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Economist defende legalização da maconha

Por Miguel do Rosário

12 de fevereiro de 2016 : 11h54

A matéria de capa da Economist, uma das principais revistas de economia do mundo, defende a legalização total da maconha, incluindo produção, distribuição e consumo.

A reportagem se inicia lembrando que quatro estados americanos já legalizaram o uso recreativo da maconha. Em muitos outros estados, legalizou-se o uso medicinal. O Canadá vai liberar também. O Uruguai está entrando no grupo. Parlamentos de inúmeros países estão debatendo a legalização da maconha.

A revista explicita que sempre se posicionou a favor da legalização, sob o argumento de que a proibição apenas estimula a formação de organizações criminosas.

No Brasil de Eduardo Cunha, infelizmente, a pauta é redução da maioridade penal… Com ajuda do PSDB.

E isso apesar do presidente honorário do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, defender a legalização da maconha.

No fundo, temos uma cultura política atrasada por causa de uma concentração midiática pavorosa, que dificulta aos brasileiros terem acesso a debates mais abertos, mais democráticos, mais progressistas, sobre qualquer tema, incluindo o tema da maconha.

Para piorar, os nossos liberais são os liberais mais esquisitos do mundo: defendem prisões sem sentença, golpes de Estado e… repressão ao uso da maconha. Ou seja, são falsos liberais; são apenas conservadores tacanhos e truculentos de terceiro mundo.

Vale a pena dar uma olhada na reportagem. Está em inglês.

***

Regulating cannabis
The right way to do drugs

The argument for the legalisation of cannabis has been won. Now for the difficult bit
Feb 13th 2016 | From the print edition

IT IS like a hash-induced hallucination: row upon row of lush, budding plants, tended by white-coated technicians who are bothered by the authorities only when it is time to pay their taxes. Cannabis once grew in secret, traded by murderous cartels and smoked by consumers who risked jail. Now, countries all over the world have licensed the drug for medical purposes, and a few are going still further (see article). Four American states have so far legalised its recreational use; little Uruguay will soon be joined by big, G7-member Canada in the legal-weed club. Parliaments from Mexico to South Africa are debating reforms of their own.

Those (including this newspaper) who have argued that legalisation is better than prohibition will welcome the beginning of the end of the futile war on weed. Cannabis accounts for nearly half the $300 billion illegal narcotics market, and is the drug of choice for most of the world’s 250m illicit-drug users. Legalising it deprives organised crime of its single biggest source of income, while protecting and making honest citizens of consumers.

Continue a ler no site da Economist.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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26 comentários

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Aallison

14 de janeiro de 2017 às 17h36

Absolutamente n faz mal algum cara fumo ah 18 anos tinha problema de garganta inflama direto antes por ckta de fuma cigarro e vannbes agora larguei o cigarro cara n estou mas com essa torce e tal ,ai os outros fala ahh mas ela induz a pessoa roubar , uai si for assim quandl voce ta afim dw bebr algo e n tem grana vai rouba intao fuma un cigarro vai rouba mata . N e assim galera olha o tanto nosso paìs ta sofrendo com essa cris financeira olha os atalhos tantos criminais como financeiramente .

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Isabel Possebom

14 de fevereiro de 2016 às 00h55

Libera já pra acabar com a hipocrisia e violência

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Antonio De Pádua

13 de fevereiro de 2016 às 11h52

diz para esse economista oferecer maconha para os filhos dele, deve ser um noiado !

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Roberto Oliveira

13 de fevereiro de 2016 às 10h43

Só o “traficante” é contra a “regulamentação” da maconha.

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    Heldu Krigmanm

    13 de fevereiro de 2016 às 20h52

    O governo deveria proibir a venda de bebida alcoólicas destiladas e cervejas
    e vinhos em bares (butecos), supermercados, postos de gasolinas.
    A venda de bebida alcoólica deveria ser feita apenas em lojas credenciadas.
    Quantas mortes por causa da bebida fácil e barata; acidentes.
    E quem vende bebidas alcoólicas deveriam passar por treinamento pare reconhecer dependentes.

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Rose Andrade

13 de fevereiro de 2016 às 03h57

ELE LEGALIZA!!!!!!

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    Hell Back

    20 de fevereiro de 2016 às 22h55

    Sim; o Príncipe da Privataria é favorável a sua legalização.

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Mikos

13 de fevereiro de 2016 às 00h26

Muitas atividades econômicas e financeiras globais são legalizadas e nem
por isso deixa de existir crime. Baste ver os setores que a própria revista tanto defende. Crimes gigantescos. Bancos internacionais pagaram multas bilionarias para não serem processados criminalmente. HAHAHAH.
A revista bastião do neoliberalismo, turbo capitalismo vem dizer
que a legalização acabaria com o crime organizado. Ora! que falacia.
Repetindo, atividades econômicas e financeiras globais são legalizadas e nem
por isso deixa de existir crime.

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    Anônimo

    16 de fevereiro de 2016 às 10h54

    Liberando ou nao tbm vai continuar existindo, q libere

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Pirl

12 de fevereiro de 2016 às 22h51

Esse mercado é multi bilionário. Dizem que soro é um dos interessados.
Claro que no mercado internacional seria negociado em dólar. Na moeda Hegemônica. E olha que a um certo pais ainda pratica a guerra contra as drogas por décadas. E por outro lado fica de olho no opium do Afeganistão, na cocaína da América do sul. E todos os bilhões de dólares movimentados através do sistema bancário internacional, paraísos fiscais; Violência, mortes. Lavagem de dinheiro. Só os bobos caem nesta cilada.
Ha depois de liberar tudo por uma década ou duas, este certo pais vai iniciar uma outra guerra para acabar com aquilo que tanto incentivou.
Cilada;

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José Pires

13 de fevereiro de 2016 às 00h25

O pior cego é o que não quer ver!

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Jussara Manhães

13 de fevereiro de 2016 às 00h23

Mais Conha, Menos Cunha!!!

Responder

Jussara Manhães

13 de fevereiro de 2016 às 00h23

Mais Conha, Menos Cunha!!!

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Selmo Norte

12 de fevereiro de 2016 às 22h03

Dominou geral.

Responder

Anderson Saboia de Morais

12 de fevereiro de 2016 às 15h51

Ilusão é não reconhecer o grande negócio que é essa droga. Não posso dizer se é verdade, mas já li que um único traficantão destes da cidade do RJ, até ser preso, movimentava 2,5 milhões de reais, todos os meses, mandava trazer do Paraguai centenas de toneladas em carretas, ninguém descobriu, pra por a manchete no fantastico, só pegam 100 ou 200 toneladas, isso é o chamado boi de piranha…hoje tem mais facilidade de comprar maconha, a qualquer hora do dia, do que pão, até mais do que cachaça em boteco. Eu já ouvi algumas pessoas dizendo, por que fazem o uso da droga, que a maconha mais pura é da policia..Será que queimam mesmo toda aquela droga, ou disponibilizam novamente no mercado???

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    Hell Back

    20 de fevereiro de 2016 às 22h50

    “(…) só pegam 100 ou 200 toneladas, (…)”
    Presumo que você queria dizer: só pegam 100 ou 200 GRAMAS, e não TONELADAS. Cem ou duzentas GRAMAS de maconha já dá um bom volume, pois as folhas secas pesam uma ninharia. Presumo, pois nunca fumei, que uma folha de maconha já dê para fazer vários baseados.

    Responder

Rodolpho Domingues

12 de fevereiro de 2016 às 15h45

Economist é um lixo de revista… o que ela defende ou deixa de defender não me interessa nem um pouco… ou me interessa o mesmo tanto que me interessa saber sobre o viés idelógico fascista da rede globo!

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Ermindo Castro

12 de fevereiro de 2016 às 15h25

ESTE JORNAL SEMPRE VEM COM AS SUAS IDÉDIAS BRILHATES . ELES DO JORNAL QUEREM FAZER DE OUTROS PAISES O QUE ACONTECE LA NA INGLATERRA, QUE JA É UMA LAVADERIA DE DINHEIRO DE BANDIDOS DE TODOS AS ESPECIES, MAIS ESSA AGORA QUE VÃO CUIDAR DE SEU PAIS QUE EM MATERIA DE COISAS ERRADAS TEM MUITAS PORCARIAS . !!

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    Hell Back

    20 de fevereiro de 2016 às 23h36

    Acredito que essas lavanderias só existam nas Ilhas Virgens Britânicas.

    Responder

Ricardo G. Ramos

12 de fevereiro de 2016 às 15h16

Agora vai…

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Joao Barbosa Cavalcanti Neto Cavalcanti

12 de fevereiro de 2016 às 14h57

Alucinógena é a imprensa brasileira! Junto com a oposição ( ao País)

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Derli Ferreira

12 de fevereiro de 2016 às 14h33

Não damos conta nem de bebuns e agora querem descriminalizar a maconha, uma substância reconhecida como alucinógena.

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    Dácio Rodrigues

    12 de fevereiro de 2016 às 14h41

    Quanto preconceito. Legalizar diminuiria o financiamento de milícias e organizações criminosas, o que diminuiria a corrupção dos agentes de repressão, geraria impostos e diminuiria o preconceito contra negros, pobres e favelados.

    Responder

    Derli Ferreira

    12 de fevereiro de 2016 às 14h48

    Dácio Rodrigues, estamos no Brasil onde os agentes da lei são frouxos para conseguir conter as milícias e organizações criminosas, corrupção de agentes e os impostos não retornarão para o cidadão.
    Quanto ao preconceito, olhe para a europa e veja se por lá isso acabou ou sequer foi diminuído com a legalização.
    Eu não me deixo enganar por isso, mas sonhar é possível. Fica a vontade.

    Responder

Jonatas Oliveira

12 de fevereiro de 2016 às 14h11

Não é legal

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Fernando Loureiro

12 de fevereiro de 2016 às 13h57

Daniel Primo

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