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Os talibãs tupiniquins avançam no Congresso

Por Redação

03 de maio de 2016 : 19h06

 

Os talibãs tupiniquins. Por Bob Fernandes

por Fernando Brito, no Tijolaço

Não é preciso uma palavra a mais no  comentário de ontem de Bob Fernandes, na TV Gazeta:

“Sessão no senado. Anastasia é o relator do impeachment. Colegas se dirigem a ele. Relatam “pedaladas fiscais” de bilhões que o próprio Anastasia teria cometido no governo de Minas.

O senador do PSDB faz cara de paisagem. Na mesma sessão, senadores lembram governadores e prefeitos que hoje pedalam. Anastasia segue impassível.

No senado, para a advogada Janaina Pascoal, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) lista créditos suplementares editados pelo governo, em 2015, sem aval do Congresso. Pedaladas.

O que Randolfe lê, são decretos assinados por Temer. Sem perceber a pegadinha, Janaína diz serem tais atos um “desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal”; as tais “pedaladas”.

Tudo isso é teatro. Pouco importam os fatos. A decisão de afastar a presidente Dilma por 180 dias para julgá-la já está tomada. E o alvo mesmo é, sempre foi e será, Lula.

Eduardo Cunha segue no comando. Porque sabe muito e sobre muitos. E segue fazendo o que quer.

A maioria do plenário havia se manifestado contra a criação das Comissões do Idoso e da Mulher; entendida essa como Comissão para retirar direitos das mulheres.

Enxotado do plenário por Erundina e deputadas, Cunha reverteu o resultado na madrugada. Na marra.

Como em tantas vezes no ano em que nas ruas, e com vasto silêncio cúmplice, se multiplicavam as faixas “Somos milhões de Cunhas”.

O ideário de Cunha, e do Malafaia que já benzeu Temer, se espalha, se concretiza.

A assembleia de Alagoas aprovou: professores estão proibidos de falar sobre temas ideológicos, religiosos ou morais em sala de aula.

Por exemplo: ensinar Darwin e a evolução das espécies, contestar a história de Adão e Eva, abordar Freud e a sexualidade, terá como pena suspensão ou demissão do serviço público.

Na Câmara, a Cunholândia ou Cunhistão, três projetos propõe leis de teor semelhante.

Nas assembleias de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, projetos de lei no mesmo caminho.

Enquanto, recheado de farsas, segue o teatro do impeachment, neopentecostais talibãs avançam.

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2 comentários

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eto

03 de maio de 2016 às 20h22

Cunha aceitou o impeachment no dia em que o PT pulou fora de salvá-lo do conselho de ética. Ele sabia que o congresso era totalmente corrompido, sabia que haveria os ignorantes maria-vai-com-as-outras e que o mérito da questão pouco importava.

Uma vez aberto o processo, tanto faz o certo ou errado, se há crime ou não há – sabemos que não há, se a convenção mudou, tem que valer à partir de agora – o congresso vota pra tirar Dilma, sacramentando uma eleição indireta.

Os coxinhas, que em sua natureza só sabem ser contra o PT, e não tem senso crítico e proposta nenhuma, aceitam o teatro do absurdo e ignoram que estão jogando a constituição e a democracia no lixo, desmoralizando o país internacionalmente e confirmando ao mundo que somos uma república das bananas, comandada por corruptos e com a população majoritariamente imbecil.

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gilberto

03 de maio de 2016 às 19h47

Anastásia faz cara de sério e fica parecido com o Janot, inclusive nas condutas.

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