Live do Cafezinho (19h): o que a Coreia do Sul tem a nos ensinar?

Gratuita nada, as emissoras ganham isenção de impostos para exibir a propaganda eleitoral. Não deveriam.

Como foi o primeiro dia da campanha presidencial na TV

Por Pedro Breier

01 de setembro de 2018 : 20h48

Marina Silva  Falou diretamente às mulheres, buscando o voto delas pela identificação: “Alguma vez já te chamaram de fraca? De incapaz? Eu sei como é”. O alvo é Bolsonaro e seu ponto fraco, o voto feminino. Inteligente a tentativa de vincular uma crítica comum à candidata – a fraqueza – ao senso comum machista que considera a mulher frágil.

Cabo Daciolo – Glória a Deus.

Eymael – Eterno candidato, mantém o seu clássico jingle “Ey Ey Eymael, o democrata cristão”. Acabou sua exposição relâmpago mandando um enigmático “Sinais, fortes sinais!” e abrindo os braços teatralmente, para delírio dos seus 10 apoiadores.

Henrique Meirelles – media training deu resultado: o efeito “ovo na boca” na sua dicção deu uma diminuída; agora, Meirelles fala parecendo um robô com defeito. O mote da campanha é o “Chama o Meirelles”: se todos os governos o chamam, é porque ele é o cara. Obviamente não vai colar. Disse que não vai fazer muitas promessas e que poderia até perder votos com isso, mas prefere “perder o seu voto e ganhar o seu respeito”. Não vai conseguir nem um, nem outro.

Ciro Gomes – Usou o pouco tempo para falar dos milhões desempregados, vivendo de bico ou com o nome do SPC. Mencionou o programa Nome Limpo para resolver a questão do SPC, tema que viralizou, dizendo que tem “pouco tempo de TV mas muitas ideias para mudar o Brasil”.

Guilherme Boulos – Apresentado pelo ator Wagner Moura como o candidato com “coragem para enfrentar privilégios e propostas para mudar a vida do povo brasileiro”.

Geraldo Alckmin – O seu alvo, como não poderia deixar de ser, é Bolsonaro. A mensagem inicial, transmitida por uma apresentadora, é na linha do “não é bom votar com raiva”. Alckmin tenta ser o candidato do equilíbrio – o termo foi usado três vezes – e do bom senso. “Um cara coração, simples”, diz a locução no clássico trecho em que mostra a história familiar do candidato. Tenta passar também a ideia de que irá unir o Brasil. Durante o jingle, aparecem imagens de Dilma e Temer associadas ao verso “Não dá pra olhar pra trás” (na cara de pau mesmo, como se o PSDB não fosse parte do governo Temer) e de Bolsonaro enquanto o cantor manda um “Não dá pra errar de novo”. A enxurrada de referências “modernas” durante o jingle – “emojis” do WhatsApp e imagens do Facebook – ficou forçada. A primeira impressão é que o enorme tempo de TV, em comparação com os demais, não será revertido em votos. Geraldo está em maus lençóis.

Vera – “Isso é uma farsa. O Brasil precisa de uma rebelião”.

Lula/Haddad – Começou com um texto escrito, falando que, apesar da decisão da ONU, “a vontade do povo sofreu mais um duro golpe com a cassação da candidatura de Lula pelo TSE”. Programa todo voltado para o “Lula Livre”, denunciando a injustiça da prisão, mostrando a vigília em Curitiba e manifestações pela liberdade de Lula em outros lugares. Ao final, Lula fala: “Eu to na situação de um inocente que está sendo julgado para evitar que esse inocente volte a fazer o melhor governo do Brasil”. As imagens e o texto são fortes. A prisão política de Lula finalmente é denunciada com todas as letras, na TV aberta, para o Brasil inteiro. O golpe fica cada vez mais nu.

João Amôedo – “Se depender de mim, essa é a última eleição com programa eleitoral obrigatório”. Acredite se quiser, essa foi a frase escolhida pelo candidato para preencher seu tempo. Com seu projeto antipovo, melhor não ter campanha mesmo.

Álvaro Dias – Imagens antigas da família, foto ao lado do Moro e o ridículo bordão “Abre o olho”.

Bolsonaro – Sem a carranca característica, tentou aparentar alguma simpatia com um sorriso tão natural quanto um canudo de plástico. Falou, obviamente, em família e pátria.

João Goulart Filho – “Recuperar o desenvolvimento e o orgulho de ser brasileiro”.

 

Pedro Breier

Pedro Breier é graduado em direito pela UFRGS e colunista do blog O Cafezinho.

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8 comentários

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leci

02 de setembro de 2018 às 17h00

Parabéns José Batista Neto,você falou justamente o que eu gostaria de ter dito…
1) Cosnstrução da farça da AP 470
2)Mega passeata de junho 2013 ( inflação 5%…desemprego 4,8%)
3)Dilma com 60% de aceitação,cai para 20%…e a mídia (como sempre) golpista dando força
4) por explosão de uma bomba,morre cinegrafista no rio de janeiro, 2 estudantes preso (afirmam ter recebido 150,00 )nunca se soube de quem…??? policia federal se cala???mídia também…
5)Promessa da oposição cumprida “Se ganhar não toma posse”, “Se tomar posse não governa”
6) Não vai ter copa…Não vai ter olimpíada…daí Dilma não governa mais…pautas bombas do Cunha…
deputados senadores vendidos, Supremo vendido??? ou comprados…POR QUEM???
LAVA JATO (que só persegue Líderes do PT) só depois que Dilma foi caçada,começaram a perseguir PMDB…PSDB até agora NADA.
7)LAVA JATO??? Até agora só consseguio pra Petrobras o valor de 2 dia de trabalho,pros acionistas
norte americanos “trilhões” “A QUEM REALMENTE SERVEM”???
8) acabaram com milhões de postos de trabalho inclusive na Indústria Naval…etc…etc…etc…
( como diz um ditado americano) NãO PUSERAM A ÁGUA SUJA DO BANHO da CRIANÇA FORA PUSERAM A CRIANÇA.

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Baruch

02 de setembro de 2018 às 15h46

Havia lido sobre o processo que o PSDB entrou contra o PT e agora entendi o motivo. Na propaganda de deputados quase 1/3 do tempo é usado para mostrar um clip do Lula. Deputados já não tem tempo nenhum para se apresentar e o PT ainda lhes rouba tempo para promover uma candidatura impugnada.

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Alan Cepile

02 de setembro de 2018 às 11h42

Incrível existir petista na face desse planeta que ainda acha que a “estratégia” (ou como queira chamar) do PT vai dar certo.

Continuam fazendo o que fazem desde o impeachment, batendo cabeça e perdendo tempo.

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NeoTupi

02 de setembro de 2018 às 11h31

Marina Silva – muito infeliz o formato assombração. Fez gravação carrancuda, com fundo preto e iluminação escura. Ficou sombria e soturna. Nem no conteúdo foi feliz, pois foi vaga em seu feminismo quando o povo já elegeu duas vezes uma presidentA da República nas duas últimas eleições. O povo não é machista na hora de votar. Se ela está com imagem de “liderança frágil”, é característica pessoal dela, não por ser mulher. Seria melhor ser mais específica e usar cenas do esporro que deu no Bolsonaro durante o debate.

Meirelles – o marqueteiro tira leite de pedra fazendo uma campanha o mais inteligente possível para carregar um candidato pesado como chumbo. É certo que se guia por pesquisas qualitativas, que identifica o eleitor médio cansado de brigas políticas e em busca de um líder capaz de resolver os grandes problemas nacionais que afligem sua vida. Daí seu discurso de querer capitalizar para si os 10 milhões de empregos gerados no governo Lula. O problema de Meirelles é que a propaganda tem um dispositivo auto-explosivo, pois por mais que tente, não tem como esconder que foi Temer quem “chamou o Meirelles”, e Meirelles foi quem governou de fato a agenda econômica do golpe, responsável pelo sofrimento e desemprego de 13 milhões de pessoas. Temer foi só o articulador político para passar as medidas anti-povo de Meirelles no Congresso. Não há marqueteiro que consiga maquiar uma biografia dessas. E o anti-carisma de Meirelles só piora as coisas.

Ciro Gomes – infelizmente apequenou-se. Ficou parecendo Celso Russomanno com sua agenda limitada de defesa de consumidor. Está deixando de lado os maiores problemas nacionais para fixar no SPC. Ciro ficou parecendo mais um político qualquer que está ali para se projetar para vôos futuros, sem garra para disputar a vitória. Sequer se posicionou com clareza como oposição a Temer. Precisa melhorar muito.

Alckmin – Como Meirelles o marqueteiro tirou leite de pedra para carregar outro candidato pesado como chumbo. Acertou no tom de otimismo e em procurar ser propositivo, o que as pesquisas qualitativas dizem que agrada mais o eleitor médio. O problema é que, se a propaganda em si não provocou rejeição do telespectador, também não convence a votar. O telespectador vê mais um político cara de pau da velha guarda que promete maravilhas em toda eleição e só impõe sacrifício ao povo. Assim como Meirelles, não há marketing que resolva a biografia desgastada de Alckmin.

Lula/Haddad – acertou na ligação direta com seu eleitorado, aquele que vota no lulismo porque reconhece os resultados do governo Lula. Foi o programa mais emotivo, mais politizado e que mais empoderou o povo. Denunciou o golpe, ligou a perseguição à Lula como perseguição ao povo. Situou-se com clareza como oposição a Temer, à perda de direitos e à entrega das riquezas aos estrangeiros. Passou a mensagem de transição para Haddad sem esvaziar a liderança de Lula. É a única candidatura que não depende muito de marketing porque o governo do ex-presidente ainda na memória do eleitor confrontado com o que veio depois é a melhor peça de campanha. E isso o programa explorou bem. Tanto acertou que foi o que mais repercutiu até entre os adversários.

Boulos – Mesmo tendo pouco tempo, errou ao ser vago no ataque privilégios sem dar nome aos bois, pois o telespectador médio não entende. Precisa ser mais claro e direto na oposição à Temer e citar pelo menos um privilégio que vai combater em cada programa, para o povo não achar que é mais um político que promete, promete, promete.

Bolsonaro – também desperdiçou o tempo. Seria mais inteligente explorar o tema da segurança pública onde ele é forte. Parece a Marina Silva deslumbrada de 2014 quando apareceu na frente das pesquisas com a morte de Eduardo Campos. Quiz ficar só na musiquinha sem se meter em polêmicas. Desidratou. Bolsonaro, se continuar assim querendo só administrar a vantagem, pode acabar fora do segundo turno. Alckmin está usando até gravações de Bolsonaro xingando a deputada do PT Maria do Rosário de “vagabunda” e a empurrando em inserções de 30 minutos.

Álvaro Dias – ficou parecendo o Eymael. Não falou nada com nada capaz de despertar o interesse real dos eleitores. Nem o uso do Moro como cabo eleitoral (foto) parece ser capaz de atrair novo eleitores. Parece (e é) apelação barata, demagogia. Dias está tempo demais na política, convivendo com políticos de todo tipo, para convencer que é a última bolacha do biscoito.

Os demais nanicos, nenhum surpreendeu. Só Amoedo quis chamar atenção dizendo apenas que acabará com o horário político se depender dele. Só que a mensagem anti-política dele entendida pelo eleitor que assiste tv aberta pode ser outra: então porque se candidatou se não tem nada a dizer?
Se tivesse mais 5 segundos que tal dizer que acabaria com o “chatice” das eleições e delegar ao Conselho de Administração do Itaú escolher o presidente da República sem voto popular?

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JOSE BATISTA NETO

02 de setembro de 2018 às 02h19

Essa eleição enseja um momento singular para aprender entender as causas dos enigmas que obscurecem e até impedem a compreensão da política. Mais conhecida pela exploração enganosa que dela fazem a mídia e a bandidagem instalada nos cargos mais elevados da improdutiva e cara máquina burocrática do Estado.
Um dos pontos enigmáticos, que se revelam com a clareza do cristal, nessas eleições, é a sua importância, tanto para a população, quanto para os seus mais destacados controladores, os donos do poder econômico. A primeira reflexão que se pode fazer para entender isso, é imaginar o quanto de capital foi investido até agora, desde 2012, quando compraram toda a bancada dos onze ministros do STF, na construção da farsa da AP 470,
– bem como na montagem da mega campanha de mobilização das passeatas de junho de 2013,
– até chegar ao ápice do investimento, tanto no patrocínio das campanhas de mobilização popular para armar a mega organização dos movimentos NÃO VAI TER COPA (na população do PAÍS DO FUTEBOL), quanto nas operações combinadas do DOJ (Department of Justice dos EUA), com as ações políticas comandadas pela FARSA A JATO, em 2014. Daí se percebe que só o povão embarcou e acreditou na campanha de difamação da POLÍTICA. Porque, os donos do poder econômico, nunca deixaram de saber reconhecer o seu valor e a sua importância, tanto que sempre investiram e investem pesadamente para mantê-la sob controle. De sorte, que aprenderam, que é possível e muito mais barato controlar e se apossar das riquezas de um país, investindo na compra do poder político e no controle dos meios de comunicação de massas, para controlar o pensamento da população (Guerra Híbrida), do que recorrer à ação militar, por meio de uso de bombas, exércitos e aviação de combate. Para melhor controlar o poder político, basta investir um pouco mais na compra de lideranças venais do sistema judi$$iario brasileiro. Essa é a parte do enigma que se desvela na simples observação do quanto se investe na inviabilização do maior e principal partido brasileiro e do seu principal candidato, objeto da preferência de esmagadora maioria da população brasileira, não obstante à avassaladora campanha difamatória que se levanta contra ele.

A outra parte do enigma que se desvela na eleição de 2018, por motivos associados ao que leva ao entendimento do primeiro mistério, pode ser compreendido na observação da eterna candidatura do inexpressivo eterno candidato Eymael. Nesse caso a reflexão que se deve fazer é relacionada ao por que, e como, se sustentam milhares de candidaturas de partidos que não passam de legendas de aluguel, sem nenhuma representatividade em nenhum segmento do eleitorado brasileiro? Quem, ou o que, lhes dá sustentação? Aqui, outra vez, a aberração se estabelece por meio dos investimentos aplicados pelos donos do poder econômico, o tal MERCADO, na compra (ou cooptação, que dá na mesma) das principais autoridades do sistema judi$$iario brasileiro. Ora, mas, o que tem a ver o Eymael com a corrupção das autoridades do parasitário e caro sistema judi$$iario brasileiro, oh cumpadi? Tem tudo a ver!! Porque essas autoridades corrompidas são acionadas para atuar em três vertentes.
ATIVISMO JUDICIÁRIO
Na primeira delas, o ativismo político judi$$iário atua na obstrução de qualquer iniciativa da sociedade, por meio de seus representantes, que se alinhe na direção de estabelecer limites legais para constituição de partidos políticos legítimos e legitimados. Podem ser contadas, às dezenas, os casos, exemplares dessa ingerência ILEGAL do poder judi$$iario nas atribuições das instituições legal e legitimamente constituídas, com poderes delegados pelo povo para definição de regras controladoras do sistema eleitoral brasileiro. Para encurtar a história, pode-se mencionar apenas uma dessas intervenções, mais escandalosa e ILEGAL, em que o Ministro Gilmar Mendes determinou, em decisão MONOCRÁTICA, A SUSPENSÃO DA TRAMITAÇÃO de matéria, no Senado Federal, que tratava da regulamentação das regras para constituição de partidos políticos.
https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI177104,31047-Em+pauta+fidelidade+partidaria+e+clausula+de+barreira
O objetivo explícito dessa estratégia permanente de intervenção no direito e obrigação do parlamento, consistente na regulação do sistema eleitoral, é transformar, cada vez mais, o sistema eleitoral numa SALADA de siglas de legendas de aluguel, impossível de ser compreendida, digerida e aceita pelo eleitorado brasileiro. O eleitor passa a sentir raiva e não ter esperanças de mudanças quando é obrigado a exercer o seu dever e direito de votar.
CONTROLE DA IMPUNIDADE
Na segunda vertente, o judi$$iario atua fortemente na transformação do sistema político partidário numa constelação de quadrilhas de criminosos reincidentes e contumazes. A prática dessa atuação é materializada por meio de manobras processuais de engavetamento de denúncias e processos, embargos procrastinatórios e os chamados auriculares, que levam à prescrição e à garantia de impunidade para centenas de corruptos, criminosos contumazes, como o próprio TEMER, Eduardo Cunha et caterva, que são titulares de processos criminais, que se arrastam nos labirintos dos tribunais há décadas, desde os anos 90, e caminham serena e discretamente, no rumo da prescrição.
Essa estratégia é extremamente eficaz e eficiente porque, de um lado, possibilita, com o apoio dos comparsas da mídia comercial, manter viva, na mente do eleitorado brasileiro, a ideia de que a política é uma coisa suja, da qual ele deve manter distância. Em vez de compreender que a ação política é a única forma que a população possui para canalizar e fazer valer os seus interesses de classe. Por outro lado, traz especiais benefícios às quadrilhas dominantes no sistema judi$$iario, porque mantém, nos principais cargos políticos, autoridades com o rabo preso com aqueles que tem o poder de controle sobre o andamento de tais processos. O exemplo mais recente da eficiência dessa estratégia pode ser observado na velocidade da aprovação do aumento de 16% para o judiciário, concedido pelo governo corrupto do Michel Temer. Que se sustenta de forma cambaleante no discurso único da defesa da AUSTERIDADE com os gastos públicos.
CRIMINALIZAÇÃO DA ATIVIDADE POLÍTICA
Por último, mas não menos deletéria, a terceira vertente da estratégia criminosa instrumentalizada pelo poder judi$$iário brasileiro, se revelou a partir de 2005, quando as mais altas autoridades desse poder decidiram se enveredar por caminhos à margem da LEI. Até então, quem seguia caminhos à margem da lei era chamado de MARGINAL. Essa atividade voltada à criminalização da atividade política se revelou com todas as suas feições macabras em 2012, no famigerado e farsesco julgamento da AP 470. Quando toda a composição do STF foi “adquirida”, pelos agentes do chamado Mercado, para produzir sentenças condenatórias encomendadas, sob a direção da Rede Globo, por meio da delegação de atribuições ao Merval Pereira, que passou a exercer o poder de voto, como 12º membro daquela que deveria ser a Alta Corte da Justiça brasileira.
Por tudo isso, o país deve agradecimentos ao Lula e ao PT, por ter travado a luta política, realizando uma verdadeira revolução pacífica no país, obrigando a vir à luz do dia e desmistificando e revelando toda a podridão, onde realmente ela sempre existiu e sempre esteve e está presente, nas entranhas das parcelas, da alta burocracia, improdutivas e parasitárias do do país, em seu estado NATURAL. E não na política, onde a podridão foi FABRICADA deliberadamente, justamente onde as quadrilhas da Rede Globo sempre falaram que estaria a verdadeira causa do cheiro fétido de podridão que tanto incomoda o povo brasileiro.

Responder

JOSE BATISTA NETO

02 de setembro de 2018 às 01h20

Essa eleição enseja um momento singular para aprender e entender os enigmas que obscurecem e até impedem a compreensão da política. Mais conhecida pela exploração política que dela fazem a mídia e a bandidagem instalada nos cargos mais elevados da improdutiva e cara máquina burocrática do Estado.
Um dos pontos enigmáticos, que se revelam com a clareza do cristal, nessas eleições, é a sua importância, tanto para a população, quanto para os seus mais destacados controladores, donos do poder econômico. A primeira reflexão que se pode fazer para entender isso, é imaginar o quanto de capital foi investido até agora, desde 2012, quando compraram toda a bancada dos onze ministros do STF, na montagem da mega campanha de mobilização das passeatas de junho de 2013, até chegar ao ápice do investimento, tanto no patrocínio das campanhas de mobilização popular para armar a mega organização dos movimentos NÃO VAI TER COPA (na população do PAÍS DO FUTEBOL), quanto nas operações combinadas do DOJ (Department of Justice dos EUA) com as ações políticas comandadas pela FARSA A JATO, em 2014, com o fim de ganhar as eleições daquele ano. Daí se percebe que só o povão embarcou e acreditou na campanha de difamação da POLÍTICA. Porque, os donos do poder econômico, nunca deixaram de saber e valorizar a sua importância, tanto que sempre investiram e investem pesadamente para mantê-la sob controle. Tanto que aprenderam que é possível e muito mais barato controlar e se apossar das riquezas de um país, investindo na compra do poder político e no controle dos meios de comunicação de massas, para controlar o pensamento da população, do que recorrer ao uso de bombas, exércitos e aviação de combate. Para melhor controlar o poder político, basta investir um pouco mais na compra de lideranças venais do sistema judi$$iario brasileiro. Essa é a parte do enigma que se desvela na simples observação do quanto se investe na inviabilização do maior e principal partido brasileiro e do seu principal candidato, objeto da preferência de esmagadora maioria da população brasileira, não obstante à avassaladora campanha difamatória que se levanta contra ele.

A outra parte do enigma que se desvela na eleição de 2018, por motivos associados ao que leva ao entendimento do primeiro mistério, pode ser compreendido na observação da eterna candidatura do inexpressivo eterno candidato Eymael. Nesse caso a reflexão que se deve fazer deve caminhar no sentido de entender o por que, e como, se sustentam milhares de candidaturas de partidos que não passam de legendas de aluguel, sem nenhuma representatividade em nenhum segmento do eleitorado brasileiro? Aqui, outra vez, a aberração se estabelece por meio dos investimentos aplicados pelos donos do poder econômico, o tal MERCADO, na compra (ou cooptação, que dá na mesma) das principais autoridades do sistema judi$$iario brasileiro. Ora, mas, o que tem a ver o Eymael com a corrupção das autoridades do parasitário e caro sistema judi$$iario brasileiro, oh cumpadi? Tem tudo a ver!! Essas autoridades corrompidas são acionadas para atuar em três vertentes, com foco na deslegitimação da atividade política.
ATIVISMO JUDICIÁRIO
Na primeira delas, o ativismo político judi$$iário atua na obstrução de qualquer iniciativa da sociedade, por meio de seus representantes, que se alinhe na direção de estabelecer limites legais para constituição de partidos políticos. Podem ser contadas, às dezenas de casos, os exemplos dessa ingerência ILEGAL do poder judi$$iario nas atribuições das instituições legal e legitimamente constituídas, com poderes delegados pelo povo, para definição de regras do sistema eleitoral brasileiro. Para encurtar a história, pode-se mencionar apenas uma dessas intervenções, mais escandalosa e ILEGAL, em que o Ministro Gilmar Mendes determinou, em decisão monocrática, A SUSPENSÃO DA TRAMITAÇÃO de matéria, no Senado Federal, que tratava da regulamentação das regras para constituição de partidos políticos.
https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI177104,31047-Em+pauta+fidelidade+partidaria+e+clausula+de+barreira
O objetivo explícito dessa estratégia permanente de intervenção no direito e obrigação do parlamento, consistente na regulação para racionalização do sistema eleitoral, é transformar, cada vez mais, o esse sistema numa SALADA (uma SOPA, como diria o Mino Carta) de siglas de legendas de aluguel, impossível de ser compreendida e aceita pelo eleitorado.
CONTROLE DA IMPUNIDADE
Na segunda vertente, o judi$$iario atua fortemente na transformação do sistema político partidário numa constelação de quadrilhas de criminosos contumazes. A prática dessa atuação é materializada por meio de manobras processuais de engavetamento de denúncias e processos, embargos procrastinatórios e os chamados auriculares, que levam à prescrição e à garantia de impunidade para centenas de corruptos, criminosos contumazes, como o próprio TEMER, Eduardo Cunha et caterva, que são titulares de processos criminais, que se arrastam nos labirintos empoeirados e sombrios dos tribunais há décadas, desde os anos 90, e caminham serena e discretamente no rumo da prescrição.
Essa estratégia é extremamente eficaz e eficiente porque, de um lado, possibilita, com o apoio dos comparsas da mídia comercial, manter viva, na mente do eleitorado brasileiro, a ideia de que a política é uma coisa suja, da qual ele deve manter distância. Em vez de compreender que a ação política é a única forma que a população possui para canalizar e fazer valer os seus interesses de classe. Por outro lado, traz especiais benefícios às quadrilhas dominantes, no sistema judi$$iario, porque mantém, nos principais cargos políticos, autoridades com o rabo preso com os interesses inconfessáveis dos operadores do direito. O exemplo mais recente da eficiência dessa estratégia pode ser observado na velocidade com que se aprovou o aumento de 16% para o judiciário, concedido pelo governo corrupto do Michel Temer, em meio ao enfrentamento de profunda crise do Orçamento da União, a que ele mesmo deu causa.
CRIMINALIZAÇÃO DA ATIVIDADE POLÍTICA
Por último, mas não menos deletéria, a terceira vertente da estratégia nefasta instrumentalizada pelo poder judi$$iário brasileiro, se revelou a partir de 2005, quando as mais altas autoridades desse poder decidiram se enveredar por caminhos à margem da LEI. Até então, quem seguia caminhos à margem da lei era chamado de MARGINAL. Essa atividade voltada à criminalização da atividade política se revelou com todas as suas feições macabras em 2012, no famigerado e farsesco julgamento da AP 470. Quando toda a composição do STF foi “adquirida” pelo Mercado, para produzir sentenças condenatórias encomendadas, sob a direção da Rede Globo, por meio da delegação de poder ao Merval Pereira, que passou a exercer o poder de voto, como 12º membro daquela que deveria ser a Alta Corte da Justiça brasileira.
Por tudo isso, o país deve agradecimentos ao Lula e ao PT, por ter forçado a vir à luz do dia, desmistificado e revelado toda a podridão, onde realmente ela sempre esteve e está presente, nas entranhas da alta burocracia improdutiva a parasitária do Estado, em estado NATURAL. E não na política, onde a podridão foi FABRICADA e onde as quadrilhas da Rede Globo sempre falaram que estava a causa do cheiro de podridão que tanto incomoda o povo brasileiro.

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Baruch

01 de setembro de 2018 às 21h37

Proposta do PT, zero! Só vitimismo.

Meirelles usando frase do Lula na campanha “Chama o Meirelles” (quando o Chicago Boy da Dilma, Joaquim Levy Bradesco, pulou do barco Lula sugeriu o seu ex-presidente do BCB. Aquele que fez a jogada de “jênio” pagando a dívida e emprestando dinheiro para o FMI, que cobra/paga 1% ao ano, usando dinheiro emprestado a mais de 10% ao ano).

Alckmin se falarem que ele deve aparecer nú para subir nas pesquisas ele aparece.

Ciro o único apresentando propostas.

Responder

    NeoTupi

    02 de setembro de 2018 às 10h14

    Que parte dessa frase de Haddad no horário político você não entendeu?

    “Os que perseguem Lula, na verdade perseguem o povo brasileiro. Ele está preso enquanto o governo Temer bagunça o país, corta direitos do povo e entrega nossas riquezas aos estrangeiros”.

    Aliás você não entendeu nada da mensagem do programa do PT na TV. A mensagem não foi de vitimismo, foi de denúncia do golpe (necessária porque a imprensa corporativa não fala), de protesto e foi de empoderamento do povo.

    Responder

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