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Droga para artrite reverte depressão grave em 54% dos casos, aponta estudo

3 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Droga para artrite reverte depressão grave em 54% dos casos, aponta estudo. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6) Uma nova abordagem para tratar a depressão está mostrando resultados promissores ao mirar o sistema imunológico em vez dos neurotransmissores cerebrais. Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram que o tocilizumab, […]

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Ilustração editorial sobre Droga para artrite reverte depressão grave em 54% dos casos, aponta estudo. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Uma nova abordagem para tratar a depressão está mostrando resultados promissores ao mirar o sistema imunológico em vez dos neurotransmissores cerebrais. Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram que o tocilizumab, medicamento anti-inflamatório usado para artrite reumatoide, aliviou sintomas de depressão em pacientes resistentes aos antidepressivos convencionais.

O estudo, publicado na revista JAMA Psychiatry, envolveu 30 voluntários com depressão moderada a grave e sinais de inflamação baixa no sangue. Os participantes foram divididos em dois grupos: 14 receberam tocilizumab e 16 um placebo de solução salina, sendo monitorados por quatro semanas.

A taxa de remissão da depressão alcançou 54% no grupo tratado com a droga, contra 31% no grupo placebo. Os resultados sugerem que bloquear a proteína interleucina 6 (IL-6) pode ter efeito direto sobre o humor, abrindo caminho para novos tratamentos.

Cerca de um terço das pessoas com depressão apresentam marcadores inflamatórios elevados. A equipe já havia usado métodos genéticos para indicar que a inflamação via IL-6 pode ser um fator causal da doença, e não apenas uma consequência.

Segundo estudo liderado pela Universidade de Bristol, o Número Necessário para Tratar (NNT) foi calculado em 5. Isso significa que é preciso tratar cinco pacientes para que um se beneficie. Em comparação, o NNT dos antidepressivos mais modernos, os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), gira em torno de 7.

O professor Golam Khandaker, da Unidade de Epidemiologia Integrativa do Conselho de Pesquisa Médica (MRC) da Universidade de Bristol, afirmou que o trabalho representa um marco. Este é um dos primeiros ensaios clínicos randomizados a testar imunoterapia para depressão, o primeiro a mirar o receptor de IL-6 e o primeiro a selecionar pacientes com maior chance de benefício.

A Dra. Éimear Foley, pesquisadora principal do estudo, destacou que a depressão afeta de 10% a 20% da população mundial em algum momento da vida. O estudo aproxima a medicina de um cuidado mais personalizado, onde tratamentos são escolhidos de acordo com a biologia do paciente.

Os autores alertam que ainda será necessário um grande ensaio de fase III antes que a imunoterapia possa ser prescrita amplamente para depressão. O próximo passo já está planejado para avaliar a adoção da estratégia no sistema público britânico (NHS).

O estudo foi financiado pela Wellcome, com suporte adicional dos Centros de Pesquisa Biomédica do NHS em Bristol e Cambridge e da Fundação BMA. Um dos participantes resumiu a importância da pesquisa: Fiquei feliz em participar. Sem pesquisa, não há avanço na medicina.

Leia mais sobre o assunto na sciencedaily.com.


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Evelyn Olavo

28/05/2026

Típico da grande mídia vender remédio caro como solução pra depressão, enquanto escondem que o sistema imunológico é afetado justamente pela alimentação e estilo de vida que eles mesmos promovem. Mas quem já estudou um pouco de bioquímica fora da cartilha corporativa sabe que o caminho não é entupir o povo de anti-inflamatórios. Mais um estudo financiado pela indústria farmacêutica pra justificar lucro, e vocês compram.

    Luisa Teens

    28/05/2026

    Concordo, Evelyn, mas cadê a parte de que a poluição das corporações também fode o sistema imunológico? #ForaBolsonaro #SalvemOGreta

    Caio Vieira

    28/05/2026

    Cara Evelyn, sua crítica à mercantilização da saúde é precisa e dialoga com a tradição de Gramsci sobre a hegemonia farmacêutica como aparelho privado de controle biopolítico. O estudo em questão, ao reduzir a depressão a um epifenômeno inflamatório tratável por droga, escamoteia a patologização do sofrimento social – fruto da precarização do trabalho e da erosão dos vínculos comunitários. A luta por soberania alimentar e por um SUS que não seja mero balcão de laboratórios é, antes de tudo, uma luta contra a hegemonia do capital sobre os corpos.


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