Organizações como Brasil Popular, Povo Sem Medo, centrais sindicais e o movimento Vida Além do Trabalho intensificaram a pressão sobre o Congresso Nacional pela implementação imediata do fim da escala 6×1, rechaçando qualquer proposta de transição gradual. As entidades exigem que a mudança na jornada de trabalho seja aprovada ainda neste mês de maio, sem redução salarial e sem prazo dilatado para adaptação patronal.
A ofensiva popular inclui um calendário nacional de mobilizações, com o Dia Nacional de Lutas pelo fim da escala 6×1 marcado para este domingo (24/05) e a Jornada de Mobilização e Acompanhamento da Votação na próxima terça-feira (27/05), em Brasília e em diversos estados. As atividades envolvem pressão direta sobre parlamentares, atos de rua e vigílias durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados.
Em nota publicada no dia 18 de maio, as organizações afirmaram que os trabalhadores estão sobrecarregados e não deveriam esperar mais anos para conquistar dois dias de descanso semanal. O documento reivindica o direito de descansar, estudar, ficar com a família, arrumar a casa, visitar amigos e frequentar a igreja, bandeiras que, segundo os organizadores, mobilizam milhares de pessoas em todo o país.
A programação oficial incluiu, entre 15 e 23 de maio, a Semana Nacional de Mobilização e Agitação, com plenárias estaduais, panfletagens em locais de trabalho e reuniões com deputados em Brasília e nos estados. A União Nacional dos Estudantes (UNE) realizou sua jornada de mobilização no dia 18, e a apresentação do relatório da comissão especial ocorreu no dia 20, encerrando a semana preparatória com uma grande mobilização nas redes sociais na sexta-feira (22/05).
A resistência à aprovação imediata parte de setores empresariais e de parlamentares da oposição, que defendem uma transição longa para a redução da jornada de trabalho. Os movimentos populares denunciam que a postergação perpetua um modelo que submete milhões de brasileiros a rotinas exaustivas, sem tempo para lazer, formação ou convívio familiar, e que a sociedade não pode mais esperar.
Para os organizadores, a pressão popular é decisiva para vencer as resistências no plenário da Câmara, onde o projeto enfrenta forte oposição do empresariado. Além dos atos de rua, uma campanha nas redes sociais busca ampliar a visibilidade da pauta e constranger deputados que hesitam em apoiar a mudança imediata na legislação trabalhista brasileira.
O projeto que elimina a escala 6×1 e reduz a jornada sem diminuição salarial tramita em meio a uma tensão histórica entre capital e trabalho no Brasil. A mobilização dos próximos dias testará a capacidade do movimento sindical e popular de traduzir a demanda majoritária da sociedade em votos no Congresso, onde a correlação de forças ainda é adversa mas a pressão das ruas pode ser determinante.
Leia mais sobre o assunto na operamundi.uol.com.br.
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