Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

NEW YORK, NEW YORK - APRIL 13: Rosario Dawson speaks onstage at a campaign event for Democratic presidential candidate U.S. Senator Bernie Sanders (not pictured) at Washington Square Park on April 13, 2016 in New York City. (Photo by D Dipasupil/WireImage)

Tudo o que você precisa saber sobre as primárias de New York desta terça-feira

Por Redação

19 de abril de 2016 : 07h13

Foto: Wire Image

Atriz Rosario Dawson em ato a favor de Bernie Sanders, no Washington Square Park, New York City

por Carlos Eduardo, editor-assistente do Cafezinho

Nesta terça-feira, 19 de abril, acontecerão as primárias dos partidos Democrata e Republicano no estado de New York.

Pela primeira vez em décadas, os dois partidos realizam suas convenções simultaneamente, por isso a eleição de New York ganhou ares decisivos.

Por ser uma das últimas primárias do calendário eleitoral – dentre os 50 estados americanos, ainda restam 18 primárias –, o resultado de New York pode definir o rumo de algumas candidaturas, principalmente no lado republicano.

New York é um estado ‘rico em delegados’, como dizem os analistas políticos – são 95 delegados republicanos e 291 delegados democratas em disputa –, e no lado republicano a grande questão é se Ted Cruz e John Kasich conseguirão votos suficientes para tirar alguns delegados de Donald Trump.

rcp_trump

De acordo com a média do agregador de notícias RealClearPolitics, Trump lidera as pesquisas com uma margem de 30,3 pontos

As pesquisas apontam Trump com 53,1% dos votos, 30 pontos a mais que o segundo colocado, Kasich com 22,8%.

Se Trump obter mais de 50% dos votos em cada um dos distritos de New York leva pra casa todos os delegados do estado, e se isto de fato ocorrer, fará cair por terra o plano dos líderes republicanos de impugnar as primárias, com a desculpa de que nenhum dos três candidatos restantes teriam mais condições de conquistar os 1.237 delegados necessários para nomeação.

A proposta é controversa e fazendo um paralelo com o momento atual do Brasil, soa até golpista.

Líderes do Partido Republicano, preocupados com a imagem negativa que Trump vem trazendo para a legenda, já levantaram a hipótese de se anular as primárias republicanas deste ano e nomear Paul Ryan, atual presidente da Câmara dos Representantes – nome que os americanos dão para sua Câmara dos Deputados —, como candidato a presidência dos Estados Unidos.

Se no Partido Republicano a disputa está bem definida, no lado democrata a história é outra.

rcp_clinton

No campo democrata Hillary Clinton possui 53,1% dos votos contra 41,4% de Sanders, de acordo com a média realizada pelo agregador de notícias, RealClearPolitics

Hillary Clinton está tão confiante de que irá vencer Bernie Sanders por uma margem superior a 10 pontos, que na última sexta-feira ela deu uma pausa no ritmo frenético de campanha para jogar dominó com trabalhadores desempregados no East Harlem.


Brincadeiras à parte, a campanha de Bernie Sanders enxerga as pesquisas eleitorais com ceticismo.

Afinal, mesmo com a grande mídia trabalhando contra a sua candidatura e centenas de pesquisas apresentando Hillary Clinton como líder favorita, ele segue imbatível.

Bernie vive um momentum, dizem os analistas.

No entanto, apesar de ter vencido oito das últimas nove primárias do Partido Democrata, Sanders continua angariando menos delegados do que sua adversária, Hillary Clinton.

A razão para isto é o sistema de ‘superdelegados’ do Partido Democrata, bastante antidemocrático por sinal.

Os superdelegados nada mais são do que os deputados, senadores e governadores eleitos do Partido Democrata. Porém, o voto deles vale mais que o voto de um delegado comum.

Atualmente cerca de 15% dos delegados democratas são superdelegados, mas seus votos correspondem por 30% do total. Fazendo uma comparação grosseira, podemos dizer que os votos dos superdelegados valem por dois, enquanto os votos dos delegados comuns valem por um.

Isso explica porque na primária de Wyoming, Bernie Sanders obteve 53% dos votos frente aos 44% de Hillary Clinton e mesmo assim levou somente sete delegados, enquanto sua adversária ficou com 11 delegados.

Neste aspecto o Partido Republicano é bem mais democrático que o Partido Democrata, já que nas primárias republicanas não há a figura do superdelegado – por isso mesmo os republicanos não conseguiram barrar até agora a candidatura de Trump.

super-delegates-list

Chegou a hora de retomarmos o controle da democracia das mãos do diretório nacional do partido Democrata. Juntos podemos encontrar os superdelegados e pressiona-los para considerar nosso votos (tradução livre)

 

O processo desleal do Partido Democrata contra Bernie Sanders vem motivando protestos por parte dos eleitores.

Recentemente um site anônimo chamado SuperDelegateList divulgou o telefone de todos os superdelegados, com um apelo: para que todos os eleitores democratas enchessem as caixas de mensagem dos superdelegados com protestos e cobranças de respeito as urnas.

As regras sem sentido do Partido Democrata e a clara desproporção de votos dos superdelegados a favor de Hillary Clinton causou até indignação em parte da imprensa.

Na semana passada o jornalista Joe Scarborough, apresentador do programa Morning Joe, na MSNBC, em entrevista com membros do Partido Democrata, perguntou por que eles ainda se davam ao trabalho de realizar primárias, se o sistema era tão manipulado a ponto dos votos da maioria não valerem de nada?

 

 

Apesar de todos os obstáculos enfrentados por Bernie Sanders, o cenário ainda é incerto. As pesquisas a favor de Clinton já erraram inúmeras vezes ao longo desta campanha e tudo pode acontecer.

Senadora por New York há oito anos, sem dúvidas Hillary Clinton é favorita a vencer a eleição de seu estado natal. Mas não custa lembrar que toda a campanha de Sanders até aqui foi calcada no fim do financiamento privado de campanha e ele está disposto a por um fim na forte influência que Wall Street exerce hoje nos rumos do país.

Uma vitória de Bernie Sanders nas primárias de New York, centro do mercado financeiro internacional, teria um impacto enorme na opinião pública. Não só nos Estados Unidos, mas ao redor do mundo.

Enquanto Hillary Clinton é a candidata destas eleições que mais arrecadou dinheiro junto aos bancos de Wall Street, Bernie Sanders é o candidato que mais recebeu doações individuais na história dos Estados Unidos, mais até que Barack Obama em 2008 — US$ 7 milhões de dólares, a maioria vinda de pequenas contribuições, míseros US$ 27 doláres em média.

Graças a essas doações, a campanha de Bernie Sanders pode produzir alguns dos vídeos mais emocionantes que pude assistir ao longo dessas primárias.

 

 

 

 

 

 

Hillary pode até ter controlar os líderes do Partido Democrata, mas uma coisa é certa: se uma parte expressiva da população — principalmente negros, latinos, asiáticos, árabes etc. — saírem as ruas para votar em massa na candidatura de Bernie, mesmo que este perca, a vitória de Hillary seria uma derrota moral.

Se os eleitores progressistas de New York querem ver um socialista na Casa Branca a hora é esta.

Nos últimos dias a campanha de Bernie Sanders tem focado bastante nas minorias, justamente naqueles que não costumam votar por não acreditarem no sistema.

Se todo esse povo sair de casa e encher os locais de votação contra Hillary Clinton, quem sabe assim conseguirão pressionar os superdelegados do partido a votar em favor de Bernie Sanders e iniciar a tão sonhada revolução política.

https://www.facebook.com/PeopleForBernie/videos/1787559521464254/[:en]Foto: Wire Image

Atriz Rosario Dawson em ato a favor de Bernie Sanders, no Washington Square Park, New York City

por Carlos Eduardo, editor-assistente do Cafezinho

Nesta terça-feira, 19 de abril, acontecerão as primárias dos partidos Democrata e Republicano no estado de New York.

Pela primeira vez em décadas, os dois partidos realizam suas convenções simultaneamente, por isso a eleição de New York ganhou ares decisivos.

Por ser uma das últimas primárias do calendário eleitoral – dentre os 50 estados americanos, ainda restam 18 primárias –, o resultado de New York pode definir o rumo de algumas candidaturas, principalmente no lado republicano.

New York é um estado ‘rico em delegados’, como dizem os analistas políticos – são 95 delegados republicanos e 291 delegados democratas em disputa –, e no lado republicano a grande questão é se Ted Cruz e John Kasich conseguirão votos suficientes para tirar alguns delegados de Donald Trump.

rcp_trump

De acordo com a média do agregador de notícias RealClearPolitics, Trump lidera as pesquisas com uma margem de 30,3 pontos

As pesquisas apontam Trump com 53,1% dos votos, 30 pontos a mais que o segundo colocado, Kasich com 22,8%.

Se Trump obter mais de 50% dos votos em cada um dos distritos de New York leva pra casa todos os delegados do estado, e se isto de fato ocorrer, fará cair por terra o plano dos líderes republicanos de impugnar as primárias, com a desculpa de que nenhum dos três candidatos restantes teriam mais condições de conquistar os 1.237 delegados necessários para nomeação.

A proposta é controversa e fazendo um paralelo com o momento atual do Brasil, soa até golpista.

Líderes do Partido Republicano, preocupados com a imagem negativa que Trump vem trazendo para a legenda, já levantaram a hipótese de se anular as primárias republicanas deste ano e nomear Paul Ryan, atual presidente da Câmara dos Representantes – nome que os americanos dão para sua Câmara dos Deputados —, como candidato a presidência dos Estados Unidos.

Se no Partido Republicano a disputa está bem definida, no lado democrata a história é outra.

rcp_clinton

No campo democrata Hillary Clinton possui 53,1% dos votos contra 41,4% de Sanders, de acordo com a média realizada pelo agregador de notícias, RealClearPolitics

Hillary Clinton está tão confiante de que irá vencer Bernie Sanders por uma margem superior a 10 pontos, que na última sexta-feira ela deu uma pausa no ritmo frenético de campanha para jogar dominó com trabalhadores desempregados no East Harlem.


Brincadeiras à parte, a campanha de Bernie Sanders enxerga as pesquisas eleitorais com ceticismo.

Afinal, mesmo com a grande mídia trabalhando contra a sua candidatura e centenas de pesquisas apresentando Hillary Clinton como líder favorita, ele segue imbatível.

Bernie vive um momentum, dizem os analistas.

No entanto, apesar de ter vencido oito das últimas nove primárias do Partido Democrata, Sanders continua angariando menos delegados do que sua adversária, Hillary Clinton.

A razão para isto é o sistema de ‘superdelegados’ do Partido Democrata, bastante antidemocrático por sinal.

Os superdelegados nada mais são do que os deputados, senadores e governadores eleitos do Partido Democrata. Porém, o voto deles vale mais que o voto de um delegado comum.

Atualmente cerca de 15% dos delegados democratas são superdelegados, mas seus votos correspondem por 30% do total. Fazendo uma comparação grosseira, podemos dizer que os votos dos superdelegados valem em dobro, enquanto os votos dos delegados comuns valem por um.

Isso explica porque na primária de Wyoming, Bernie Sanders obteve 53% dos votos frente aos 44% de Hillary Clinton e mesmo assim levou somente sete delegados, enquanto sua adversária ficou com 11 delegados.

Neste aspecto o Partido Republicano é bem mais democrático que o Partido Democrata, já que nas primárias republicanas não há a figura do superdelegado – por isso mesmo os republicanos não conseguiram barrar até agora a candidatura de Trump.

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Chegou a hora de retomarmos o controle da democracia das mãos do diretório nacional do partido Democrata. Juntos podemos encontrar os superdelegados e pressiona-los para considerar nosso votos (tradução livre)

 

O processo desleal do Partido Democrata contra Bernie Sanders vem motivando protestos por parte dos eleitores.

Recentemente um site anônimo chamado SuperDelegateList divulgou o telefone de todos os superdelegados, com um apelo: para que todos os eleitores democratas enchessem as caixas de mensagem dos superdelegados com protestos e cobranças de respeito as urnas.

As regras sem sentido do Partido Democrata e a clara desproporção de votos dos superdelegados a favor de Hillary Clinton causou até indignação em parte da imprensa.

Na semana passada o jornalista Joe Scarborough, apresentador do programa Morning Joe, na MSNBC, em entrevista com membros do Partido Democrata, perguntou por que eles ainda se davam ao trabalho de realizar primárias, se o sistema era tão manipulado a ponto dos votos da maioria não valerem de nada?

 

 

Apesar de todos os obstáculos enfrentados por Bernie Sanders, o cenário ainda é incerto. As pesquisas a favor de Clinton já erraram inúmeras vezes ao longo desta campanha e tudo pode acontecer.

Senadora por New York há oito anos, sem dúvidas Hillary Clinton é favorita a vencer a eleição de seu estado natal. Mas não custa lembrar que toda a campanha de Sanders até aqui foi calcada no fim do financiamento privado de campanha e ele está disposto a por um fim na forte influência que Wall Street exerce hoje nos rumos do país.

Uma vitória de Bernie Sanders nas primárias de New York, centro do mercado financeiro internacional, teria um impacto enorme na opinião pública. Não só nos Estados Unidos, mas ao redor do mundo.

Enquanto Hillary Clinton é a candidata destas eleições que mais arrecadou dinheiro junto aos bancos de Wall Street, Bernie Sanders é o candidato que mais recebeu doações individuais na história dos Estados Unidos, mais até que Barack Obama em 2008 — US$ 7 milhões de dólares, a maioria vinda de pequenas contribuições, míseros US$ 27 doláres em média.

Graças a essas doações, a campanha de Bernie Sanders pode produzir alguns dos vídeos mais emocionantes que pude assistir ao longo dessas primárias.

 

 

 

 

 

 

Hillary pode até ter controlar os líderes do Partido Democrata, mas uma coisa é certa: se uma parte expressiva da população — principalmente negros, latinos, asiáticos, árabes etc. — saírem as ruas para votar em massa na candidatura de Bernie, mesmo que este perca, a vitória de Hillary seria uma derrota moral.

Se os eleitores progressistas de New York querem ver um socialista na Casa Branca a hora é esta.

Nos últimos dias a campanha de Bernie Sanders tem focado bastante nas minorias, justamente naqueles que não costumam votar por não acreditarem no sistema.

Se todo esse povo sair de casa e encher os locais de votação contra Hillary Clinton, quem sabe assim conseguirão pressionar os superdelegados do partido a votar em favor de Bernie Sanders e iniciar a tão sonhada revolução política.

https://www.facebook.com/PeopleForBernie/videos/1787559521464254/[:es]Foto: Wire Image

Atriz Rosario Dawson em ato a favor de Bernie Sanders, no Washington Square Park, New York City

por Carlos Eduardo, editor-assistente do Cafezinho

Nesta terça-feira, 19 de abril, acontecerão as primárias dos partidos Democrata e Republicano no estado de New York.

Pela primeira vez em décadas, os dois partidos realizam suas convenções simultaneamente, por isso a eleição de New York ganhou ares decisivos.

Por ser uma das últimas primárias do calendário eleitoral – dentre os 50 estados americanos, ainda restam 18 primárias –, o resultado de New York pode definir o rumo de algumas candidaturas, principalmente no lado republicano.

New York é um estado ‘rico em delegados’, como dizem os analistas políticos – são 95 delegados republicanos e 291 delegados democratas em disputa –, e no lado republicano a grande questão é se Ted Cruz e John Kasich conseguirão votos suficientes para tirar alguns delegados de Donald Trump.

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De acordo com a média do agregador de notícias RealClearPolitics, Trump lidera as pesquisas com uma margem de 30,3 pontos

As pesquisas apontam Trump com 53,1% dos votos, 30 pontos a mais que o segundo colocado, Kasich com 22,8%.

Se Trump obter mais de 50% dos votos em cada um dos distritos de New York leva pra casa todos os delegados do estado, e se isto de fato ocorrer, fará cair por terra o plano dos líderes republicanos de impugnar as primárias, com a desculpa de que nenhum dos três candidatos restantes teriam mais condições de conquistar os 1.237 delegados necessários para nomeação.

A proposta é controversa e fazendo um paralelo com o momento atual do Brasil, soa até golpista.

Líderes do Partido Republicano, preocupados com a imagem negativa que Trump vem trazendo para a legenda, já levantaram a hipótese de se anular as primárias republicanas deste ano e nomear Paul Ryan, atual presidente da Câmara dos Representantes – nome que os americanos dão para sua Câmara dos Deputados —, como candidato a presidência dos Estados Unidos.

Se no Partido Republicano a disputa está bem definida, no lado democrata a história é outra.

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No campo democrata Hillary Clinton possui 53,1% dos votos contra 41,4% de Sanders, de acordo com a média realizada pelo agregador de notícias, RealClearPolitics

Hillary Clinton está tão confiante de que irá vencer Bernie Sanders por uma margem superior a 10 pontos, que na última sexta-feira ela deu uma pausa no ritmo frenético de campanha para jogar dominó com trabalhadores desempregados no East Harlem.


Brincadeiras à parte, a campanha de Bernie Sanders enxerga as pesquisas eleitorais com ceticismo.

Afinal, mesmo com a grande mídia trabalhando contra a sua candidatura e centenas de pesquisas apresentando Hillary Clinton como líder favorita, ele segue imbatível.

Bernie vive um momentum, dizem os analistas.

No entanto, apesar de ter vencido oito das últimas nove primárias do Partido Democrata, Sanders continua angariando menos delegados do que sua adversária, Hillary Clinton.

A razão para isto é o sistema de ‘superdelegados’ do Partido Democrata, bastante antidemocrático por sinal.

Os superdelegados nada mais são do que os deputados, senadores e governadores eleitos do Partido Democrata. Porém, o voto deles vale mais que o voto de um delegado comum.

Atualmente cerca de 15% dos delegados democratas são superdelegados, mas seus votos correspondem por 30% do total. Fazendo uma comparação grosseira, podemos dizer que os votos dos superdelegados valem em dobro, enquanto os votos dos delegados comuns valem por um.

Isso explica porque na primária de Wyoming, Bernie Sanders obteve 53% dos votos frente aos 44% de Hillary Clinton e mesmo assim levou somente sete delegados, enquanto sua adversária ficou com 11 delegados.

Neste aspecto o Partido Republicano é bem mais democrático que o Partido Democrata, já que nas primárias republicanas não há a figura do superdelegado – por isso mesmo os republicanos não conseguiram barrar até agora a candidatura de Trump.

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Chegou a hora de retomarmos o controle da democracia das mãos do diretório nacional do partido Democrata. Juntos podemos encontrar os superdelegados e pressiona-los para considerar nosso votos (tradução livre)

 

O processo desleal do Partido Democrata contra Bernie Sanders vem motivando protestos por parte dos eleitores.

Recentemente um site anônimo chamado SuperDelegateList divulgou o telefone de todos os superdelegados, com um apelo: para que todos os eleitores democratas enchessem as caixas de mensagem dos superdelegados com protestos e cobranças de respeito as urnas.

As regras sem sentido do Partido Democrata e a clara desproporção de votos dos superdelegados a favor de Hillary Clinton causou até indignação em parte da imprensa.

Na semana passada o jornalista Joe Scarborough, apresentador do programa Morning Joe, na MSNBC, em entrevista com membros do Partido Democrata, perguntou por que eles ainda se davam ao trabalho de realizar primárias, se o sistema era tão manipulado a ponto dos votos da maioria não valerem de nada?

 

 

Apesar de todos os obstáculos enfrentados por Bernie Sanders, o cenário ainda é incerto. As pesquisas a favor de Clinton já erraram inúmeras vezes ao longo desta campanha e tudo pode acontecer.

Senadora por New York há oito anos, sem dúvidas Hillary Clinton é favorita a vencer a eleição de seu estado natal. Mas não custa lembrar que toda a campanha de Sanders até aqui foi calcada no fim do financiamento privado de campanha e ele está disposto a por um fim na forte influência que Wall Street exerce hoje nos rumos do país.

Uma vitória de Bernie Sanders nas primárias de New York, centro do mercado financeiro internacional, teria um impacto enorme na opinião pública. Não só nos Estados Unidos, mas ao redor do mundo.

Enquanto Hillary Clinton é a candidata destas eleições que mais arrecadou dinheiro junto aos bancos de Wall Street, Bernie Sanders é o candidato que mais recebeu doações individuais na história dos Estados Unidos, mais até que Barack Obama em 2008 — US$ 7 milhões de dólares, a maioria vinda de pequenas contribuições, míseros US$ 27 doláres em média.

Graças a essas doações, a campanha de Bernie Sanders pode produzir alguns dos vídeos mais emocionantes que pude assistir ao longo dessas primárias.

 

 

 

 

 

 

Hillary pode até ter controlar os líderes do Partido Democrata, mas uma coisa é certa: se uma parte expressiva da população — principalmente negros, latinos, asiáticos, árabes etc. — saírem as ruas para votar em massa na candidatura de Bernie, mesmo que este perca, a vitória de Hillary seria uma derrota moral.

Se os eleitores progressistas de New York querem ver um socialista na Casa Branca a hora é esta.

Nos últimos dias a campanha de Bernie Sanders tem focado bastante nas minorias, justamente naqueles que não costumam votar por não acreditarem no sistema.

Se todo esse povo sair de casa e encher os locais de votação contra Hillary Clinton, quem sabe assim conseguirão pressionar os superdelegados do partido a votar em favor de Bernie Sanders e iniciar a tão sonhada revolução política.

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1 comentário

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Sérgio Silveira

19 de abril de 2016 às 13h41

É o Lula dos americanos!
Basicamente fala as mesmas coisas que Lula vem falando/ fazendo/denunciando!!
E isto é ótimo, reforça este discurso para o mundo!!!

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