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Quaest: Flávio perde força entre evangélicos e vê Lula avançar em eleitorado considerado decisivo

0 Comentários🗣️🔥 Uma das principais fortalezas eleitorais do bolsonarismo começou a dar sinais de mudança. Recorte da nova pesquisa Genial/Quaest mostra que Flávio Bolsonaro perdeu 9 pontos percentuais entre os eleitores evangélicos em apenas um mês, um movimento que acendeu o alerta entre aliados e lideranças religiosas próximas ao senador. Segundo os números divulgados, Flávio […]

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Uma das principais fortalezas eleitorais do bolsonarismo começou a dar sinais de mudança.

Recorte da nova pesquisa Genial/Quaest mostra que Flávio Bolsonaro perdeu 9 pontos percentuais entre os eleitores evangélicos em apenas um mês, um movimento que acendeu o alerta entre aliados e lideranças religiosas próximas ao senador.

Segundo os números divulgados, Flávio caiu de 61% para 52% das intenções de voto entre evangélicos em um eventual segundo turno contra Lula. No mesmo período, o presidente avançou de 24% para 31% nesse segmento. Embora o senador ainda mantenha vantagem entre os evangélicos, a distância diminuiu significativamente.

O dado ganha importância porque os evangélicos formam um dos grupos mais estratégicos para o bolsonarismo desde 2018. Historicamente, Jair Bolsonaro construiu ampla vantagem nesse eleitorado, que passou a ser uma das bases mais sólidas da direita brasileira.

Enquanto Flávio recuou entre os evangélicos, seu desempenho entre católicos permaneceu praticamente estável. De acordo com a Quaest, o senador manteve 34% das intenções de voto entre católicos, sem variação relevante em relação ao levantamento anterior. Isso reforça a avaliação de que a perda ocorreu de forma concentrada justamente no segmento mais importante para sua campanha.

Nos bastidores, líderes religiosos ouvidos pela imprensa associam parte desse desgaste ao caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. A percepção de que o senador apresentou versões contraditórias sobre sua relação com o banqueiro teria produzido desgaste entre eleitores mais conservadores.

O movimento também coincide com a divulgação de pesquisas qualitativas que apontam dificuldades crescentes de Flávio entre eleitores independentes e setores da direita não bolsonarista. Analistas avaliam que a candidatura do senador continua forte dentro do núcleo mais fiel do bolsonarismo, mas encontra obstáculos para ampliar sua base eleitoral.

Do outro lado, Lula vem registrando melhora gradual entre os evangélicos. A Quaest mostrou que a desaprovação do presidente nesse grupo caiu de 68% para 60% entre abril e junho, enquanto a aprovação subiu de 28% para 35%, o melhor resultado do ano para o petista nesse segmento.

A mudança ajuda a explicar outro resultado relevante da pesquisa: no cenário nacional de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, ampliando a vantagem que vinha construindo nas últimas semanas.

Para a campanha bolsonarista, o recado é claro. Manter a liderança entre evangélicos pode não ser suficiente. Se a tendência de queda continuar, o grupo que durante anos funcionou como uma muralha eleitoral poderá deixar de oferecer a mesma vantagem decisiva observada nas eleições anteriores.

A pesquisa sugere que a disputa por esse eleitorado, considerada praticamente resolvida em favor da direita nos últimos anos, voltou a ficar aberta. E isso pode ter impacto direto na corrida presidencial de 2026.

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