O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6X1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), adiou a apresentação de seu parecer na comissão especial. A reunião, que ocorreria hoje, quarta-feira (20/5), foi pautada para a segunda-feira (25/5), devido à necessidade de atingir um consenso sobre o período de transição para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Na reunião, que aconteceu na noite de terça-feira (19/5), estavam presentes o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), o autor da PEC, Reginaldo Lopes (PT-MG), além do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
De acordo com Leo Prates, já há um consenso em relação aos pontos fundamentais da PEC, que inclui a manutenção de dois dias de folga, a jornada de 40 horas de trabalho semanais, a não redução salarial e o fortalecimento da Convenção Coletiva. O desafio atual é estabelecer um período de transição que não comprometa esses pontos.
Hugo Motta manteve o comprometimento de pautar a PEC em plenário assim que for aprovada pela comissão especial, demonstrando a importância da matéria para a agenda do governo.
Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.
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Eduardo Nogueira
20/05/2026
Mais um querendo usar a Bíblia pra justificar a mamata alheia. Daqui a pouco vão dizer que Jesus era sindicalista e multiplicava pães pra fazer greve de fome.
Mariana Alves
20/05/2026
Eduardo, sua ironia cumpre uma função ideológica que vale a pena desnudar, porque ela não é apenas um recurso retórico — é um mecanismo de evasão. Ao ridicularizar a menção à Bíblia como se fosse um argumento ingênuo ou oportunista, você se furta a enfrentar o incômodo real que Maria Aparecida trouxe: a existência de uma tradição ético-religiosa que, independentemente da fé de cada um, historicamente serviu para impor limites à voracidade do capital. É curioso que a direita brasileira adore mobilizar símbolos cristãos para legislar sobre corpos e comportamentos alheios, mas os considere descartáveis quando são invocados para proteger corpos exauridos pela jornada extenuante. Seu sarcasmo revela menos sobre quem cita a Bíblia e mais sobre uma seletividade moral que reduz o sagrado a enfeite de campanha.
Vou além: há um equívoco teórico na base da sua zombaria. Tratar a redução da jornada como “mamata alheia” pressupõe que o tempo de descanso é um favor concedido, e não uma conquista civilizatória arrancada a duras penas. Marx, n’O Capital, demonstrou que a luta pela limitação da jornada de trabalho foi o embrião do direito trabalhista moderno justamente porque o capital, se deixado à sua dinâmica “natural” — aquela que seu colega Roberto exalta como régua do mercado —, tende a sugar até a última gota de força vital do trabalhador. Chamar isso de mamata é inverter a equação: o parasita não é quem reivindica descanso, mas uma lógica que naturaliza a exaustão como virtude e a resistência como fraqueza, exatamente como fez o Zé do Povo ali em cima, naquele ataque raivoso que você, curiosamente, não achou risível. A ironia seletiva também tem endereço.
Quanto à sua boutade sobre Jesus sindicalista multiplicando pães para greve de fome, eu poderia apenas devolver a provocação rindo junto, mas prefiro levar a sério o que está nas entrelinhas. O cristianismo primitivo, como movimento de pobres e marginalizados no Império Romano, continha uma crítica radical às estruturas de dominação — e não por acaso os evangelhos foram usados durante séculos, inclusive na América Latina, como instrumento de conscientização política por teólogos da libertação como Gustavo Gutiérrez e Leonardo Boff. Isso não significa que Jesus era sindicalista, obviamente, mas significa que a mensagem de dignidade, partilha e prioridade do humano sobre o econômico está longe de ser um delírio comunista — é uma ameaça real a qualquer ordem que trate gente como recurso descartável. O problema, Eduardo, não é misturar religião e trabalho. É que certas misturas queimam a boca de quem acha que o povo deve engolir tudo calado.
Roberto Lima
20/05/2026
O estrago que meia dúzia de intelectuais de gabinete faz na economia esse povo não imagina. Quem decide jornada é o mercado, não canetada de Brasília. Me fala qual produtor rural vai conseguir pagar a mesma quantidade de horas com menos dias trabalhados sem repassar isso no preço do alimento. Depois a culpa é do agro quando o quilo do arroz sobe e o povo chia.
Maria Aparecida
20/05/2026
Roberto, estranho você colocar o mercado como senhor absoluto sendo que a própria Bíblia manda dar descanso até pra terra a cada sete anos. Quem só pensa no preço do arroz esquece de contabilizar o custo de gente esgotada e sem tempo pra família, que depois aparece na fatura do SUS e na violência urbana que tanto assusta o cidadão de bem.
Zé do Povo
20/05/2026
ISSO É COISA DE COMUNISTA QUERENDO ACABAR COM O TRABALHO NO BRASIL! 😡 QUEM NÃO AGUENTA 6X1 É FRACO! ACORDA POVO! 🇧🇷
Francisco de Assis
20/05/2026
Zé, força de verdade não é aguentar exploração calado — é ter dignidade pra viver além do batente. Quem chama o povo de fraco por querer respirar um pouco já tá com a cabeça tão alienada que confunde chicote com incentivo.