Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, concluíram uma rodada de negociações em Pequim com a assinatura de documentos e declarações conjuntas. A parceria estratégica entre os dois países alcançou um nível sem precedentes, segundo Putin.
O encontro resultou em compromissos em áreas como cooperação militar, energia e defesa da soberania. A declaração conjunta destacou o fortalecimento da amizade entre as Forças Armadas da Rússia e da China.
Moscou e Pequim aprofundaram a confiança mútua no âmbito militar e ampliaram exercícios conjuntos e patrulhas aéreas e marítimas. As partes se comprometeram a responder conjuntamente a desafios e ameaças, reforçando a segurança global e regional.
Putin e Xi condenaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, classificando-os como violações do direito internacional. A declaração conjunta afirmou que tais ações comprometem a estabilidade no Oriente Médio e exigem a retomada urgente do diálogo.
O documento denunciou ataques militares contra países soberanos e o uso de negociações como pretexto para agressões. Também criticou o assassinato de representantes de governos e a desestabilização política interna, práticas que violam a Carta das Nações Unidas.
Os líderes reafirmaram apoio à América Latina e ao Caribe como zona de paz. Rússia e China se opõem a qualquer ação que atente contra a soberania e segurança de outros países, rejeitando ingerências externas.
Rússia e China adotaram uma declaração conjunta sobre a construção de um mundo multipolar. O texto afirma que tentativas unilaterais de gerir assuntos globais fracassaram, marcando a transição para um sistema mais justo e policêntrico.
Sobre defesa estratégica, as partes classificaram como destrutiva a iniciativa dos EUA de construir o sistema de defesa aérea Cúpula Dourada. A declaração alertou que tal iniciativa ameaça a estabilidade estratégica global.
Putin e Xi reafirmaram o compromisso de defender a história da Segunda Guerra Mundial. Condenaram tentativas de glorificar o nazismo, o fascismo e o militarismo, além de reescrever a história.
A Rússia apoiou o princípio de uma só China, reconhecendo Taiwan como parte inalienável do território chinês. Pequim, em contrapartida, respaldou os esforços russos para garantir sua segurança e integridade territorial.
A cúpula destacou a cooperação econômica, especialmente no setor energético. As partes reafirmaram a intenção de continuar projetos nucleares, como as centrais de Tianwan e Xudapu, para fins pacíficos.
A aliança entre Moscou e Pequim se consolida como pilar da ordem multipolar emergente. Os acordos assinados em Pequim reforçam a coordenação em segurança energética e defesa global.
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