Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Após ofensa de Bolsonaro, Cuba abandona Mais Médicos

Por Miguel do Rosário

14 de novembro de 2018 : 16h23

No DW

Cuba abandona Mais Médicos após críticas de Bolsonaro

Governo cubano afirma que declarações do presidente eleito são inaceitáveis e responsabiliza novo governo brasileiro pela decisão de sair do programa. Bolsonaro diz que “infelizmente” Cuba não aceitou novas condições.

O governo de Cuba comunicou nesta quarta-feira (14/11) que, após cinco anos, vai se retirar do programa Mais Médicos devido a declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro. Para Havana, as modificações sinalizadas pelo futuro governo no projeto são “inaceitáveis”.

“Diante dessa realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos”, anunciou o governo cubano, em nota publicada na imprensa estatal (leia íntegra, em espanhol).

Havana disse já ter informado o governo brasileiro e outras partes envolvidas. A decisão significa que os milhares de médicos cubanos que trabalham no Brasil dentro do programa deverão retornar à ilha.

Ao justificar sua saída do Mais Médicos, Cuba disse que a equipe de Bolsonaro pôs em questão a preparação dos médicos cubanos, condicionou a permanência deles à validação do diploma e colocou como única via a contratação individual.

“Não é aceitável que se questione a dignidade, profissionalismo e altruísmo dos colaboradores cubanos”, diz a nota. “Os povos da Nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária dos nossos profissionais.”

“O povo brasileiro, que fez do Programa Mais Médicos uma conquista social, que confiou desde o primeiro momento nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, sensibilidade e profissionalismo com que foi atendido, vai compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não podem continuar prestando seu apoio solidário no país”, afirmou o Ministério da Saúde Pública de Cuba.

Bolsonaro reagiu ao anúncio de Cuba em sua conta no Twitter, afirmando que “infelizmente” Cuba não aceitou as condições impostas para a continuidade do Mais Médicos.

“Condicionamos à (sic) continuidade do programa Mais Médicos a (sic) aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados (sic) à ditadura, e a (sic) liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, escreveu o presidente eleito no Twitter.

O Mais Médicos foi lançado em 2013, no governo Dilma Rousseff, para sanar o déficit de médicos no país, estimado pelo Ministério da Saúde em 54 mil profissionais na época. Além de estimular a ida de médicos brasileiros para cidades do interior, o programa pretendia importar profissionais para atenderem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em regiões onde havia carência.

O projeto estabeleceu a criação de mais de 11 mil vagas em faculdades de medicina e alterações curriculares, além da abertura de 10 mil postos para médicos nas periferias de grandes cidades e no interior.

Após as primeiras notícias de que o governo pretendia trazer médicos estrangeiros para atuar no país, protestos foram organizados pela categoria. A dispensa da revalidação do diploma era uma das principais críticas. Os médicos alegavam ainda que não havia carência de profissionais, porém, faltavam infraestrutura, condições de trabalho e plano de carreira para estimular a atuação no interior. Os primeiros cubanos desembarcaram no país em agosto de 2013.

Inicialmente, era permitida a permanência máxima de três anos no programa dos profissionais inscritos. Em abril de 2016, Dilma anunciou uma nova etapa do projeto, que possibilitou aos médicos a prorrogação de seus contratos por mais três anos. A mudança beneficiaria 71% dos profissionais do programa que precisariam ser substituídos até o final daquele ano.

O projeto se baseava num modelo de cooperação assinado entre Brasil, Cuba e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Pela parceria, o pagamento dos profissionais é realizado ao governo cubano, que transfere parte do valor aos médicos. Atualmente, eles recebem quase 3 mil reais. A bolsa paga por Brasília aos outros profissionais do programa é de cerca de 11,8 mil reais.

Os médicos do programa recebem ainda uma ajuda de custo para moradia e despesas básicas, pagas pela prefeitura, e os cubanos, uma passagem anual de ida e volta para Cuba, prevista no contrato assinado com Havana.

Em julho passado, quando o programa completou cinco anos, a reportagem da DW foi à cidade de Lagarto, no interior do Sergipe, que mudou com a chegada dos médicos cubanos. Na mesma época, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, um dos idealizadores do programa, defendeu que só Cuba poderia fornecer ao Brasil os médicos necessários.

Quando foi lançado, em 2013, o programa foi alvo de duras críticas da associações da categoria, que refutavam o argumento do governo sobre a falta de médicos no país. Para eles, a carência de mínimas condições de trabalho era o que evitava a ida de profissionais para o interior.

Além das críticas em relação à cooperação assinada com Cuba, a atuação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma, como estabeleceu o decreto do programa, e a não exigência de conhecimentos elevados do idioma eram vistos como um problema.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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53 comentários

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Hipocrisia

20 de novembro de 2018 às 18h01

Receber o salário integralmente e receber a visita da família realmente é uma ofensa muito grande para um DITADOR. Se for dos nossos de esquerda aí é livre para matar, escravizar, estuprar, roubar, exterminar, cuspir em mulher, etc, visto que nossa ideologia de esquerda é do bem e no fim tudo se justifica pelo bem maior que é a ditadura do proletariado.

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    Luiz Cláudio

    21 de novembro de 2018 às 18h11

    Quando universal é sinônimo de dissoluto, “Lanterna na popa” e Hipócrates são detalhes hierárquicos.

    Responder

Luiz Cláudio

19 de novembro de 2018 às 23h04

O Poder Executivo, se bem compreendo o caso, pode alegar alterações funcionais em seus quadros para romper equiparação funcional. Creio que o Judiciário tenda a acompanhar a declaração formal de ordem técnica do Executivo, mesmo em decisões monocráticas de ministros, e mesmo que flagrantemente sirva para encobrir o não repasse de reajuste, por exemplo, a aposentados e pensionistas. “Funcional” é assim termo ambíguo, podendo se referir à gestão do Executivo ou ao desempenho técnico estrito de uma categoria, por exemplo, engenheiros. Como parece que a ladainha ideológica do Bolsonaro foi desencadeada porque alguns médicos cubanos entraram na justiça para receberem o salário integral, penso, caso o Governo brasileiro tenha sob contrato declarado a equiparação funcional (formal) com os médicos brasileiros, que poderiam obter sucesso junto ao Judiciário. Contudo, quem se diz antissistemático está exposto a dar declarações (funcionalmente) equivocadas, ao menos, antidemocráticas e precipitadas.

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Tamosai

19 de novembro de 2018 às 08h42

O curioso, Miguel, é que esses que criticam o salário dos cubanos não se manifestam em relação ao trabalho escravo explorado pelos ruralistas ou o neo-escravismo dos que seguem a escola de Chicago. O Boçal vai deixar grande parte da população desassistida. Estaremos esperando sentados os médicos brasileiros oriundos de classe média alta e tratados a brioche se deslocarem para locais distantes e isolados, sem shoppings e condomínios de luxo.

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Oblivion

18 de novembro de 2018 às 16h09

Infelizmente, é, simplesmente, a consequência do voto. Sinto muitíssimo por todos aqueles que tinham na atenção dos médicos do programa o cuidado vital, e que agora faltará. Porém, uma coisa não se pode negar, o jb vinha demonstrando há tempos ser inimigo do programa, puramente por questão ideológica. Mesmo assim ele recebeu milhões de votos, muitos de pessoas que precisam desesperadamente de atenção médica do programa. E agora? Dizer o que?
Talvez seria interessante fazer mais matérias trazendo à população os números do programa e (por que não?) a questão contratual do programa. Tenho certeza que os números serão acachapantes no sentido da importância do programa; e desconfio que a questão contratual também seja bem diferente das “verdades” de fake news que são espalhadas pra população cega de ódio. Por exemplo, não vejo nenhuma tiazinha bem vestida preocupada com mortes e sofrimentos que a falta de cuidados médicos levará a regiões até então esquecidas pelo poder público, mas vejo elas dizendo que os médicos cubanos eram escravos, que não podiam trazer a família, que isso e que aquilo. Pelo que vi até agora, o Brasil contratava os médicos através de uma empresa estatal cubana e o pagamento era feito para a empresa estatal cubana. Vejo como uma terceirização de um serviço que vinha sendo negado há mais de 500 anos de história. Agora eles cobram que R$3000,00 é um salário de escravos…. ah é? Engraçado pois me parece que aqueles que mais criticam a contratação dos médicos cubanos são os mesmo que são a favor da precarização das condições trabalhistas dos trabalhadores brasileiros.
Obviamente que o programa tinha que ser encarado como algo emergencial e, pelo que vi, posso estar enganado, assim estava sendo encarado. Uma vez que cursos de medicina comunitária estavam sendo criados em universidades brasileiras.
Por enquanto, me parece que o desejo de sangue e agonia por parte dos analfabetos políticos está sendo atendido.

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Luiz Cláudio Pedroso da Fonseca

17 de novembro de 2018 às 17h07

A primeira coisa que uma pessoa que se torna importante e poderosa faz é escolher seus inimigos. Upa, neguinho na estrada, upa pra lá e pra cá . . .

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darcy

17 de novembro de 2018 às 06h45

Estou estarrecido, não com a atitude do bostanázi, de onde não se espera é de que não vem coisíssima nenhuma, mas dos comentários postos aqui: bozonazistas autênticos. Estou amedrontado, será que os nazifascistas já tomaram mais esta trincheira? Note-se, é só uma constatação, não uma sugestão de censura.

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Jose Pedro

14 de novembro de 2018 às 20h41

Não podemos defender os benefícios trazidos aos brasileiros, se os cubanos não podem trazer a família e ficam sem a maior parte do salário.

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    Miguel do Rosário

    16 de novembro de 2018 às 19h46

    Responder

    Benoit

    17 de novembro de 2018 às 16h43

    Em primeiro lugar eles ficam com a maior parte do salário. Em segundo lugar, acredito que voce nem seja um médico cubano nem brasileiro atendido por médicos cubanos. Não sei com que direito voce decide fazer exigências em nome dos médicos cubanos. Que tal se os médicos cubanos resolvessem fazer exigências e declarações no seu nome que afetassem voce?

    Responder

    Benoit

    17 de novembro de 2018 às 16h45

    Ao contrário do que voce diz, os médicos cubanos ficam com a maior parte do salário, como um artigo na wikipedia esclarece. Em segundo lugar, acredito que voce nem seja um médico cubano nem brasileiro atendido por médicos cubanos. Não sei com que direito voce decide fazer exigências em nome dos médicos cubanos como se voce fosse um médico cubano. Eles também poderiam resolver fazer declarações em seu nome, o que voce acha?

    Responder

      Benoit

      17 de novembro de 2018 às 16h46

      (o comentário foi repetido porque achei que o primeiro deles não ia aparecer)

      Responder

Gustavo

14 de novembro de 2018 às 20h38

Eu sempre tive minhas ressalvas com esse programa, mas é preciso avaliar um pouco os reflexos disso.

Pensar que Cuba fica com 75% do valor pago é realmente ir na linha de compactuar com um regime opressor, pois, seria inadmissível acreditar ser justo que um governo fique com três reais e o trabalhador com um real e que essas divisas financiem uma ditadura (embora mudanças à vista estejam em curso na ilha).

Por outro lado, pensar genuinamente nos interesses do povo brasileiro ficamos com a saúde um pouco órfã nesse caso. Médicos cubanos muitas vezes são mandados para regiões do Brasil onde nenhum médico quer se quer pisar e se ainda o fosse custaria muito a ponto de inviabilizar um quórum mínimo de atendimento.

A questão do revalida tb é outra pedra no sapato e controversa uma vez que não raras as vezes médicos brasileiros são condenados e processados por atuarem em áreas sem o devido reconhecimento acadêmico similar ao revalida pra estrangeiros

Acho muito válido que Bolsonaro (ou qualquer outro governante) queira rever o programa e fazer devidos ajustes para algo que os dois lados concordem e também acho válido que Cuba registre que pontos ela não abre mão para continuar.

Eu só acho que a maneira como foi feita foi um forte sinal de fraqueza diplomática. Um ou dois tweets não deveriam ser suficientes para encerrar uma questão dessa magnitude. Acredito que os embaixadores e ministros deveriam tratar a questão até que todas as possibilidades fossem esgotadas.

Ao final todos saem perdendo. Cuba ficará sem as divisas, Brasil ficará sem médicos em locais de difícil acesso ou pouca procura, um monte de cubanos vão voltar a ilha da qual orgulhosamente saíram e muitos brasileiros menos favorecidos vão sentir a ausência desses atendimentos.

Não faço campanha pra Bolsonaro (e muito menos pro PT), mas se esse for o nível de diplomacia que ele pretende usar com países ideologicamente divergentes o Brasil pode experimentar sérios problemas. Já não bastasse o tapa na cara da Argentina e mercosul (no mínimo deselegante por parte de Paulo Guedes), a polêmica desnecessária com a capital de Israel (que ninguém cobrou posição), temos agora essa do Mais Médicos.

Antipetismo é um boa retórica mas sem um diálogo alto nível temo que as coisas venham a piorar

Responder

    Benoit

    17 de novembro de 2018 às 16h27

    O que voce diz é razoável, mas no que diz respeito a alguns detalhes não tem muito a ver com a realidade. Esse programa funciona há 5 anos e meio com sucesso. Os médicos que vêm sabem quais as condições e as aceitam. A questão da revalidação não me parece séria. Li hoje tweets de um médico que conta qual a realidade do atendimento médico por brasileiros em muitos lugares do interior, o que foi melhorado com os médicos cubanos. O atendimento era feito por estudantes no início dos estudos, era feito por médicos que assinavam vários contratos de 40 horas semanais com municípios diferentes avisando de saida que só iriam trabalhar poucas horas em cada um dos municípios.

    Se voce quiser saber mais detalhes, o autor dessas explicações se chama Thiago Silva (@silvathiagohs). Num dos tweets ele escreve o seguinte: “Querem conhecer uma história desse problema de falta de médicos no Br? Querem saber o que faziam secretários de saúde e estudantes de medicina igualmente CORRUPTOS para perpetuar o problema? Querem saber de onde vem uma parte do ÓDIO ao MAIS MÉDICOS?”.

    Outra questão é que a oposição do Bolsonaro ao programa é uma oposição fundamental e ideológica. Por isso o que aconteceu não foi um simples mal entendido, ou falha de comunicação, ou mesmo diplomacia pouco habilidosa. O Bolsonaro criou mais um problema para populações desfavorecidas de um modo no mínimo irresponsável, mas por decisão dele baseada na sua ideologia de fundo.

    Responder

    Benoit

    17 de novembro de 2018 às 16h41

    Além do mais, algumas informações dadas por voce não são corretas ou incompletas. Segundo a wikipedia, os médicos recebiam a maior parte do salário pago pelo governo brasileiro. Cito da wikipedia: “A partir de março de 2014, os profissionais cubanos passaram a ter direito a US$ 845, sendo que os US$ 400 restantes serão repassados ao governo cubano. Segundo o ministro da Saúde Arthur Chioro, o aumento não representou gasto a mais para o Brasil: “Não tem nenhum centavo a mais do governo brasileiro, é o mesmo recurso que agora passa a ser transferido [para o profissional] pelo governo cubano. O que houve foi uma negociação da presidente Dilma com o governo cubano”.” O que deveria ser reavalizdo é a declaração de alguns médicos brasileiros que talvez devessem ter de fazer uma nova prova para ver se têm condições de exercer a profissão de modo ético. Leia o artigo na wikipedia.

    Responder

      Jose souza

      17 de novembro de 2018 às 23h15

      Fonte Wikipedia ? Sério ? Você sabia que a Wikipedia tem informações falsas e que é editada de modo colaborativo ?

      Responder

      Jose

      17 de novembro de 2018 às 23h19

      Outra coisa, você fiz que os médicos vem sabendo a situação. E daí? Os escravos brasileiros também trabalhavam sabendo a situação. Por que cuba usa escravidão para levantar dinheiro para a ilha ? Por que se lá é tão bom não deixam nenhum cidadão ter a liberdade de entrar e sair quando quiser ? Por que não deixam a família dos médicos virem para o Brasil ? Que liberdade é essa meu amigo ?

      Responder

Bozo & Andrade Artigos para Festas Infantis

14 de novembro de 2018 às 19h49

Suspeitamos que, futuramente, Capitão Presidente ainda ficará de Cuba lançando…

Responder

Paulo

14 de novembro de 2018 às 19h40

Nesse caso não havia o que fazer, senão condicionar a permanência dos médicos cubanos à revalidação do diploma. Do contrário, estaríamos diante de exercício ilegal da medicina. Uma fraude, perpetrada pelo PT, a fim de ajudar a ditadura cubana e ainda posar de Governo socialmente consciente e dadivoso. Lamento pelos cubanos, mas ditadura é isso, toma-lhe até o salário. E ainda tem quem queira…

Responder

    Rose

    14 de novembro de 2018 às 19h47

    Lamento pelos brasileiros!
    O problema do novo governo brasileiro com o Mais Médicos não é a validação ou o salário.
    O problema é que são cubanos e o 171 não quer conversa com Cuba. Acha que está na Guerra Fria ainda.
    Fossem médicos norte-americanos não haveria problemas.

    Responder

      Paulo

      14 de novembro de 2018 às 20h02

      Pode ser, Rose! Não descarto o viés ideológico, mas veja que ele, Bolsonaro, permitiu ao Governo cubano que se enquadrasse num contrato-padrão com o Governo brasileiro, em termos normais. Se uma pessoa trabalha, deve ostentar qualificação pra isso e ter direito ao produto de seu trabalho. O que os dirigentes comunistas faziam é apropriação indébita, e ainda sob a condição de que os familiares ficassem em Cuba, pra evitar pedido de asilo. Triste!

      Responder

    Leonardo Vieira

    17 de novembro de 2018 às 21h06

    Tem uns médicos brasileiros que também não sabem nada. Vc vaí com um problema no medico e volta com dois isso qdo nao vira presunto. Tem diploma, mas conhecimento e competência é bem fracos.
    Se fizessem o revalida também não passavam na prova.

    Responder

Roque

14 de novembro de 2018 às 19h04

Tá certo!!! Chega de ficar mandando dinheiro ,para ditadores comunistas bandidos. Os médicos cubanos são bem vindos, desde que façam o teste de capacidade, tragam a família e fiquem com o salário integral. A mamata acabou, o mito chegou…

Responder

    Rose

    14 de novembro de 2018 às 19h42

    Os ditadores comunistas bandidos formam tantos médicos em Cuba que dá pra atender a população cubana e a população brasileira. Já o Brasil….

    Responder

Jorge

14 de novembro de 2018 às 18h59

Decisão correta!!! O Brasil está feliz com esta decisão, afinal não podemos aceitar que o ditador cubano fique com 75% do salário do médico e nem podemos aceitar que os familiares fiquem reféns dos bandidos cubanos. Quanto ao revalida, tbm acho justo, pois, ninguém tem certeza de que estes cubanos são realmente médicos. Ou seja, se são médicos mesmos, pq não querem fazer o teste de capacidade? Os médicos brasileiros não são obrigados a fazerem o teste?? Chega de ficarmos bancando a boa vida destes comunistas safados. Bolsonaro vc é o Mito!!!!

Responder

Renato

14 de novembro de 2018 às 18h55

Será que após a ofensa de Bolsonaro, Cuba vai também devolver ( ou ao menos pagar em dia ) o dinheiro que o Brasil emprestou para a construção do porto de Mariel ?

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Marcos Videira

14 de novembro de 2018 às 18h05

Estão absolutamente indiferentes a classe média e os parasitas sociais (rentistas) que votaram em Bolsonaro. O programa Mais Médicos não interfere em suas realidades.
Quem vai sofrer mesmo, quem vai ficar mais próximo da morte, serão os mais pobres das regiões mais pobres.
Povo despolitizado também tem consequências…

Responder

    Renato

    14 de novembro de 2018 às 18h54

    Não se esqueça que essa mesma classe média e esses mesmos parasitas sociais ( rentistas ) já estiveram ao lado do Petê e votaram em Lula e Dilma !

    Responder

Stalingrado Lula da Silva

14 de novembro de 2018 às 17h52

Para os bozos que passam por aqui, sugiro assistirem isso : https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-dr-melgaco-documentario-do-dcm-sobre-o-mais-medicos/

Responder

Stalingrado Lula da Silva

14 de novembro de 2018 às 17h50

Bozo falou merda e vai deixar milhões de brasileiros sem atendimento médico.
Via de regras, os médicos brasileiros, quando atendem em postos de periferia ou cidades pequenas, só passam na repartição para assinar o ponto e receber o salário no final do mês.
Já os cubanos atendem os pacientes com respeito, atenção e humanidade.
Perdem os brasileiros.
Pelo nível dos comentários aqui, parece que o Cafezinho foi tomado pelos bolsominions.

Responder

    Ricardo

    17 de novembro de 2018 às 01h03

    Você repete frases feitas e demonstra total desconhecimento do assunto. Os fins não justificam os meios. O fato de existirem médicos brasileiros incompetentes e irresponsáveis, não justifica o fato de trazer outros médicos que não demonstraram sua capacitação (fazendo o Revalida) e que aceitaram trabalhar nos confins do Brasil porque, mesmo ganhando apenas 30% do salário, ainda ganham dez mais do que ganhariam em Cuba. Isso mesmo, o salário de um médico em Cuba equivale a R$ 300,00.
    A principal razão dos médicos brasileiros não quererem trabalhar em algumas localidades do Brasil é pela total falta de estrutura (são locais sem segurança, sem banheiro, sem material, com vazamento, com falta de água…). E qualquer problema que ocorra com algum paciente, a responsabilidade ainda é do médico. Bom né?
    Os médicos cubanos que conheci são realmente educadíssimos, mas isso não quer dizer que eles tenham que ter um tratamento diferente dos médicos brasileiros. Tanto em direitos, quanto em deveres. Isso mesmo, eles tem que ter o direito de ganhar igual a um médico brasileiro (se eles quiserem doar todos o salário para o regime de Cuba, que o façam, mas tem que ser uma opção deles). E tem que comprovar a habilitação também. Nada demais. Se qualquer médico brasileiro (ou qualquer outro profissional) quiser exercer sua profissão no exterior, terá que demonstrar capacidade através de testes práticos, ou pelo menos, terá que fazer a validação do diploma. Em um país minimamente sério, isso é regra.
    O problema é que tua ideologia te cegou. Perdeu totalmente o senso crítico.
    Imagine a seguinte situação: que no Brasil não existisse o programa “Mais Médicos” e tivéssemos um déficit de médicos em algumas regiões do país.
    Você apoiaria que Bolsonaro trouxesse médicos de outros países (Israel ou Estados Unidos, por exemplo), pagando apenas 30% do salário (sendo o restante entregue para o governo “imperialista”) e sem qualquer comprovação da qualificação dos médicos?
    Você e a mídia “progressista” (O Cafezinho, DCM, Brasil247) seriam os primeiros a protestar pelos direitos humanos, contra o fascismo…

    Responder

      darcy

      17 de novembro de 2018 às 09h49

      Bostanazista não assumido fica se justificando, assume logo e pronto, ninguém tem nada com isso.

      Responder

        Ricardo

        17 de novembro de 2018 às 20h29

        Darcy, faltou você contrapor o meu comentário. Tenta se desintoxicar desse pensamento parcial e carregado de ideologia ultrapassada. Antes de buscar desqualificar a pessoa, arranja argumento para tentar desqualificar a ideia.

        Responder

          darcy

          17 de novembro de 2018 às 21h28

          Você que se acha desqualificado eu o chamei de bostanázi, se você tem vergonha de assumir essa idolatria, que culpa tenho eu? Você continua não me dizendo coisíssima nenhuma com esse papo de ideologia falida e outras bobagens, daqui a pouco você vai me mandar pra Cuba, pra Venezuela, pra Coreia do Norte.

          Responder

            Ricardo

            18 de novembro de 2018 às 10h31

            Darcy, o assunto aqui é o tratamento diferenciado e injusto dado aos médicos cubanos no programa “Mais Médicos”. Não se trata de Bolsonaro ou bolsomions ou bostanazi ou qualquer outro termo do seu vasto vocabulário. Novamente, não vi você contrapondo os meus argumentos. Você tem que aprender a ler, depois a interpretar e finalmente responder com um mínimo de argumentação. Às vezes é melhor não falar nada. Passa-se menos vergonha.

            Responder

              darcy

              18 de novembro de 2018 às 12h26

              Sabe que você está certo?Agora vem cá, confessa, deixa de vergonha, você votou no Bozo, não votou?

              Responder

                Ricardo

                18 de novembro de 2018 às 13h09

                Darcy, entende agora porque teu partido e tua ideologia estão se afundando? Pessoas como você afundam a esquerda. Antes de procurar defeito nos outros e de desqualificar as pessoas que pensam diferente de você, faça uma autocrítica. E talvez um dia você mereça, não a concordância, mas o respeito dos outros.

                Responder

                  darcy

                  18 de novembro de 2018 às 13h30

                  Você é chato pra cacete, eu sabia que ia apelar pra ignorância (minha), mas, tudo bem, apesar de você jogar no time dos mais chatos (colega do Galvão, do Casagrande, do Ceni) do Brasil, agora Bananão (royalties Ivan Lessa, sabe que é?) volte a soletrar sua Veja de cabeceira, seu editorial do Globo e pinçar aqui e ali no Google sua cultura, desisto, não jogo mais pérolas pra porcos, mas,cara, que que custa assumir que votou no Bozo?

                  Responder

                  darcy

                  18 de novembro de 2018 às 14h35

                  Tudo bem, eu estava esperando por essa, você me chamar de burro, agora só falta me mandar para Cuba, Venezuela e Coreia do Norte. Prometo não te perturbar mais, vou deixar você entregue a soletrar a Veja, os editoriais do Globo e pinçar aqui e ali umas dicas do Google. Os tempos mudaram, antigamente se dizia que um cara era culto quando lia Seleções (royalties para Nelson Rodrigues).Agora, vem cá, você votou ou não votou no bostanázi?

                  Responder

gN

14 de novembro de 2018 às 17h15

Não falam q a ditadura cubana ficava com 75% do salário do médico…

Responder

    ari

    14 de novembro de 2018 às 18h05

    Vc conheceu algum desses profissionais? Chegou a conversar com eles? Foi atendido por um cubano? Não? Então cale a boca

    Responder

      Pedro

      14 de novembro de 2018 às 20h48

      Eu conheci, fiz uma matéria para uma tv regional e o resumo é: grande benefício aos brasileiros pobres; situação lamentável aos médicos cubanos que sentem saudade da família, não podem os trazer e ficam com pouco dinheiro precisando morar em repúblicas com outros médicos cubanos.

      Responder

O Pai

14 de novembro de 2018 às 16h40

Já vão tarde! Nunca deviam ter vindo.

Responder

    Alexandre Neres

    14 de novembro de 2018 às 16h48

    Moleque! Pra você pode ser fácil, já que não sofrerá as consequências de uma atitude irresponsável que deixa a população brasileira ao léu.

    Responder

      Eu Mesmo

      14 de novembro de 2018 às 17h29

      Conhece o ditado “antes só do que mal acompanhado”?? É parecido.

      Responder

      Renato

      14 de novembro de 2018 às 18h57

      O Brasil viveu 500 anos sem os médicos cubanos . Podemos viver sem eles por mais 500 anos !

      Responder

        Benoit

        17 de novembro de 2018 às 16h53

        renato, o Brasil viveu 500 anos sem voce. Acho até que os babacas do passado tinham mais classe do que voce.

        Responder

    ari

    14 de novembro de 2018 às 18h02

    Obviamente vc nunca viu um deles de perto. Se os tivesse conhecido e recebido seu atendimento saberia o que é realmente ser médico.

    Responder

      Renato

      14 de novembro de 2018 às 18h58

      Deixe de ser babaca. Não é preciso ser atendido por um cubano para saber o que realmente é ser médico. Há muitos médicos brasileiros atenciosos. Se você acha que não, vá embora junto com os médicos cubanos !

      Responder

      Eu Mesmo

      14 de novembro de 2018 às 19h14

      Ari, falando assim vc ofende até os maus médicos brasileiros…..

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Valdeci Elias

14 de novembro de 2018 às 16h37

Mostra que Bolsonaro tem palavra. Nem assumiu e já está cumprindo oque prometeu em campanha. Quem votou nele, tinha consciência que ele encerraria O Mais Médico

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    Benoit

    17 de novembro de 2018 às 16h57

    O Lula foi eleito e saiu do governo com aprovação de 85% dos brasileiros. Quem acha que o bolsonada é uma boa opção está completamente enganado. Os médicos cubanos aumentaram a popularidade do governo da Dilma Rousseff e o ódio daqueles que detestam o Brasil. É esse segundo grupo que é o seu grupo.

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