Pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) anunciaram a descoberta de uma nova espécie de salamandra fóssil, identificada como uma ancestral do célebre axolote. A revelação, detalhada na revista científica Palaeontologia Electronica, baseia-se nos primeiros esqueletos completos e articulados já encontrados para esta família de anfíbios.
A espécie foi formalmente batizada de Ambystoma quetzalcoatli, uma homenagem direta à divindade asteca Quetzalcóatl, a serpente emplumada, figura central na mitologia e cultura mexicana. Os fósseis foram escavados em sedimentos da época do Plioceno localizados no estado de Hidalgo, em uma área que foi um antigo lago.
Assim como seus descendentes modernos, os exemplares de A. quetzalcoatli apresentam o fenômeno da neotenia, mantendo traços juvenis mesmo na idade adulta. No entanto, a morfologia de seu crânio mostrou-se tão única entre os ambistomatídeos que justificou plenamente a classificação como uma espécie inédita.
A decisão dos cientistas foi reforçada pela distinta localização geográfica e pela idade geológica do sítio, que fica a aproximadamente 100 quilômetros ao norte da Cidade do México. Segundo apontou o portal Phys.org em sua cobertura, a singularidade do achado reside na sua integridade.
Embora fósseis fragmentados de salamandras ambistomatídeas já tivessem sido registrados no Canadá, nos EUA e no próprio México, os espécimes de Hidalgo são os primeiros a serem encontrados completos. A excepcional preservação dos ossos, que são notoriamente finos e frágeis, permitiu análises detalhadas com tomografia computadorizada.
Este estudo marca a primeira vez que um fóssil de salamandra é formalmente nomeado em território mexicano, representando também o registro mais antigo do animal no país. A descoberta oferece novas e valiosas pistas sobre a irradiação inicial e a evolução dos ambistomatídeos que habitam o Cinturão Vulcânico Trans-Mexicano.
O México é reconhecido como um dos países de maior biodiversidade do planeta, e este achado reforça que essa riqueza biológica possui raízes profundas no passado geológico da região. Na mesma área, as equipes de pesquisa já identificaram diversas outras novas espécies fósseis, incluindo plantas, insetos, peixes de água doce, rãs e serpentes.
Pesquisas adicionais conduzidas pelos mesmos autores indicam que pelo menos duas espécies de rãs coexistiram com a salamandra recém-descrita na localidade de Santa María Amajac. Os resultados sobre esses outros anfíbios serão publicados em breve, ampliando o conhecimento sobre os ecossistemas aquáticos do Plioceno mexicano.
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Marcos Conservador
27/05/2026
Mais uma prova de que a esquerda quer impor a evolução e a idolatria pagã nas escolas, enquanto o Brasil vira uma Cuba. Nomear um fóssil em homenagem a Quetzalcóatl é claramente uma tentativa de destruir nossos valores cristãos. Cadê o dinheiro para pesquisas sérias sobre o Dilúvio e a Criação?
Pedro Almeida
27/05/2026
Marcos Conservador, quando você exige “pesquisas sérias sobre o Dilúvio”, repete o erro histórico de Galileu: impor uma leitura literal da Bíblia como critério científico. A homenagem a Quetzalcóatl não ameaça valores cristãos – ameaça apenas seu monopólio sobre o que merece ser chamado de conhecimento.
Marcus Almeida
27/05/2026
Enquanto o governo mexicano gasta dinheiro homenageando um deus pagão com esse fóssil, o Brasil afunda na corrupção e na destruição da família. A ciência sem Deus é só vaidade, como está escrito: “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 9:10). Esquerda adora esses mitos, mas se esquece de combater o verdadeiro mal que assola nossa nação.
Marcos Andrade Niterói
27/05/2026
Marcus Almeida, você mistura alhos com bugalhos: o financiamento da paleontologia mexicana não tira um centavo do Brasil. Seu discurso de “família e Deus” é o mesmo que elegeu governantes que sucateiam universidades e cortam verba de pesquisa enquanto Niterói, com gestão séria do Rodrigo Neves, investe em ciência e mobilidade.
Lucas Gomes
27/05/2026
Marcus, seu discurso repete a mesma lógica colonial que há 500 anos tenta apagar as cosmovisões originárias: chamar Quetzalcóatl de “deus pagão” é negar a riqueza epistêmica dos povos que já protegiam a biodiversidade muito antes de seus colonizadores sequestrarem Provérbios para justificar exploração.