Audiência de Glenn na Câmara dos Deputados (ao vivo)

Crédito: Reuters

PF na cola de Aécio, Anastasia, Agripino Maia e Paulinho da Força

Por Miguel do Rosário

11 de dezembro de 2018 : 09h53

A PF recebeu autorização da PGR e do STF para mandar seus agentes vasculhar endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), à sua irmã Andrea Neves e ao deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). Consta que a PF também teria pedido a prisão desses três.

A investigação está relacionada à delação premiada de executivos do Grupo J&F.

A PF fez busca e apreensão num apartamento da família do senador em Ipanema, zona sul do Rio.

As investigações também envolvem os deputados Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Benito Gama (PTB-BA) e os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

***

No site do MPF/Lava Jato

STF acata pedido de PGR e ordena buscas e apreensões em endereços ligados a senador e a deputados

Pedido de Raquel Dodge tem o objetivo de reunir provas de pagamento de vantagens indevidas a políticos por parte do Grupo J&F

A pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, estão sendo cumpridos nesta terça-feira (11) mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um senador e a dois deputados federais. Ao todo são 24 mandados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, no Rio de Janeiro,Distrito Federal, Amapá, Rio Grande do Norte e na Bahia. Não há prisões e nem medidas a serem cumpridas na sede do Congresso Nacional.

O objetivo das cautelares, que foram autorizadas pelo relator do caso do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio, é reunir provas do pagamento de vantagens indevidas por parte do Grupo Empresarial J&F a políticos por meio do senador. Como as cautelares são sigilosas, o Ministério Público Federal não divulgará a relação de pessoas e empresas que são alvos da medidas.

Decorrentes de informações prestadas em colaboração premiada por diretores da J&F, as investigações apuram a solicitação de vantagens indevidas por parte do parlamentar, o que teria ocorrido em pelo menos quatro ocasiões. Ao todo, o Grupo Econômico teria repassado cerca de R$ 130 milhões que foram distribuídos a parlamentares de pelo menos três legendas . Em troca dos recursos financeiros, o senador teria prometido favorecimentos em um eventual governo presidencial ( 2015 a 2018) além de influência junto ao governo estadual de Minas Gerais, neste caso, com o objetivo de viabilizar a restituição de créditos tributários.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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10 comentários

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Paulo

11 de dezembro de 2018 às 21h54

Esse Aécio Never emporcalhou a memória do avô…

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ari

11 de dezembro de 2018 às 12h11

Só mesmo se o Aécio fosse um renomado idiota para ainda guardar em casa e/ou escritório documentos ou outras evidências contra ele. Ou seja, essa operação e nada é a mesma coisa, a menos que ele seja realmente um idiota

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Alan Cepile

11 de dezembro de 2018 às 12h05

PF na cola do Aécio? É notícia requentada??
Mas não se preocupe Aécio, se a coisa pegar a barbie do Paraná vai fazer um discurso bem bonito no plenário pra te defender….

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Doda

11 de dezembro de 2018 às 11h38

Agora sim!

Quero ver o que o bando de ptistas vão dizer!!!

Se delação não serve para nada, Aécio é inocente, se serve lula e dilma estão (mais) encrencados!!!

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    ari

    11 de dezembro de 2018 às 12h23

    Má fé, ignorância ou preconceito?
    Nunca se disse que delação não serve para nada. O que sempre se falou é que delação sem provas não serve para nada e é justamente com base nelas que o Lula foi condenado.

    Responder

    Alan Cepile

    11 de dezembro de 2018 às 12h55

    Delação sem investigação não deveria servir pra nada mesmo, exceto no Brasil pós golpe.
    Tem pouco de combate a corrupção e muito de eliminação de concorrência.

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gN

11 de dezembro de 2018 às 10h02

Mas eu pensei Q eles só iam atrás de petistas…

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    Justiceiro

    11 de dezembro de 2018 às 11h07

    Os petistas estão numa sinuca de bico: se acreditarem na delação da JBS contra Aécio, vão ter que acreditar nas delações do mesmo grupo contra Lula e Dilma.

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      Alan Cepile

      11 de dezembro de 2018 às 13h01

      Ué?! A justiça no Brasil é assim agora? Acredita-se ou não na palavra de um criminoso que diz o que o MP e PF querem ouvir pra atenuar a própria pena??? Ligar a palavra do criminoso à provas não seria o mais correto?? Com eventual aumento de pena caso as provas não corroborem com a delação??
      Então o judiciário brasileiro morreu, existe com esse nome mas é uma quadrilha que age pra eliminar concorrência, nada mais.

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Justiceiro

11 de dezembro de 2018 às 10h01

Aécio só não foi preso porque Marco Aurélio Mello, que é o ministro prevento no STF, é um frouxo e detesta mandar prender corrupto.

Mas, mas cuidado petistas com os comentários. Lembrem-se que essa delação da JBS é a mesma que disse que Lula pegou 70 milhões de dólares e Dilma, 80 milhões de dólares.

Não vão dizer que só a parte que envolve Aécio é a verdadeira.

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