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O novo Brasil, dos “bonzinhos”. Barroso sugere liberar dinheiro de empresas em campanha, “se fizerem lei”

Por Redação

16 de maio de 2016 : 18h29

por Fernando Brito, no Tijolaço

Espantosamente escandalosa, na Folha, minutos atrás, a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso:

Apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) recentemente ter julgado como inconstitucional a lei que permitia que empresas doassem dinheiro para campanhas eleitorais, o ministro Luis Roberto Barroso afirmou que ainda cabe ao Congresso decidir sobre a legalidade de tais doações. Embora diga preferir que doações empresariais não sejam permitidas, o ministro acredita que elas não ferem em princípio a Constituição. “Eu votei a favor da inconstitucionalidade porque a lei não previa nenhum tipo de limite às doações, mas a questão em si de se empresas devem poder doar ou não é política e deve ser decidida pelo Congresso”, afirmou, durante palestra em São Paulo.

Vejam que maravilha: era inconstitucional, mas se a turma do Cunha – o Cunha não entra na Câmara mas comanda tudo, telepaticamente… – puser uma leizinha lá, aí vai poder.

Cadê aqueles argumentos todos de que “pessoa jurídica não vota”?

Aquela historinha de que nosso sistema político ficou viciado por conta do financiamento empresarial, milionário?

E a lenda de que se criava um desequilíbrio inadmissível entre os candidatos modestos (e honestos) e aqueles patrocinados por empresas, com fortunas?

Que tudo isso ia contra o espírito da Constituição ao fazer (dizem) do Brasil uma democracia?

Dizia Barroso, no seu voto

“Eu gostaria de dizer que considero pessoalmente, e sem nenhuma margem de dúvida interna, que o sistema eleitoral brasileiro tem um viés antidemocrático e antirrepublicano como consequência da conjugação de dois fatores: o sistema eleitoral proporcional com lista aberta somado à possibilidade de financiamento privado por empresas.”

Agora é só aprovar uma lei que desaparece o  “ viés antidemocrático e antirrepublicano”?

Aquela Câmara de altíssimo nível que vimos no dia 17 de abril, vai votar contra o dindim das empresas, “por Deus, pelo meu Mato Grosso, pela minha filha Zefa e meu filho Janjão e pelos netinhos que eles hão de me dar”?

Podemos fazer um interessante estudo jurídico, antes de decidir questões de tamanha dificuldade: é só ir ao zoológico e perguntar aos macacos se querem bananas.

Um república delas.

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4 comentários

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JEAN VIEIRA DOS SANTOS

22 de novembro de 2018 às 16h59

Enquanto esse ministreco barroso (minúsculo mesmo), como ele merece ser tratado, tiver o seu escritório de advocacia trabalhando para as elites, a constituição pra ele será uma simples alternativa para a falta de papel higiênico. CANALHA! CANALHA! CANALHA!

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Joel PinGuim

17 de maio de 2016 às 15h58

Com esse supremo não há nada que se possa fazer. Há alguma saída?

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Graça Vieira

17 de maio de 2016 às 09h21

Barroso sempre esteve ligado a globosta, já advogou pra ela. Democracia vai, democracia volta e não vai tardar muito. O que devemos ter muito claro, por que agora está escancarado, é que o poder judiciário é o mais corrupto do país. Sobre ele a sociedade não tem nenhum controle. Uma nova Constituição Popular virá e esse poder da corrupção tem que ser demolido. Tocaremos essa canalha togada do STF a pé na bunda. Fim dos cargos vitalícios e dos acharcantes privilégios dos vampiros que assaltam os cofres públicos.

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Antonio Passos

16 de maio de 2016 às 21h25

O Barroso nos enganou direitinho no início. Ou será que alguma “coisa” fez ele mudar ? Seja qual for a hipótese, é mais um nesta lista imensa de homens “pequenos” que o Brasil produz e eleva a altos postos na república.

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