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Procurador-geral de SP determina reabertura de investigação sobre morte de ambulante senegalês por PM

0 Comentários🗣️🔥 Manifestante segura cartaz pedindo justiça por Ngange Mbaye, ambulante senegalês morto em São Paulo. (Foto: cartacapital.com.br) O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, determinou a reabertura da investigação sobre a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, de 34 anos, baleado por um policial em abril do ano […]

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Manifestante segura cartaz pedindo justiça por Ngange Mbaye, ambulante senegalês morto em São Paulo. (Foto: cartacapital.com.br)

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, determinou a reabertura da investigação sobre a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, de 34 anos, baleado por um policial em abril do ano passado no Brás, centro da capital.

O caso havia sido arquivado pela Justiça em fevereiro deste ano após pedido do Ministério Público. O promotor Lucas de Mello Schaefer havia manifestado que o policial Paulo Junior Soares de Carvalho agiu em legítima defesa e fez “uso moderado dos meios necessários”.

Ngange Mbaye levou um tiro após a polícia tentar apreender sua mercadoria. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu na Santa Casa de Misericórdia. O comerciante estava trabalhando quando foi abordado. Durante a ação, o imigrante tentou atingir os agentes com uma barra de ferro após ser agredido, momento em que foi alvo de disparos de arma de fogo.

Na nova decisão, o procurador destacou que há dúvidas sobre a necessidade do uso de arma letal contra o senegalês e que, portanto, a hipótese de ação ilegal não pode ser descartada antes do julgamento. Costa determinou, ainda, que seja oferecida denúncia contra o policial autor do disparo e designou outro promotor para cuidar do caso.

A morte do ambulante foi denunciada por movimentos negros à Organização dos Estados Americanos (OEA) que afirmaram ser da responsabilidade do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do então secretário de segurança pública, Guilherme Derrite, pela letalidade policial. Ngange Mbaye morava no Brasil desde 2012 e trabalhou no Brás por oito anos, segundo apontou o portal Carta Capital em sua reportagem.


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