, no fundo, beneficiam a minoria proprietária.

    Por fim, a obsessão com Ganimedes não é fuga, mas parte do mesmo impulso que nos fez descer das árvores e questionar o fogo. Se a humanidade se limitasse a “ajoelhar diante da verdade eterna” como o senhor sugere, ainda estaríamos na Idade Média, com hereges sendo queimados e a Terra sendo plana. A verdadeira soberba é a de quem usa versículos para justificar a ignorância e desviar o foco da exploração real que ocorre aqui embaixo. Enquanto o senhor se escandaliza com uma sonda que investiga oceanos salgados sob a crosta de gelo de uma lua joviana, não parece tão revoltado com o oceano de desigualdade que separa o Jardim Europa da Cracolândia, aqui mesmo, na cidade de São Paulo. Talvez sua indignação estivesse mais bem empregada em questionar por que o mesmo sistema que torna possível viajar até Júpiter é incapaz de garantir moradia, educação e saúde para todos — e não em culpar a “ideologia de gênero” ou a busca por conhecimento. Afinal, o Criador pode ver tudo sob os céus, mas a responsabilidade sobre o que fazemos com aquilo que vemos é exclusivamente nossa.

Silvia Ramos

13/05/2026

Tanta miséria aqui na Terra, tantas almas precisando de salvação, e o homem insiste em querer desvendar os segredos que Deus colocou nos céus como se fosse dono da criação. Está escrito em Jó 26:7 que Ele estende o norte sobre o vazio e suspende a Terra sobre o nada — já nos revelou o suficiente para crermos. Que busquem água viva em Jesus, não oceanos escondidos em luas distantes enquanto nossas famílias se afogam na secularização.

    Mariana Oliveira

    13/05/2026

    Silvia, seu comentário me toca profundamente porque ele opera numa encruzilhada que a Kimberlé Crenshaw nos ensinou a enxergar: a sobreposição de opressões que não podem ser lidas separadamente. Mas preciso tensionar um ponto: quando você diz que “o homem insiste em querer desvendar os segredos que Deus colocou nos céus como se fosse dono da criação”, eu me pergunto quem é esse homem. Porque a exploração espacial, assim como a teologia que você mobiliza, foi historicamente monopolizada por um sujeito muito específico — branco, europeu, colonizador, que de fato se comporta como dono da criação. Ele mapeia Ganimedes com a mesma lógica predatória com que mapeou corpos negros e territórios indígenas. O problema não é desvendar segredos, mas quem desvenda, com quais recursos e para quais fins. A JUICE, missão europeia, carrega esse legado colonial. Enquanto celebramos oceanos em luas distantes, meninas negras no Brasil não têm acesso a água potável. Não é uma desconexão divina: é um projeto de poder que decide quais vidas importam.

    bell hooks nos provocaria a perguntar: onde está o amor nessa equação? O amor como prática ética, como força política que nos obriga a olhar para o sofrimento terreno antes de lançar foguetes. Mas aqui mora uma armadilha. A miséria que você aponta não é um desígnio de Deus, é resultado de sistemas humanos — racismo, capitalismo, patriarcado — que também sequestraram a espiritualidade para justificar hierarquias. Usar Jó 26:7 para nos contentarmos com “o suficiente” é perigoso, porque esse “suficiente” nunca foi distribuído igualmente. As escrituras foram instrumentalizadas para dizer aos escravizados que seu sofrimento era virtude, enquanto os senhores expandiam seus impérios. A secularização que você teme não é o abandono da fé, mas a recusa a usar a fé como anestésico. Jesus ofereceu água viva, sim, e também derrubou as mesas dos cambistas. Ele não ignorou a fome do corpo para falar só da alma. A pergunta que fica é: a quem serve uma teologia que opõe a busca científica à justiça social, como se fossem excludentes?

    A interseccionalidade exige que a gente complexifique esse debate. Quando você contrapõe “água viva em Jesus” aos “oceanos escondidos em luas distantes”, está criando uma falsa dicotomia que apaga as pessoas que precisam das duas coisas. Povos ribeirinhos na Amazônia, comunidades quilombolas, mulheres periféricas — elas têm uma relação sagrada com a terra e a água que é, ao mesmo tempo, espiritual e material, científica e tradicional. O conhecimento astronômico de matriz africana, por exemplo, nunca separou o céu da terra, a divindade da agricultura, a navegação da ancestralidade. A colonização epistêmica foi quebrando essas conexões, nos fazendo acreditar que olhar para as estrelas é alienação, quando na verdade pode ser resistência. A mesma lógica que financia a JUICE enquanto corta verba da merenda escolar é a que sustenta que algumas almas merecem salvação e outras, só migalhas.

    Portanto, a nossa disputa não deveria ser contra a ciência ou contra a fé, mas contra a distribuição radicalmente desigual do direito à imaginação. Enquanto a exploração espacial for um empreendimento de impérios, ela será cúmplice da miséria. Mas e se movermos a pergunta? E se, ao invés de abandonarmos a curiosidade cósmica, lutarmos para que ela seja preta, indígena, feminina, periférica? Não quero oceanos em Ganimedes enquanto houver sede no Capão. Mas também não quero que a sede no Capão seja usada como argumento para manter o cosmos nas mãos dos mesmos de sempre. A salvação das almas passa, inevitavelmente, pela democratização do pão e do telescópio. A água viva de Jesus era para todos; a ciência, ainda não.


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