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Barbosa inventa pretexto para prorrogar regime fechado de Dirceu

Por Miguel do Rosário

05 de abril de 2014 : 20h46

Isso é inacreditável.

Acuado, Barbosa apela para a covardia e para o arbítrio, como sempre.

Uma fofoca de jornal gerar a quebra de sigilo indiscriminado de centenas, quiçá milhares de cidadãos que usaram celulares durante metade do mês de janeiro nas proximidades do presídio da Papuda. Isso sim que é “Estado Policial”! E tudo para prorrogar indefinidamente o regime fechado de Dirceu.

É muita falta do que fazer. É muito ódio.

A iniciativa foi do ministro Bruno Ribeiro, da VEP de Brasília, mas eu atribuo a Barbosa porque será dele a decisão final, que já sabemos qual será. Quando o réu é petista ou persona non grata na mídia, Barbosa se posiciona sempre de maneira agressiva e atrabiliária contra a pessoa.

Além de arbitrária, é uma iniciativa bizarra, tardia, incoerente. Dirceu foi condenado ao semi-aberto, então deveria estar livre durante o dia, falando com quem quisesse ao celular.

O que merece mais atenção: a suspeita de que um juiz está tolhendo, deliberadamente, a liberdade de um cidadão brasileiro, por um sentimento baixo de rancor político; ou a suspeita de que um visitante na Papuda ligou para um colega na Bahia e falou para dizer “oi” a Dirceu?

Sobre a primeira, há o testemunho do Brasil inteiro.

Sobre a segunda, ninguém. As pessoas envolvidas rechaçaram absolutamente a denúncia. Há somente uma notinha de jornal.

Agora se poderá quebrar o sigilo telefônico das pessoas indiscriminadamente, sem haver nenhum fato concreto?

*

TORTURA: JUIZ E BARBOSA NEGAM TRABALHO A DIRCEU
Escândalo !

O Conversa Afiada reproduz defesa de Dirceu contra um Juiz (sic) da Vara de Execuções Penais, que tortura em sintonia com o Presidente Barbosa:

NOTA À IMPRENSA, no Blog do Zé Dirceu.

Em novo capítulo de protelação para manter o ex-ministro José Dirceu preso em regime fechado no presídio da Papuda, o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília Bruno Ribeiro toma uma decisão contraditória e encaminha ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, com quase um mês de atraso, o pedido do Ministério Público do DF para que se quebre indiscriminadamente sigilos telefônicos ainda com o propósito de investigar o suposto telefonema recebido por José Dirceu no presídio.

Além de uma clara contradição com o encerramento das investigações conduzidas pela própria Vara, o pedido é extremamente genérico e sem a fundamentação exigida por lei, pleiteando que todas as ligações – de cinco operadoras de telefonia móvel – feitas/recebidas da região da Papuda para a Bahia, de 1 a 16 de janeiro, sejam encaminhadas ao Ministério Público.

O intuito de protelar a regularização do regime semiaberto de José Dirceu torna-se indisfarçável: o pedido pouco razoável do MPDF foi apresentado à VEP em 26 de fevereiro, porém o juiz Bruno Ribeiro só o despachou em 28 de março, quando já havia se declarado impedido de decidir o caso, repassando a decisão para o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.

O encaminhamento ocorre depois que a própria VEP encerrou sua investigação sobre a suposta ‘falta disciplinar’, chegando à mesma conclusão emitida ainda em janeiro pela Secretaria de Segurança Pública do DF: o ex-ministro nunca fez qualquer telefonema de dentro da Papuda.

No dia 11 de março, o juiz Bruno Ribeiro, na presença de um representante do MP, interrogou José Dirceu por videoconferência e ouviu dele a mesma resposta: em nenhum momento fez uso de celular nas dependências do presídio. O ex-ministro também negou o recebimento de qualquer tipo de regalia. Após o interrogatório, a Vara de Execuções Penais encerrou o caso sem objeção por parte do Ministério Público.

No último dia 2, diante do silêncio e demora para se cumprir um direito assegurado ao nosso cliente pela Constituição e pela Lei de Execuções Penais, encaminhamos ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedido de prioridade na análise do caso por se tratar de um cidadão idoso. A petição reitera que o pedido de trabalho externo foi apresentado em 19 de dezembro do ano passado e já obteve parecer favorável da Seção Psicossocial e do Ministério Público do Distrito Federal. Diz ainda que a investigação sobre a suposta falta disciplinar está cabalmente encerrada e que a Procuradoria-Geral da República, ciente da apuração, não solicitou diligências nem tampouco apresentou argumentos contrários ao pedido de trabalho externo.

José Luis Oliveira Lima
Rodrigo Dall’Acqua

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DITADOR1

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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8 comentários

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Jaime Iglesias Serral

08 de abril de 2014 às 21h13

Como, segundo as palavras do próprio capitão-do-mato, a emoção do julgamento do mensalão acabou (como se um juiz devesse se divertir com um julgamento, o que demonstra sua asquerosa imparcialidade), nada mais resta a este patético senhor, para prorrogar sua pequena autoridade, do que continuar na sanha vingativa contra José Dirceu, pois este, na época da indicação de JB, claramente expôs sua contrariedade ao sistema de escolha dos juízes que compõem os Tribunais Superiores. Este cidadão (bem, sei lá, é como consigo chamá-lo, pois os adjetivos que me ocorrem não são nada elogiosos), guardou dentro de seu coração miserável e pequeno, dentro de sua alma atormentada pelo senso de inferioridade, as palavra ouvidas de Dirceu, e deu-lhe um troco (imerecido) quando a oportunidade lhe caiu de bandeja com a relatoria dessa execrável ação penal. Aí está a inferioridade moral desse juiz, que não deixará marcas indeléveis no STF quando se aposentar, se não as do arbítrio, perseguição e servilidade aos poderosos de sempre. Uma vergonha de cidadão e de juiz.

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XÔ, BARBOSTA!

06 de abril de 2014 às 12h29

Estamos no dia 06 de abril de 2014 e até agora barbosa não ganhou nenhum prêmio do PIG.

Por que será? Pelo menos personalidade faz diferença pracacete, pra muito pior.

No ano passado, já no mês de janeiro, ele foi agraciado pelo Instituto Innovare, empresa da Globopar, com prêmios e louvores.

E agora?

Usado e cuspido para o ostracismo, de onde ele jamais deveria ter saído.

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cicero lima

06 de abril de 2014 às 05h15

MEU DEUS, ONDE ESTAMOS, QUE NEM A SUPREMA CORTE DE JUSTIÇA RESPEITA OS DIREITOS DAS PESSOAS?

ISTO É UM ESCANDALO.

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Jose Roberto

06 de abril de 2014 às 03h35

será André Vargas outro herói do povo brasileiro?aqueles punhos cerrado nunca me enganou,kkkkkkkkkk

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Libertad Martinez

06 de abril de 2014 às 03h08

No representa la justicia! es más um ser vingativo y limitado.

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Graça Camelo

06 de abril de 2014 às 02h15

Olhos azuis? Nazi?

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Cleide Portella

06 de abril de 2014 às 00h59

Acintosa e vergonhosa esta atitude do próprio presidente do STF não cumprir a lei!!! Terra de ninguém!!!

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Mauro Valerio

06 de abril de 2014 às 00h06

É muita falta do que fazer. É muito ódio.

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