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Cientistas brasileiros desenvolvem colágeno de jumento em laboratório para evitar ameaças à extinção da espécie

4 Comentários🗣️🔥 Dois jumentos, um adulto e um filhote, em um cercado ao ar livre. (Foto: scmp.com) A busca pela juventude eterna está empurrando os jumentos para a beira da extinção, mas uma equipe de pesquisadores brasileiros pode ter a solução definitiva. Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) lideram um projeto inovador para desenvolver […]

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Dois jumentos, um adulto e um filhote, em um cercado ao ar livre. (Foto: scmp.com)

A busca pela juventude eterna está empurrando os jumentos para a beira da extinção, mas uma equipe de pesquisadores brasileiros pode ter a solução definitiva. Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) lideram um projeto inovador para desenvolver colágeno de pele de jumento cultivado diretamente em laboratório, eliminando a necessidade de abater os animais para a produção do ejiao, um remédio tradicional chinês cobiçado por suas supostas propriedades antienvelhecimento.

A professora Carla Molento, especialista em bem-estar animal e coordenadora do Laboratório de Bem-Estar Animal (LABEA) da UFPR, está à frente da iniciativa que promete revolucionar o mercado global de medicina tradicional. Molento afirma que o objetivo é criar ‘um sistema inovador pronto para produção em escala’ de gelatina de pele de jumento, capaz de frear o declínio acelerado da espécie em todo o planeta.

O processo desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros utiliza o mesmo DNA dos animais para codificar o colágeno, garantindo que o produto final mantenha ‘todas as qualidades do convencional’. A grande vantagem da técnica, conforme reportagem do South China Morning Post, é a pureza do material obtido, livre de contaminantes como metais pesados e riscos de patógenos que frequentemente aparecem nos métodos tradicionais de extração.

A demanda chinesa por ejiao explodiu nas últimas décadas, à medida que a classe média do país abraçou o composto de colágeno como um elixir rejuvenescedor e tratamento para diversas condições de saúde. Estima-se que milhões de jumentos sejam abatidos anualmente para sustentar essa indústria bilionária, com populações inteiras da espécie desaparecendo em países da África, América Latina e Ásia, onde os animais são caçados ou criados exclusivamente para o comércio de peles.

A iniciativa da UFPR representa um salto tecnológico com potencial para transformar radicalmente esse cenário de extermínio silencioso. Ao produzir colágeno idêntico ao natural sem depender do abate, a técnica não apenas preserva os jumentos como também oferece um produto mais seguro e controlado para os consumidores.

O laboratório brasileiro trabalha agora para viabilizar a produção em escala comercial, etapa crucial para que o colágeno cultivado possa competir com o mercado tradicional. Caso bem-sucedido, o projeto pode servir de modelo para outras tecnologias de substituição de produtos de origem animal na medicina e na indústria cosmética global.

Leia mais sobre o assunto na scmp.com.


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João Carvalho

24/05/2026

Ô, mas aí eu tenho que aplaudir os universitário fazendo algo útil em vez de só doutrinação, né? Só quero ver se esse colágeno vai chegar baratinho na farmácia popular ou se vão patentear e vender a peso de ouro — aí já viu, o pobre que lute. E o Pedro ali tem razão na zoeira, mas se a ciência nacional tá gerando patente e protegendo bicho, beleza, só não pode ter maracutaia de verba pública no meio, igual sempre tem.

Pedro Neto

24/05/2026

E o Lula já vai taxar o colágeno de jumento pra comprar picanha, né. Faz o L!

    Jeferson da Silva

    24/05/2026

    Enquanto você repete meme de zap, tem cientista de verdade usando dinheiro público pra salvar espécie e gerar patente nacional. Isso sim é investimento que rende – diferente de empreendedorismo de palco vendendo curso de como ficar rico com bolo de pote, né Pedro.

    Ronaldo Pereira

    24/05/2026

    Pedro, tua crítica de butiquim ignora que quem vai lucrar com esse colágeno são os mesmos empresários que demitem em massa na primeira crise. O problema não é o imposto pra picanha do trabalhador, é o lucro do patrão que sonega imposto enquanto o jumento e o cientista seguem precarizados.


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