Dois cosmonautas da agência espacial russa Roscosmos realizarão uma caminhada espacial de aproximadamente cinco horas no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta quarta-feira, com a missão sendo transmitida ao vivo. O comandante da Expedição 74 da ISS, Sergey Kud-Sverchkov, e o engenheiro de voo Sergei Mikaev iniciarão a atividade extraveicular a partir do módulo Poisk às 11h15 no horário de Brasília.
A principal tarefa da dupla será a instalação de um novo experimento de radiação solar no módulo de serviço Zvezda, um dos componentes centrais do segmento russo da estação. Os cosmonautas também removerão equipamentos científicos antigos dos módulos Poisk e Nauka, executando uma manutenção técnica que amplia a capacidade de pesquisa do laboratório orbital.
Segundo a agência espacial norte-americana Nasa, que fornecerá a cobertura oficial do evento, a dupla poderá ainda fotografar uma das antenas de aproximação Kurs da nave de carga Progress 94, caso o cronograma permita. O registro fotográfico ajudará os engenheiros em terra a diagnosticar a falha na antena, que não se abriu corretamente após o lançamento da nave cargueira em março.
Para Kud-Sverchkov, esta será a segunda caminhada espacial de sua carreira, enquanto Mikaev realizará sua primeira atividade extraveicular, um marco profissional significativo. Conforme detalhou o portal Space.com, os trajes espaciais dos dois cosmonautas terão faixas de identificação distintas, vermelhas para o comandante e azuis para o engenheiro de voo, facilitando a diferenciação pelas equipes de controle.
A atividade extraveicular desta quarta-feira será a segunda realizada no complexo orbital em 2026, reforçando o cronograma de manutenção e atualização científica da estação. A operação destaca a autonomia e a capacidade do programa espacial russo em conduzir missões complexas de forma independente no segmento orbital que administra.
A transmissão completa poderá ser acompanhada pelos canais oficiais da Nasa e da Roscosmos, com comentários técnicos em tempo real sobre cada etapa da operação. A missão reafirma a importância da cooperação científica internacional no espaço, mantendo a Estação Espacial Internacional como um laboratório de ponta para a humanidade.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Clotilde Pátria
27/05/2026
Ai, ai, ai… 5 horas lá no espaço e ninguém pra olhar o que tão instalando de verdade, né? Enquanto isso, aqui em baixo tão querendo meter o comunismo goela abaixo e o povo aplaudindo russo. Só Jesus na causa desse país!
Carlos Meirelles
27/05/2026
Que maravilha ver esses caras trabalhando duro lá em cima, mas cá entre nós, enquanto a Rússia coloca cosmonautas pra instalar experimento, o Brasil continua torrando dinheiro público em estatal ineficiente. Se fosse iniciativa privada, com menos burocracia e mais foco em resultado, já teríamos colonizado Marte e pago meia dúzia de impostos. Respeito o feito técnico, mas o modelo estatizante é um atraso.
João Carvalho
27/05/2026
Carlos, você está certo ao admirar o feito técnico, mas o argumento liberal clássico ignora que a própria exploração espacial, da Apollo à ISS, só existiu porque o Estado bancou riscos que o capital privado jamais assumiria. A Roscosmos é estatal, e a corrida espacial soviética foi planejada centralizadamente. Seu “colonizar Marte com meia dúzia de impostos” soa mais como mantra de palestra do que como leitura da história concreta da inovação.
João Silva
27/05/2026
Carlos, o problema é que você admira o resultado de um modelo que critica: a Roscosmos é estatal, a ISS existe por cooperação entre governos e a Apollo foi fruto do Estado. Essa fantasia de que a iniciativa privada colonizaria Marte sem antes sugar subsídio público é um mito liberal que não resiste a cinco minutos de história da ciência.