Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Brasília-DF, 06/06/2011. Presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer após Almoço em homenagem ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Discurso de Temer dá banho de água fria no golpe midiático

Por Miguel do Rosário

17 de novembro de 2015 : 15h24

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Análise Diária de Conjuntura – 17/11/2015

O Valor divulgou há pouco que o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, declarou que o partido continuará no governo até 2018.

É uma ducha de água fria no golpismo midiático, que tentou impor o fait accompli de que o PMDB decidiria sair do governo durante a sua convenção nacional.

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Há setores golpistas muito atuantes dentro do PMDB, a começar pela turma do Eduardo Cunha.

Mas eles não são maioria no partido, por causa da enorme quantidade de gente que participa do governo, está dentro do governo, em ministérios, agências, estatais, etc.

É um partido problemático, dividido, repleto de picaretas, como todos os partidos.

Mas o PMDB tem gente honesta e competente também.

Seguramente tem gente dentro do PMDB brigando internamente contra o setor golpista e corrupto do partido.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, por exemplo, é um esteio importante de apoio à governabilidade.

A fala de Temer deixa claro que ele conseguiu debelar os focos golpistas dentro do partido.

É mais uma derrota do golpismo.

A situação é complexa, claro.

No jogo de xadrez da política, o risco do golpe foi afastado quando Dilma deu um bypass no próprio Michel Temer, que fez um joguinho duplo por alguns meses, e negociou diretamente com a família Picciani, poderosos caciques do PMDB fluminense.

A operação teve o dedo, seguramente, de Pezão, amigo pessoal de Dilma e Lula. E de Eduardo Paes, prefeito do Rio, horrorizado com o aprofundamento da instabilidade política, que poderia ameaçar os trabalhos da Olimpíadas de 2016.

O velho Picciani, presidente do PMDB do Rio, é mais forte do que Eduardo Cunha. Em 2014, ele apoiou Aécio Neves, é um quadro de direita, e por isso mesmo não estava interessado em ajudar Dilma.

Mas em algum momento da crise política, viu a possibilidade de se impor sobre Eduardo Cunha, que vinha crescendo demais no PMDB, e assumir, junto com seu filho, Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, uma posição de liderança nacional no país.

Arrancou cargos, ministérios e acordos de Dilma Rouseff e mergulhou de cabeça na defesa do governo.

Leonardo Picciani afastou-se de Cunha, parou de fazer discursos golpistas e passou a articular votações para aprovar os projetos de interesse do Planalto.

O golpe hoje saiu da Câmara e está sendo articulado pelo procurador Carlos Lima, um dos chefes da força-tarefa da Lava Jato, e um fanático antipetista da linha “revoltado online”.

Só que o preço da Lava Jato já ficou caro demais: grandes empresas em dificuldades, processos penais manipulados. A retomada dos ataques à Pezão e Sergio Cabral deverá tirar o apoio de mais setores a uma operação que ganhou contornos nitidamente fascistas, com vazamentos seletivos e perseguição à familiares.

(Crédito da foto: Roberto Stuckert Filho/PR).

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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