Um novo tipo de dinossauro gigante, o Nagatitan chaiyaphumensis, foi identificado a partir de fósseis encontrados na Tailândia. Este colosso, pertencente à família dos saurópodes, pesava cerca de 27 toneladas e media impressionantes 27 metros de comprimento, superando o diplodoco em tamanho.
O nome Nagatitan deriva de referências culturais e geográficas: ‘naga’ alude a uma serpente do folclore do Sudeste Asiático, ‘titan’ remete aos deuses da mitologia grega, e ‘chaiyaphumensis’ indica a província de Chaiyaphum, local da descoberta. Segundo a BBC, a equipe de pesquisadores do Reino Unido e da Tailândia desenterrou os fósseis há uma década, ao lado de um lago no nordeste do país.
O estudo, liderado por Thitiwoot Sethapanichsakul, doutorando tailandês da University College London, foi recentemente publicado na revista Scientific Reports. Sethapanichsakul, que se descreve como um ‘menino dinossauro’, revelou que nomear esta criatura era a realização de uma promessa de infância.
O Nagatitan viveu há entre 100 e 120 milhões de anos, muito antes do famoso tiranossauro rex, e era aproximadamente duas vezes mais longo que este último. O achado oferece uma janela para entender como as condições climáticas antigas permitiram o desenvolvimento desses gigantes.
Dr. Sita Manitkoon, paleontólogo da Universidade de Mahasarakham, destacou a rica diversidade de fósseis de dinossauros na Tailândia, que é possivelmente a terceira mais abundante da Ásia. O Nagatitan é o 14º dinossauro a ser nomeado no país, reforçando sua importância no cenário paleontológico global.
O período em que este gigante habitou a Terra foi marcado por níveis crescentes de dióxido de carbono atmosférico, acompanhados por altas temperaturas globais. Paul Upchurch, coautor do estudo e professor da UCL, afirmou que o tamanho impressionante dos saurópodes durante essa época parece desafiar expectativas, já que corpos grandes retêm mais calor e são mais difíceis de resfriar.
Upchurch também sugeriu que as altas temperaturas poderiam ter afetado a vegetação disponível, crucial para a dieta dos saurópodes herbívoros. Esta descoberta não apenas lança luz sobre o passado distante, mas também sobre as complexas interações entre clima e evolução animal.
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