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Lula e o massacre do Jornal Nacional, por João Feres

Por Miguel do Rosário

15 de maio de 2017 : 09h11

Lula e o massacre do Jornal Nacional

por João Feres Júnior, na Carta Capital
publicado 12/05/2017 12h22, última modificação 12/05/2017

O principal telejornal da Rede Globo repetiu na noite da quinta-feira 11 a estratégia da edição em 1989 do debate entre o petista e Fernando Collor

A prolongada crise política que engolfa o Brasil desde ao menos a eleição passada, em boa medida insuflada pela Operação Lava Jato, teve ontem um dos seus capítulos mais grotescos: a atualização feita pelo Jornal Nacional da edição do debate entre Lula e Collor, ocorrida em 14 de dezembro de 1989, às vésperas do segundo turno da eleição. Tal edição entrou para os anais do jornalismo brasileiro como exemplo máximo de manipulação midiática com fins políticos e projetou uma sombra que iria marcar o comportamento da mídia ao longo de todo período da Nova República até os dias de hoje.

Pois ontem a Rede Globo de televisão repetiu no seu principal programa jornalístico a mesma disposição para a manipulação da notícia com finalidade de produzir um efeito político: a culpabilização de Lula e a transformação de Sergio Moro em um herói nacional da luta contra a corrupção.

A edição foi em tudo excepcional. Durou um total de 53 minutos e 18 segundos, enquanto uma edição normal do JN dura em torno de 30 minutos. Do total, 42 minutos e 32 segundos foram gastos com material sobre Lula, ou seja, 80% do tempo total do jornal. Somente a narrativa do depoimento tomou 60% da edição, um total de 31 minutos e 41 segundos.

A descrição detalhada da edição do Jornal Nacional da noite de 11 de maio precisaria de um livro para ser feita, tamanha a riqueza de detalhes. Aqui vou apresentar um breve sumário. Começamos pelo tom grave da apresentadora Renata Vasconcellos anunciando no início do jornal que iriam cumprir “o compromisso assumido ontem de mostrar detalhadamente o interrogatório do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva”, coisa que não foi possível no dia anterior porque os vídeos foram liberados muito tardiamente para a edição do jornal. Logo em seguida ressaltam que Lula negou todas as acusações em relação à propriedade do tríplex. Aí há um certo tom sutil de deboche, principalmente na expressão facial e vocal de Bonner quando relata as negativas de Lula.

Em seguida à introdução, Bonner começa a narrativa do interrogatório e imediatamente ao fundo aparece a animação de um cano de óleo jorrando notas de cem reais. Tal animação seria mostrada em quase todas as matérias do seguimento sobre Lula, quando Vasconcellos ou Bonner apareciam na tela.

A estrutura narrativa segue o padrão Homer Simpson, lapidarmente definido pelo próprio Bonner ao comentar o estilo do JN. Os âncoras fazem uma narrativa do ocorrido e então imagens e falas são mostradas em vídeo, editadas de modo a repetir quase ipsis literis o que foi dito pelos âncoras. Bonner começa por apresentar Moro dizendo que o juiz não tinha “nada contra Lula” no começo do interrogatório, cujo objetivo era o esclarecimento do caso. Corta para o juiz falando tais coisas. A imagem passada é de compostura e seriedade quanto aos procedimentos legais.

Em seguida o JN mostra as negativas de Lula e depois sua recusa em responder perguntas sobre o sítio em Atibaia, mas já nessa notícia o jornal dá destaque para a repreensão feita por Moro a Cristiano Zanin, advogado de Lula, acusando-o de querer tumultuar a audiência, coisa que o juiz havia feito em outras ocasiões e que os jornais da Globo repetem à exaustão como fato.

Mas a desqualificação da defesa de Lula não é o único elemento importante. Falando enquanto a animação das cédulas nos encanamentos de óleo corria ao fundo, Vasconcellos volta no meio da matéria para dizer que Lula se contradisse ao confessar que recebeu Leo Pinheiro e Paulo Gordilho em sua casa para discutir a reforma da cozinha do sítio que ele insiste não ser dele e para informar aos telespectadores que a acusação diz que a obra foi paga pela OAS. Ou seja, ela editorializa abertamente aquilo que é apresentado como uma narrativa dos fatos.

Lula é então apresentado rapidamente atacando o MP, por induzir testemunhas a acusá-lo sem provas. Na matéria seguinte a âncora começa com uma fórmula adversativa: “apesar das negativas veementes de Lula de que tenha sido um dia dono do tríplex, Moro confrontou o ex- presidente com a afirmação do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro”. Ou seja, a enunciação ao mesmo tempo que desqualifica os argumentos de Lula, apresenta o juiz como corajoso e decidido.

Emendam então o tema das indicações políticas dos diretores da Petrobrás. O tom de Bonner aí é levemente irônico ao narrar a resposta de Lula, sinalizando que ele está mentindo. Após longa enumeração de ilícitos cometidos por Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, e do fato de ele ter acusado Lula de ser o coordenador do esquema de propinas da Petrobrás, a âncora começa a narrar o questionamento de Moro acerca de encontro entre Lula e Duque. Esse seguimento, dominado pela narrativa dos âncoras, é montado de maneira a sugerir ligação inequívoca entre os dois personagens, a despeito das negativas do petista.

No segmento seguinte volta a editorialização, agora na voz de Bonner, que acusa Lula de inconsistência no seu relato sobre a relação entre João Vaccari e Duque. Após uma breve passagem, na qual Vasconcellos introduz trecho no qual Moro questiona Lula sobre a indicação de diretores da Petrobrás envolvidos em práticas ilícitas, entra Bonner narrando o questionamento de Moro acerca da influência de Lula dentro do PT no tocante aos financiamentos de campanha.

A editorialização volta a ser explícita, com o âncora usando uma fórmula adversativa para dizer que apesar de ser “principal líder e fundador do PT”, Lula negou ter influência sobre o partido. O tom dos âncoras sobe com a entrada de Vasconcellos dizendo que Moro apontou para uma contradição nas falas de Lula, contradição essa em seguida explicada por Bonner: uma vez ainda no seu primeiro mandato, Lula condenou o esquema do mensalão, mas depois disse que o julgamento foi 80% político. Corta para cenas do depoimento em que Moro insiste para que Lula se pronuncie sobre sua relação com personagens implicados no mensalão, coisa a qual ele se nega, aconselhado pelos advogados. Enquanto isso a animação das cédulas adorna o fundo da tela.

Repetindo a fórmula do âncora narrando o que o juiz em seguida repete nas imagens, Bonner começa outro segmento dizendo que Lula ameaçou processar delatores, policiais federais e até Moro. O vídeo é editado para fazer parecer que Lula é violento e autoritário.

Vasconcellos então fala sobre as considerações finais, dizendo que Lula defendeu seus mandatos, mas que Moro o advertiu dizendo que aquele não era lugar para propaganda política. Mais uma vez, o juiz é mostrado como compenetrado cumpridor das regras e Lula como irresponsável.

O longo trecho sobre o depoimento de Lula se encerra com comentários sobre as falas finais do petista. Vasconcellos narra que ele se diz massacrado por uma campanha de imprensa. Após tal conteúdo, a imagem corta para Moro dizendo que a imprensa “não tem qualquer papel no julgamento desse processo”. Em seguida, o que se vê são as colocações finais do juiz, a quem é dado farto tempo para atacar Lula, dizendo que ele, Moro, é vítima dos blogs que “patrocinam” Lula, e para se proteger dizendo que o processo transcorrerá normalmente.

Na última reportagem sobre o depoimento, o Jornal Nacional deixou de fora os números impressionantes do viés da cobertura midiática contra Lula, divulgados pelo petista ao fim de suas declarações. A astúcia dos jornalistas globais parecia não estar direcionada para captar contradições na fala de Moro, particularmente na defesa que fez da imprensa. Ora, pois o juiz defendeu em texto sobre a operação Mani Pulite a utilidade que vazamentos para a mídia de informações sigilosas têm em manter o interesse público sobre investigações de corrupção e “os líderes partidários na defensiva”. E ele mesmo adotou tal prática ao divulgar conteúdo de grampo ilegal de conversa da então presidente Dilma Rousseff com Lula. Cômodo esquecimento esse dos jornalistas da Globo.

Se não bastasse esse longo trecho sobre o depoimento de Lula, o jornal ainda traz três longas notícias sobre o conteúdo da delação premiada dos publicitários João Santana e Monica Santana. Em duas delas, Lula é acusado de ser chefe do esquema de corrupção da Petrobrás e de caixa 2 dos partidos. A terceira é inteiramente dedicada a acusações de que Dilma sabia tudo acerca do mesmo esquema. Novamente a animação das notas de reais saindo dos canos da Petrobrás é usada, talvez com o intuito de dar unidade temática à narrativa.

Um famoso filósofo alemão escreveu uma vez que os fatos na história acontecem a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Vivente do século XIX, não teve a chance de conhecer o jornalismo praticado pela imprensa brasileira, com destaque para o Grupo Globo. Nele a tragédia e a farsa se misturam de modo indissociável. Ademais, não se trata de uma repetição somente. Farsa e tragédia são duas faces da mesma prática jornalística cotidiana. Elas são o modus operandi da cobertura política da mídia brasileira. Antes de o JN preparar essa edição escandalosa do depoimento de Lula, o canal GloboNews reservou horas de sua programação do dia anterior para que seus comentaristas ficassem se revezando no ataque a Lula, unanimemente assumindo sua culpabilidade, a despeito de qualquer argumento que o petista tenha apresentado. O entrincheiramento político da grande mídia brasileira contra Lula e o PT é tamanho que os rituais de neutralidade e equilíbrio jornalístico adquirem tonalidades surreais. Podemos falar em uma hiperfarsa, uma farsa elevada a potência N, exponencial.

Dessa vez, contudo, o contendor de Lula não é um político, mas um juiz. É preciso notar que esse enquadramento do embate entre Lula e Moro estampou as capas de três revistas semanais. A edição do Jornal Nacional é, na verdade, o coroamento de algo que se desenhava como estratégia do oligopólio midiático: representar uma luta de vida ou morte entre o político contra o juiz. Os políticos incensados pela mídia nas últimas décadas falharam fragorosamente frente os candidatos do PT. Agora a estratégia é outra, jogar a política partidária como um todo na vala fétida da corrupção e promover o poder do judiciário, que é comodamente isolado da vontade popular. Nessa jogada para derrotar o PT, o partido da imprensa se autonomizou dos partidos políticos da direita, pondo em risco as instituições básicas da própria democracia brasileira.

Assim a farsa midiática produz diariamente a tragédia de nossa democracia. Com a edição de ontem do Jornal Nacional, voltamos ao ano de 1989. Haverá limite para esse nosso retrocesso coletivo a um passado tenebroso que uma vez imaginamos ter superado? Fica cada vez mais claro que a única solução para atual crise da democracia brasileira é a reforma radical de nosso sistema de mídia. Ele se mostrou incompatível com o experimento democrático da Nova República. Para voltarmos um dia a sonhar com a democracia teremos que nos livrar de seus mais ardorosos inimigos.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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12 comentários

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Jairo Gomes Viana

15 de junho de 2017 às 23h59

Realmente a que se tirar da senhora da Justiça a venda que cobre seus olhos. Há tres anos, que o juiz Sérgio Moro vem se mostrando abertamente parcial no trato do processo contra o ex presidente Lula. Moro deseja fazer da condenação do Lula um ponto de honra, de prestigio, firmação e proteção da sua reputação. A senhora que mantem o fiel da balança no ponto de equilíbrio, nada vê porque não quer enxergar que passou da hora de substituir um juiz reconhecidamente parcial, promovido a super star pela globo golpista.

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Jairo Gomes Viana

15 de junho de 2017 às 23h59

Realmente a que se tirar da senhora da Justiça a venda que cobre seus olhos. Há tres anos, que o juiz Sérgio Moro vem se mostrando abertamente parcial no trato do processo contra o ex presidente Lula. Moro deseja fazer da condenação do Lula um ponto de honra, de prestigio, firmação e proteção da sua reputação. A senhora que mantem o fiel da balança no ponto de equilíbrio, nada vê porque não quer enxergar que passou da hora de substituir um juiz reconhecidamente parcial, promovido a super star pela globo golpista. Uma pergunta que não quer calar, como anda o processo contra o juiz Sérgio Moro que participou diretamente no processo de impeachment ao ter liberar à mídia ilegalmente, a escuta telefônica entre Dilma e Lula.

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Beba Monteiro

16 de maio de 2017 às 13h51

Acontece que o PIG liderado pela Globogolpe quer porque quer escrever a história, oficializar seus heróis (Temer, Aécio, Serra), fazer execração pública dos seus escolhidos vilões (Dilma, Lula e o PT), legitimar o ilegítimo Michel Fora Temer e vender o governo do golpe como um governo da limpeza, da salvação nacional e do crescimento econômico. Todavia, a maioria do povo não concorda com essa narrativa, porque descobriu que o impeachment nunca foi em nome da ética, mas para instalar a quadrilha da lavajato no poder, que os heróis desenhados pela mídia eram na verdade os vilões da história, estrelas da Odebrecht (Temer, Cunha, Aécio, Serra e cia), conforme revelado pelos listões da vida, e que o governo golpista carrega a marcada recessão e do desemprego ao invés de crescimento econômico. Portanto,a narrativa da mídia golpista está longe de se tornar hegemônica na sociedade, serviu ao golpeachment e às eleições municipais, mas dificilmente servirá para eleger um presidente para dar vida longa ao golpe e preservar os golpistas no poder. E isso, por uma razão muito simples, o povo acordou da anestesia da mídia, e se descobriu a principal vítima do golpecontra a democracia, a soberania nacional e os direitos dos trabalhadores.

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Maria França

16 de maio de 2017 às 03h39

Uns desviam a atenção dos bestas, enquanto o governo mete a mão na Petrobrás!!!

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Evandro Ruelles

15 de maio de 2017 às 22h37

SÉRGIO MORO, COM ÓDIO, FEZ JULGAMENTO PRECIPITADO.

https://youtu.be/rvfYa9ebA4U

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Rodolfo Souza

15 de maio de 2017 às 22h13

cada vez que massacram ela passa dos 45% de intenções de votos nas pesquisas !!!!

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Alessandro Candido

15 de maio de 2017 às 19h11

Ele deveria fala dá mulher dele que tá colocando xifre nele seu corno

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Alessandro Candido

15 de maio de 2017 às 19h10

Globo e uma bosta

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Odeon Victor Do Carmo

15 de maio de 2017 às 18h02

Canalhas

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Ednaldo Wanderley

15 de maio de 2017 às 13h28

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Cícero

15 de maio de 2017 às 10h20

A Globo é o câncer da Nação brasileira. Com seu jornalismo rasteiro, sujo e imoral, a Globo se tornou ao longo dos anos uma verdadeira “caixa de pandora”, fonte nociva de toda mentira que se veicula por aí sobre os fatos políticos, econômicos e sociais do Brasil. A maioria dos seus jornalistas é treinada e usada para destruir reputações, caluniar homens públicos comprometidos com o bem-estar do povo brasileiro, políticos que lutam pelas classes menos favorecidas, sobretudo aqueles se colocam contra os interesses dessa coisa imunda e diabólica que se chama Globo.

A Globo é a causa maior da decadência moral e ética em que se acham mergulhados os Poderes da nossa República, principalmente o Judiciário.

A Globo tem de ser extinta e pagar indenização ao povo brasileiro pelo mal que tem causado ao país durante décadas. Precisamos erradicar, de uma vez por todas, esse câncer que está destruindo o nosso país.

Até pouco tempo atrás, a Globo imperava na formação da opinião pública, quase não existiam editoriais alternativos, e os que ousavam contradizê -la, eram massacrados nas páginas da Veja e nos noticiários da Globo, oligopólios formados por famílias que, de longa data, arvoram-se em donos da nação brasileira, determinando os rumos políticos e econômicos do país. Uma empresa jornalística de orientação editorial fascista, pseudomoralista, tendenciosa e manipuladora, de jornalismo medíocre e mentiroso a serviço das elites nacionais e em detrimento das classes menos favorecidas. É esta a proposta que norteia o jornalismo da imprensa golpista, capitaneada pelo Grupo Globo, que sempre atuou na defesa dos interesses do capital estrangeiro, pouco se importando com a prosperidade do nosso país e a felicidade do povo brasileiro.

Mas a influência que a grande Mídia, outrora, exercia sobre as massas populares, hoje é bem menor e quase não funciona mais. Com o advento da Internet, as coisas mudaram. As pessoas, agora, têm à sua disposição um grande número de informações jornalísticas fidedignas, informações de qualidade, com credibilidade, contidas em alguns sites e blogs, sobretudo os que se inserem no universo da chamada blogosfera progressista, como o como o “www.ocafezinho.com”, comprometidos com a verdade dos fatos políticos, econômicos e sociais, omitidos e negligenciados pela imprensa golpista, que, lamentavelmente, insiste em caminhar na contramão do progresso do Brasil e que segue firmemente empenhada em mentir para o povo, tentando ofuscar o brilho de esperança numa vida feliz, que a partir do governo bem-sucedido do Presidente Lula, passou a compor as aspirações de milhares de homens, mullheres e crianças em todo o país.

Hoje, as manchetes do PIG já não encontram eco no meio do povo na mesma intensidade como ocorria em outras décadas; não mais provocam reações nas massas populares, senão nas milícias contratadas e remuneradas para irem às ruas pressionar políticos e autoridades pela tática do terror, milícias essas formadas, em sua maioria, por desocupados que, assim como Judas, vendem-se por quaisquer “trinta moedas de prata”, no caso, “trinta porções de alfafa”.

Hoje, a grande maioria da população brasileira não mais se deixa conduzir facilmente pelo que a Globo e a Folha noticiam… O advento da Internet fez amadurecer o pensamento coletivo.

Se não lutarmos pelos nossos direitos agora, amanhã poderá ser tarde demais. Temer e os demais canalhas que aí estão, movidos por suas ilimitadas ambições, tais quais vampiros insaciáveis, sugarão até a última gota do nosso sangue, dos nossos direitos, da nossa dignidade, dificultando nossa luta diária pela sobrevivência, destruindo nossos sonhos e solapando nossas esperanças.

O instrumento mais forte que temos hoje para resistência a esse governo golpista e ao fascismo que grassa no país é a internet. Desse modo, os sites e blogs progressistas representam o meio mais eficaz e produtivo da luta ideológica contra o jornalismo imundo da imprensa golpista. Precisamos contribuir, de forma efetiva, com qualquer quantia que seja, para que essa imprensa alternativa permaneça ativa e operante por ser, nos nossos dias, o único veículo de comunicação confiável e cultor aos valores democráticos de liberdade, igualdade, fraternidade e justiça.

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    Cícero

    15 de maio de 2017 às 10h25

    No último parágrafo, onde se lê “cultor”, leia-se “afeto”.

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