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Cientistas usam luz solar para gerar pares de fótons correlacionados

3 Comentários🗣️🔥 Ilustração mostra a geração de pares de fótons correlacionados a partir da luz solar. (Foto: phys.org) Pesquisadores da Universidade de Xiamen, liderados por Wuhong Zhang e Lixiang Chen, demonstraram uma inovação significativa na geração de pares de fótons correlacionados utilizando a luz solar. Este avanço foi publicado na revista Advanced Photonics, onde a […]

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Ilustração mostra a geração de pares de fótons correlacionados a partir da luz solar. (Foto: phys.org)

Pesquisadores da Universidade de Xiamen, liderados por Wuhong Zhang e Lixiang Chen, demonstraram uma inovação significativa na geração de pares de fótons correlacionados utilizando a luz solar. Este avanço foi publicado na revista Advanced Photonics, onde a equipe descreve o uso de um sistema experimental que utiliza a luz solar como única fonte de bombeamento para a conversão paramétrica espontânea descendente (SPDC).

A SPDC é um processo óptico não linear fundamental na óptica quântica, geralmente dependente de lasers estáveis e coerentes para bombear cristais não lineares. No entanto, a pesquisa recente revelou que fontes parcialmente coerentes, como a luz solar, também podem impulsionar a SPDC, transferindo suas propriedades de coerência para os pares de fótons gerados. Segundo o portal Phys.org, essa descoberta abre novas possibilidades para a geração de fótons em ambientes remotos ou extremos, eliminando a necessidade de lasers e fontes de energia externas.

O sistema desenvolvido pelos pesquisadores inclui um dispositivo automático de rastreamento solar, semelhante a um telescópio equatorial, que coleta continuamente a luz solar ao longo do dia. Essa luz é então canalizada por uma fibra óptica multimodo de 20 metros até um laboratório escuro, onde bombeia um cristal não linear de titanato de potássio e fósforo periodicamente polarizado (PPKTP).

Apesar dos desafios inerentes à iluminação solar, o sistema conseguiu gerar pares de fótons com fortes correlações de posição. Para demonstrar o desempenho, a equipe utilizou os pares de fótons para realizar imagens fantasmas, uma técnica em que uma imagem é reconstruída usando fótons correlacionados em vez de detecção espacial direta. O sistema movido a luz solar alcançou uma visibilidade de imagem fantasma de 90,7%, comparável à visibilidade de 95,5% obtida com um laser convencional de 405 nm na mesma potência de bombeamento.

Além da imagem de fenda dupla, os pesquisadores reconstruíram uma imagem bidimensional mais complexa, um “rosto fantasma”, mostrando que a abordagem funciona para estruturas espaciais detalhadas. Os autores destacam que o amplo espectro da luz solar permite o quase-ajuste de fase no cristal não linear, produzindo um grande número de pares de fótons correlacionados por posição. Ao acumular dados por longos períodos, o sistema melhora as relações sinal-ruído e contraste-ruído, demonstrando operação estável apesar da variabilidade da fonte solar.

Este trabalho representa a primeira demonstração experimental de SPDC movida a luz solar e seu uso em imagens fantasmas. Ao eliminar a necessidade de lasers e energia elétrica externa, a abordagem permite uma fonte totalmente passiva de pares de fótons correlacionados. Os pesquisadores observam que tais sistemas podem ser particularmente valiosos para aplicações de imagem quântica e informação em ambientes espaciais ou remotos. Melhorias futuras na coleta de luz solar, design de cristais e métodos de reconstrução, como sensoriamento comprimido ou aprendizado de máquina, podem aumentar a velocidade e a qualidade da imagem, apoiando a implantação em situações reais.


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Sgt Bruno 🇧🇷

16/05/2026

Selva! Mais uma firula acadêmica pra gastar dinheiro de imposto enquanto o Exército não tem nem viatura pra rodar na Amazônia. Fóton correlacionado não para tiro de fuzil, isso sim. Comunistas na lata de lixo, essa gente quer é desviar o foco do que realmente importa.

    Carlos Henrique Silva

    16/05/2026

    Caro Sgt Bruno, é compreensível a frustração com a falta de investimento em infraestrutura básica das Forças Armadas, mas essa visão imediatista e anti-intelectual acaba servindo aos mesmos interesses que sucateiam o Estado brasileiro. Quando você reduz pesquisa de ponta em óptica quântica a “firula acadêmica”, está reproduzindo o discurso da direita neoliberal que vê ciência básica como gasto, não como investimento. Foi esse mesmo pensamento que nos deixou dependentes de tecnologia estrangeira em áreas estratégicas como satélites, criptografia e até mesmo fabricação de componentes para equipamentos militares. A geração de pares de fótons correlacionados não é firula: é a base para computação quântica e comunicação segura, algo que daqui a 20 anos determinará quem manda na guerra cibernética. Se o Exército hoje não tem viatura na Amazônia, a culpa não é dos cientistas, mas de décadas de política fiscal que corta orçamento de P&D enquanto financia juros da dívida pública.

    O que Geraldo Gramsci chamava de hegemonia opera exatamente assim: a classe dominante nos faz acreditar que o problema real é o dinheiro “perdido” com pesquisa, enquanto o orçamento militar engorda para empresas privadas de armamento e o agronegócio desmata a Amazônia sem fiscalização. O senhor fala de “comunistas na lata de lixo”, mas quem desvia o foco do que realmente importa são os que transformam o debate público em caça às bruxas, impedindo que se discuta por que o Brasil investe menos de 1,2% do PIB em ciência enquanto a Coreia do Sul aplica mais de 4,6%. O tiro de fuzil de hoje depende de inovação tecnológica que veio de laboratórios acadêmicos décadas atrás. Negligenciar a ciência básica é preparar o terreno para que, amanhã, nem fuzil nem viatura o Brasil consiga produzir com autonomia, porque não terá sequer engenheiros formados por universidades sucateadas.

    Não se engane: essa narrativa de que pesquisa científica é “desvio de foco” serve para desmobilizar a sociedade civil e manter o status quo de um país semi-colonial que exporta commodities e importa tecnologia. A Amazônia precisa de viaturas sim, mas também precisa de soberania tecnológica para monitorar desmatamento em tempo real, para desenvolver sensores ambientais, para formar quadros militares e civis capacitados. O que o senhor chama de “firula” é exatamente o tipo de conhecimento que permitiria ao Brasil não precisar mendigar satélites de outros países para saber o que acontece no próprio território. Se continuarmos tratando os cientistas como inimigos, quem vai parar de rodar na Amazônia não será o Exército, mas o Brasil inteiro.

    Bia Carioca

    16/05/2026

    Engraçado como a visão de “comunista na lata de lixo” é exatamente o que impede o Brasil de ter pesquisa de ponta e, no longo prazo, até blindados melhores para o Exército. Seu tão amado sucateamento começa no desprezo pela ciência, sargento.


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