Na Bolívia, ex-presidentes de direita, incluindo Jorge Tuto Quiroga, Jeanine Añez e Carlos Mesa, emitiram um comunicado alertando sobre riscos à estabilidade democrática do país. Eles, junto a ex-líderes de outros países da região, apelaram à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que aja conforme a Carta Democrática Interamericana. Este grupo, conhecido como Iniciativa Democrática de Espanha e das Américas (Grupo IDEA), expressou preocupação com as manifestações sociais e bloqueios que afetam a Bolívia.
Os signatários do comunicado destacaram que os conflitos sociais começaram após a promulgação da lei 1720 de reconversão da pequena terra, que foi posteriormente revogada. No entanto, os bloqueios e protestos, liderados pela Central Obrera Boliviana (COB), continuam, causando desabastecimento de alimentos e combustíveis, o que configura uma crise humanitária. O grupo critica a resposta da burguesia, que, segundo eles, recorre à repressão e violência contra os manifestantes.
O documento também menciona que as marchas indígenas e de camponeses se dirigiram a La Paz, a capital boliviana, em desacordo com a lei de reconversão de terras. Apesar de a lei ter sido revogada, os bloqueios persistem, afetando o abastecimento de necessidades básicas. Os ex-presidentes bolivianos e seus aliados regionais alertam que a manipulação política das manifestações visa desestabilizar as instituições democráticas do país, que é governado por um governo legítimo desde novembro passado.
Os líderes pediram que os governos democráticos de Espanha e das Américas permaneçam vigilantes sobre a situação na Bolívia. Eles também solicitaram que o Conselho Permanente da OEA tome medidas preventivas conforme a Carta Democrática Interamericana. As manifestações, lideradas por sindicatos e setores campesinos, exigem a renúncia do presidente Luis Arce, e têm gerado desabastecimento em La Paz, especialmente de alimentos, medicamentos e combustíveis.
Segundo o Resumen Latinoamericano, os ex-presidentes e seus apoiadores regionais veem a situação como uma ameaça à estabilidade democrática, enquanto as mobilizações continuam a pressionar o governo.
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