Na noite de 23 para 24 de maio, a superfície lunar revelou duas gigantescas letras formadas por um efeito de luz e sombra. O fenômeno, conhecido como ‘clair-obscur’, projetou um ‘X’ e um ‘V’ perfeitamente visíveis com binóculos ou telescópios amadores.
O efeito foi mais nítido entre as 18h (horário de Brasília) de 23 de maio e a madrugada de 24 de maio. Trata-se de uma ilusão óptica causada pelos raios solares que atingem as bordas quebradas de crateras na linha que separa o dia da noite lunar, o terminador.
O ‘V’ brilhou próximo ao terminador, entre os mares lunares Sinus Medii e Mare Vaporum, cerca de 10 graus acima do equador da Lua. A forma é criada pelo reflexo da luz na borda da cratera Ukert e em fragmentos de terreno acidentado.
Já o ‘X’ surgiu 25 graus abaixo do equador, formado pelas bordas das crateras Purbach, Blanchinus e La Caille. Ambos os padrões são efêmeros e reaparecem a cada fase quarto crescente, mas sua nitidez depende da inclinação exata da luz solar.
Para observar, era necessário um pequeno telescópio ou binóculos com boa ampliação, como os de 15x70mm recomendados pelo site especializado. A observação exigia também um tripé para estabilizar a imagem e capturar detalhes nítidos ao longo do terminador.
O fenômeno, chamado ‘clair-obscur’, deriva do francês para luz e sombra e é comum na Lua, embora formas alfabéticas tão marcantes sejam raras. A próxima oportunidade de ver o ‘X’ e o ‘V’ ocorrerá no próximo ciclo quarto crescente, mas a precisão do alinhamento solar determinará a intensidade do efeito.
Leia mais sobre o assunto na space.com.
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Carlos Rocha
24/05/2026
Até a Lua consegue exibir um “X” e um “V” sem precisar de um programa estatal bilionário para isso. Enquanto uns olham para o céu achando lindo, o Estado segue aqui embaixo taxando cada centavo que você ganha. Meu conselho: gaste seu tempo entendendo a planilha de custos da sua empresa, não esses fenômenos sem retorno financeiro.
Pedro Almeida
24/05/2026
Carlos, sua ironia é sagaz, mas revela a síndrome do mercador que, como diria Marx, “só enxerga valor de troca onde há valor de uso”. A Lua não cobra ingresso para exibir seu espetáculo de luz e sombra, e é precisamente essa gratuidade que escapa à sua planilha: há fenômenos que não geram retorno financeiro, mas sustentam o espírito humano — algo que o Estado, ao menos em tese, deveria proteger, não apenas taxar.