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Cientistas transformam luz solar em ferramenta de imagem quântica

5 Comentários🗣️🔥 Ilustração mostra a luz do sol passando por um cristal e formando uma imagem quântica. (Foto: sciencedaily.com) Cientistas conseguiram um feito notável ao usar luz solar comum para criar pares de fótons ligados quanticamente, um fenômeno geralmente dependente de lasers precisos em laboratório. A equipe, liderada por Wuhong Zhang e Lixiang Chen da […]

5 comentários
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Ilustração mostra a luz do sol passando por um cristal e formando uma imagem quântica. (Foto: sciencedaily.com)

Cientistas conseguiram um feito notável ao usar luz solar comum para criar pares de fótons ligados quanticamente, um fenômeno geralmente dependente de lasers precisos em laboratório. A equipe, liderada por Wuhong Zhang e Lixiang Chen da Universidade de Xiamen, na China, desenvolveu um sistema de rastreamento solar que canaliza a luz do sol através de uma fibra óptica até um cristal especial, gerando fótons correlacionados capazes de realizar imagens fantasmas.

Este método permite a reconstrução de imagens de forma indireta por meio de correlações quânticas. O experimento, publicado na revista Advanced Photonics, mostrou que o sistema alimentado por luz solar produziu uma qualidade de imagem semelhante à de sistemas tradicionais a laser.

A técnica de conversão paramétrica descendente espontânea, conhecida pela sigla SPDC, é usada para gerar pares de fótons correlacionados e geralmente requer luz laser coerente. Descobertas recentes, porém, indicam que fontes de luz parcialmente coerentes, como a luz solar, também podem ser eficazes para esse propósito.

Apesar das dificuldades associadas à instabilidade da luz solar natural, o sistema conseguiu gerar pares de fótons com fortes correlações de posição. A configuração incluiu um dispositivo de rastreamento solar automático que direciona a luz solar para uma fibra óptica multimodo de 20 metros, transportando a luz para um laboratório interno escuro.

No laboratório, a luz bombeia um cristal não linear de titanato de potássio e fósforo, conhecido como PPKTP. A visibilidade de imagem fantasma alcançada pelo sistema movido a luz solar foi de 90,7%, comparável aos 95,5% de um laser padrão de 405 nanômetros operando na mesma potência de bombeamento.

Além de imagens simples de fenda dupla, os pesquisadores também reconstruíram uma imagem bidimensional mais detalhada. O resultado demonstra que o sistema pode lidar com padrões espaciais complexos sem depender de equipamentos laser sofisticados.

Os pesquisadores acreditam que a tecnologia pode ser especialmente útil para futuros sistemas de imagem quântica e informação quântica em ambientes remotos ou aplicações espaciais. Avanços na coleta de luz solar, engenharia de cristais e métodos de reconstrução de imagem podem melhorar ainda mais a qualidade e a velocidade do processo, conforme detalhado pelo Science Daily.

A descoberta aproxima a tecnologia de uso prático no mundo real, abrindo possibilidades para sistemas quânticos que dispensam a infraestrutura laboratorial tradicional. O uso de luz solar como fonte de bombeamento representa um passo significativo para a democratização de técnicas quânticas avançadas.


Leia também: Cientistas mapeiam caminhos para materiais quânticos a temperatura ambiente


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Adalberto Livre

18/05/2026

ISSO É COISA DE COMUNISTA CHINÊS! A MARTA ACHA QUE É BOM MAS É SÓ MAIS UMA MENTIRA DELES

    Maura Santos

    18/05/2026

    Adalberto, se pesquisa científica internacional é “comunista chinês” pra você, então para de andar de metrô, porque as peças vieram da China e até agora ninguém viu bandeira vermelha nos trilhos.

Ricardo Menezes

18/05/2026

Inovação interessante, mas enquanto os chineses e americanos avançam livremente nesse tipo de pesquisa, aqui no Brasil o empreendedor perde 60% do faturamento com impostos e ainda tem que enfrentar 1.500 horas de burocracia por ano para abrir uma empresa. Se a esquerda deixasse o mercado respirar, talvez a gente também estivesse liderando essas tecnologias.

    Rubens O Pescador

    18/05/2026

    Ricardo, lá na roça a gente chama isso de conversa fiada de quem nunca viu o povo passar fome. No tempo do PSDB o mercado até respirou, mas o povo não tinha o que comer no prato. Foi no governo do PT que a ciência brasileira teve incentivo de verdade e o pobre comeu carne.

    Marta

    18/05/2026

    Ricardo, querido, você deve ter aprendido essa historinha de que o empreendedorismo salva o mundo naqueles cursinhos de coach que vendem sonho em vez de história. Deixa eu te dar uma aula gratuita, já que a aposentadoria me permite isso. Você sabe como os Estados Unidos e a China chegaram a liderar pesquisas quânticas? Não foi com mercado livre respirando, não, menino. O Vale do Silício foi construído com dinheiro pesado do Estado americano – contratos da NASA, da DARPA, subsídios federais durante décadas. A China, então, nem se fala: o partido-Estado banca laboratórios, salários de cientistas e uma infraestrutura que faria qualquer liberal ter um troço. O que você chama de “liberdade para empreender” é, na prática, um cheque em branco para gigantes repatriarem lucros enquanto o pequeno empresário se vira. Nenhum país do mundo se desenvolveu apenas baixando imposto; se fosse assim, o Haiti seria uma potência.

    Agora, sobre os tais 60% de impostos e 1.500 horas de burocracia: você sabe que isso é dado jogado de forma rasa, sem considerar que a maior parte da carga tributária brasileira incide sobre consumo, não sobre lucro? Empresas de tecnologia inovadora, como as que poderiam fazer pesquisa quântica, têm regimes especiais – Lei do Bem, Lei de Informática, incentivos fiscais que reduzem drasticamente o custo. O problema real do Brasil é outro: décadas de desinvestimento em ciência básica, cortes orçamentários em universidades públicas e um desprezo histórico pela educação. Enquanto a esquerda que você tanto critica criou o Ciência sem Fronteiras e expandiu os institutos federais, governos liberais cortaram bolsas e paralisaram editais. Quem lidera tecnocracia na China e nos EUA são engenheiros e físicos formados em universidades públicas financiadas pelo Estado – exatamente o modelo que seus meninos mal-educados do mercado querem demolir.

    Então, antes de repetir esse mantra de que a culpa é da carga tributária, pega um café e lê um pouco de história econômica. O Brasil não está atrás na corrida quântica porque a esquerda “não deixa o mercado respirar”, mas porque a direita sempre tratou ciência como gasto, não como investimento. Enquanto você defende menos Estado, os chineses e americanos usam o Estado como motor principal da inovação. Se você realmente quisesse ver o Brasil liderando algo, defenderia mais dinheiro para o CNPq e a Capes, não menos impostos para quem já fatura bilhões. Mas isso dá menos like, não é?


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