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Lindbergh Farias pede ao STF inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro em inquérito sobre coação nos EUA

9 Comentários🗣️🔥 Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em aparição pública. (Foto: cartacapital.com.br) O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou ofício ao Supremo Tribunal Federal solicitando a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta coação contra autoridades brasileiras a partir […]

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Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em aparição pública. (Foto: cartacapital.com.br)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou ofício ao Supremo Tribunal Federal solicitando a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta coação contra autoridades brasileiras a partir dos Estados Unidos. A iniciativa do parlamentar petista busca ampliar o escopo da investigação para apurar uma possível engrenagem financeira que teria beneficiado campanhas em favor do ex-presidente.

Segundo o deputado, revelações recentes indicam que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a Daniel Vorcaro, ex-CEO do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, uma biografia de Jair Bolsonaro. Lindbergh Farias sustenta que esses valores podem ter sido utilizados como lastro financeiro para campanhas de anistia em favor do ex-presidente, sob o pretexto de financiar uma obra audiovisual.

O parlamentar questiona se o projeto cinematográfico funcionou apenas como uma iniciativa privada ou se serviu como plataforma de propaganda política disfarçada. No ofício encaminhado ao STF, Farias pede que a corte investigue se os recursos destinados ao filme foram utilizados como mecanismo de ocultação ou financiamento indireto de uma campanha conduzida por Eduardo Bolsonaro contra o Brasil.

Além da ampliação do inquérito, Lindbergh Farias solicita que a Polícia Federal requisite provas relacionadas ao caso Master. O deputado também pede a imposição de medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro, incluindo a entrega do passaporte e a proibição de deixar o país sem autorização judicial.

A investigação original mira as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o deputado federal teria atuado em articulações que resultaram na ameaça de imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump. O pedido de Farias busca esclarecer a possível conexão entre essas ações no exterior e uma estrutura financeira paralela que pode ter beneficiado a família Bolsonaro.

O caso ganha contornos mais complexos com a entrada do banco Master na equação, uma vez que a instituição financeira já enfrenta escrutínio por outras operações controversas. A relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro passa a ser objeto de interesse das autoridades, conforme detalhado em reportagem da Carta Capital.

O STF ainda não se manifestou sobre o pedido de ampliação do inquérito apresentado pelo deputado petista. A inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro na investigação dependeria de decisão do ministro relator do caso, que deverá avaliar se há indícios suficientes para justificar a medida.


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Rick Ancap

19/05/2026

Imposto é roubo e esse inquérito é a prova de que os dois lados são farinha do mesmo saco.

Roberto Lima

19/05/2026

Marta, você tocou no ponto certo. Enquanto esse pessoal perde tempo com perseguição política em vez de trabalhar, o agro brasileiro sustenta o país e só recebe pedrada. Se o STF quisesse mesmo ajudar o Brasil, mandava esse inquérito pro lixo e liberava a economia desse sufoco tributário. Enquanto a esquerda brinca de investigar, o custo Brasil só aumenta para quem produz de verdade.

    Maura Santos

    19/05/2026

    Roberto, o agro sustenta o país com estrada esburacada e diesel caro? Enquanto isso, o clã Bolsonaro passou 4 anos torrando dinheiro público e deixando o custo Brasil explodir pra todo mundo, menos pra eles.

    Carlos Henrique Silva

    19/05/2026

    Roberto, sua fala reproduz com precisão o que Gramsci chamaria de “senso comum” hegemônico: a ideia de que investigar condutas ilícitas de agentes públicos é uma distração diante dos “problemas reais” do país. Mas essa oposição é falsa. O direito penal não é um estorvo à produção; é uma condição de possibilidade para que o Estado de Direito funcione. Quando um ex-presidente da República e seu filho senador são acusados de articular coação contra autoridades estrangeiras para proteger interesses pessoais e familiares, isso não é “teatro político”. É a demonstração empírica de que uma fração da classe dominante brasileira opera na lógica do patrimonialismo mais rasteiro, usando o aparato estatal como extensão dos negócios privados. Ignorar isso em nome da “produtividade” é naturalizar a corrupção como método de acumulação.

    O agro que “sustenta o país” não é um bloco monolítico. Há uma enorme diferença entre o pequeno produtor rural familiar, sufocado por juros e custos, e os grandes grupos do agronegócio exportador que se beneficiaram de isenções fiscais bilionárias e de uma política cambial que favoreceu a commodity em detrimento da indústria e do mercado interno. Esse agro concentrado, aliás, foi um dos maiores sustentadores políticos do bolsonarismo. Portanto, quando setores desse mesmo grupo reclamam de “perseguição”, estão pedindo que o Estado feche os olhos para crimes enquanto mantém privilégios tributários e ambientais que aprofundam a desigualdade estrutural do país. Querem o direito de lucrar sem qualquer contrapartida social ou legal.

    A crítica à carga tributária, por sua vez, é uma cortina de fumaça. O problema não é o volume de impostos, mas sua regressividade: o pobre paga proporcionalmente mais que o rico. Enquanto o trabalhador assalariado tem descontos na fonte, grandes fortuna e heranças são praticamente intocadas. O “empreendedor” que Roberto defende em abstrato é, na maioria dos casos, um pequeno empresário que concorre em condições desiguais com monopólios e que não tem o privilégio de usar o cargo público para blindar negócios familiares. A verdadeira “perseguição” que sufoca o empreendedor brasileiro é a concentração de renda e a ausência de um Estado que regule com justiça, não a apuração de crimes de colarinho branco.

    Por fim, é preciso lembrar que a investigação sobre coação nos EUA não é uma invenção da esquerda. Foi solicitada por um congressista com base em evidências documentais e testemunhais. O STF não está “perdendo tempo”; está cumprindo sua função constitucional. Se o senhor acredita que “liberar a economia” significa abrir mão do controle de legalidade, então está defendendo um estado de exceção para os poderosos, onde a lei vale apenas para os fracos. Isso não é liberalismo econômico, é protofascismo. E, infelizmente, o bolsonarismo já mostrou a que consequências esse caminho leva.

Marta Souza

19/05/2026

Mais um capítulo desse teatro tributário que o PT e o clã Bolsonaro insistem em encenar. Enquanto o STF perde tempo com picuinha política, o empreendedor brasileiro está sufocado por 92% de carga tributária e burocracia infernal. Cadê o ofício pedindo a redução de impostos, Lindbergh? Isso sim coage o cidadão produtivo.

    Lucas Andrade

    19/05/2026

    Marta, a sua dicotomia entre “teatro político” e “vida real do empreendedor” é justamente o truque retórico que separa economia de política para naturalizar a opressão. A coação que se investiga nos EUA importa exatamente porque revela como o poder do clã Bolsonaro opera em rede transnacional, e a sua carga tributária infernal é a outra face do mesmo Estado que protege esse clã. O “cidadão produtivo” que você evoca é uma ficção neoliberal que esconde que toda produtividade é atravessada por relações de poder — o seu sufocamento fiscal e a coação política são sintomas do mesmo sistema, não opostos.

Tonho Patriota

19/05/2026

FAZ O L, LENDBERGO! ESSA COAÇÃO É INVENTADA PRA TENTAR CALAR O NOSSO PRESIDENTE, TUDO CORTINA DE FUMO DO PT!

    Mariana Ambiental

    19/05/2026

    Tonho, cortina de fumo é o histórico de ex-funcionários do próprio governo Bolsonaro que depuseram à CPI da Covid e agora reiteram coação nos EUA. O problema do clã não é o PT, são os fatos.

    Célia Carmo

    19/05/2026

    Tonho, para de passar pano pra clã grileiro e vai ler a CPI, #flavioNaCadeia #bolsonaroLadrao


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