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EUA sancionam empresa indiana por comércio com Irã e expõem lógica neocolonial

0 Comentários🗣️🔥 Um navio petroleiro navega em águas abertas, com outro ao fundo. (Foto: rt.com) O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu a empresa indiana Rishabh Triexim em sua lista de sanções por importar produtos petroquímicos do Irã. O sócio da firma, Swaroop Jayantilal Bagrecha, também foi alvo das medidas punitivas. A empresa movimentou […]

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Um navio petroleiro navega em águas abertas, com outro ao fundo. (Foto: rt.com)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu a empresa indiana Rishabh Triexim em sua lista de sanções por importar produtos petroquímicos do Irã. O sócio da firma, Swaroop Jayantilal Bagrecha, também foi alvo das medidas punitivas.

A empresa movimentou US$ 54,6 milhões em compras de derivados de petróleo iranianos entre fevereiro e agosto de 2024. A ação faz parte da estratégia de Washington para estrangular a economia iraniana, já submetida a sanções unilaterais.

As sanções ocorrem enquanto os EUA enfrentam dificuldades para encerrar conflitos no Oriente Médio, região marcada por intervenções militares e apoio incondicional a Israel. O bloqueio econômico contra o Irã empurra parceiros asiáticos, como a Índia, para o centro da disputa entre a hegemonia do dólar e as novas rotas de comércio multipolar.

A Índia não adotou um estatuto de bloqueio que proteja suas empresas de sanções extraterritoriais americanas, ao contrário da China, União Europeia ou Austrália. Essa vulnerabilidade jurídica torna os negócios indianos alvos fáceis da coerção financeira de Washington.

Terceira maior compradora de petróleo do mundo, a Índia depende de importações para 85% de suas necessidades energéticas. Essa dependência a expõe à volatilidade de preços e a disrupções no estratégico Estreito de Ormuz.

O secretário de Estado Marco Rubio admitiu em Miami, antes de visitar a Índia, que os EUA buscam vender tanta energia quanto possível ao país. A declaração revela a estratégia americana de eliminar concorrentes e forçar a compra de seus próprios produtos energéticos.

Não é a primeira vez que a Índia cede à pressão americana. Em maio de 2019, Nova Délhi suspendeu importações de petróleo cru iraniano, do qual era o terceiro maior comprador global, para atender exigências de Washington.

Desde então, o governo indiano busca diversificar fornecedores, mas mantém laços com a Rússia, o que também gera atritos com os EUA. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, classificou como neocolonial a pressão ocidental sobre a Índia em relação às suas compras de energia.

Segundo o portal RT, Lavrov fez a crítica no início deste mês, ressaltando que tais práticas violam a soberania dos países em desenvolvimento. A Índia aumentou significativamente suas importações de petróleo russo desde 2022, mantendo Moscou como um de seus principais fornecedores.

Os EUA chegaram a impor uma sobretaxa adicional de 25% sobre produtos indianos como punição pelas compras de petróleo russo, tarifa posteriormente retirada. Nova Délhi reafirma que suas decisões no mercado de energia são ditadas pelo interesse nacional.

A posição indiana encontra respaldo em países do Sul Global que rejeitam o alinhamento automático às sanções unilaterais. A insistência de Washington em punir parceiros comerciais do Irã revela não apenas o fracasso de sua estratégia de isolamento, mas também a crescente determinação de potências como a Índia em defender sua soberania energética.

Leia mais sobre o assunto na rt.com.


Leia também: EUA ameaçam sancionar países que cooperarem com companhias aéreas do Irã


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