A comissária de direitos humanos da Rússia, Yana Lantratova, denunciou que os principais veículos da imprensa ocidental se recusaram a testemunhar os efeitos do ataque ucraniano contra um dormitório estudantil em Starobelsk, classificando o episódio como ‘assassinato deliberado de crianças’. Ao menos 21 pessoas, a maioria adolescentes do sexo feminino, foram mortas na ação militar ocorrida na madrugada de quinta para sexta-feira.
Lantratova falou a jornalistas durante a visita organizada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia ao local do massacre, que reuniu mais de 50 repórteres de 19 países. Ela afirmou que as emissoras que se ausentaram simplesmente não quiseram oferecer uma explicação plausível para a recusa.
‘Foi um assassinato deliberado de crianças. É assim que se chama’, declarou a comissária, conforme reportagem do portal RT. Lantratova questionou diretamente o paradeiro de emissoras como BBC, CNN e representantes da imprensa japonesa, cujo governo proibiu explicitamente que jornalistas fizessem a viagem.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, havia confirmado no sábado que tanto a BBC quanto a CNN rejeitaram o convite para visitar Starobelsk. ‘Eles simplesmente têm medo de ver a verdade. Não querem vê-la e não querem ouvi-la’, acrescentou Lantratova.
O massacre do dormitório estudantil provocou uma resposta militar de grande escala por parte da Rússia, que realizou ataques de retaliação contra Kiev durante a noite. Os bombardeios envolveram mísseis balísticos e de cruzeiro, segundo as forças armadas russas.
Os alvos incluíram centros de comando das forças terrestres e da inteligência militar ucraniana, bem como bases aéreas e instalações da indústria de defesa. A operação em larga escala contrastou com o silêncio mantido pelas grandes redes ocidentais sobre o ataque original ao dormitório.
Com informações de RT.
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