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Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil

3 Comentários🗣️🔥 Os Estados Unidos impõem tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, citando o desmatamento como justificativa. O Observatório do Clima considera a medida “puramente política e sem fundamento ambiental”. Dados do MapBiomas mostram que o desmatamento no Brasil caiu 20,6% em 2025. Publicado em 20 de julho de 2026 pela Agência Brasil. As justificativas […]

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Foto: Agência Brasil / EBC

Os Estados Unidos impõem tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, citando o desmatamento como justificativa. O Observatório do Clima considera a medida “puramente política e sem fundamento ambiental”. Dados do MapBiomas mostram que o desmatamento no Brasil caiu 20,6% em 2025.

Publicado em 20 de julho de 2026 pela Agência Brasil.

As justificativas dos Estados Unidos para taxar o Brasil em 25% sobre os produtos exportados incluem a acusação de que o Brasil permite o desmatamento. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, as análises do governo de Donald Trump são totalmente infundadas.

“O governo Trump está usando a questão ambiental para impor barreiras comerciais que servem apenas como uma desculpa. O governo Trump virou as costas para a questão ambiental no mundo inteiro. Saiu do Acordo de Paris”, disse Astrini.

Segundo o pesquisador, os Estados Unidos estão levando vantagens comerciais por não aplicarem nenhuma medida de proteção ambiental como a redução da emissão de carbono. Existem dezenas de outros países que desmatam e esse argumento não está sendo usado para nenhum outro país para impor taxas sobre os produtos.

“É uma medida puramente política, não tem nada a ver com a questão ambiental. É apenas uma desculpa para impor uma barreira tarifária ao país”, afirmou Astrini.

Ele destaca as ações feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como fundamentais para a redução do desmatamento no país. O Ibama recebeu aportes financeiros do Fundo Amazônia o que foi importante para intensificar a fiscalização.

Segundo estudo do MapBiomas, o desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em 2025.

“O Brasil atingiu em 2025 um marco no monitoramento do desmatamento: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o RAD2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil) foram desmatados 984.794 hectares no país, uma redução de 20,6% em relação a 2024”, dizem os pesquisadores.

O MapBiomas é iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas.

Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país em 2025. O Cerrado permanece como o bioma com a maior área desmatada, com 540.614 hectares, concentrando sozinho 54,9% do desmatamento do país, apesar da queda de 16,9% em relação a 2024. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, uma redução de 23,5% frente ao ano anterior.

O Pantanal registrou a maior redução proporcional entre todos os biomas: queda de 48,4% na área desmatada em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano.

De acordo com o MapBiomas, o desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida no Brasil em 2025. No último ano, 99% da área desmatada associada ao garimpo estava concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará.

Já os desmatamentos relacionados a empreendimentos de energia renovável estiveram quase que totalmente concentrados na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada associada a esse vetor.

Os desmatamentos associados à expansão urbana apresentaram aumento de 7% em relação a 2024 e concentraram-se principalmente no Cerrado e na Amazônia, que juntos responderam por mais de 60% da área de vegetação nativa perdida vinculadas às áreas urbanizadas.

Fonte: Agência Brasil

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Comentários

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Cecília Torres

20/07/2026

Uma jogada que cheira mais a protecionismo do que a preocupação ecológica: taxar o Brasil com base no desmatamento justamente quando os números oficiais indicam queda de 20,6% é, no mínimo, inconsistente. Se Washington levasse o argumento a sério, deveria estar reduzindo a pressão, não aumentando. A pergunta que fica é se essa tarifa resistiria a uma contestação na OMC, já que pune um país cujo desmate recua enquanto os EUA seguem com suas próprias emissões históricas altíssimas.

    Luisa Teens

    21/07/2026

    Exato, Cecília! Hipocrisia total dos EUA, né? #ForaBolsonaro #HipocrisiaAmericana Enquanto o Brasil reduz o desmate, eles taxam e continuam sendo os maiores poluidores históricos do planeta.

Ana Souza

20/07/2026

A queda de 20,6% no desmatamento registrada pelo MapBiomas enfraquece o argumento ambiental usado pelos EUA para a tarifa. Fica a pergunta: a medida considera dados atualizados ou ignora a própria melhora do indicador brasileiro? A ação parece mais alinhada à política comercial de Trump do que a preocupações ecológicas reais.


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