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Acordo com EUA faz Lava Jato cair em contradição e ‘inocenta’ Lula, alega defesa

Por Redação

21 de março de 2019 : 11h38

Na Rede Brasil Atual/Brasil de Fato

Petição ao STJ solicita revisão da condenação do ex-presidente, alegando que acordo entre MPF de Curitiba e governo dos EUA apresenta Petrobras como ré, mas, para incriminar Lula, a estatal era vítima

Defesa de Lula aponta manipulação dos processos por procuradores da Lava Jato para incriminar o ex-presidente e tomar posse de bilhões de reais em recursos públicos

Brasil de Fato – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou petição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) solicitando que a corte analise o acordo entre a Petrobras e órgãos do governo dos Estados Unidos, e revise a condenação do ex-mandatário no caso que ficou conhecido como o triplex do Guarujá.

No acordo entre membros do Ministério Público do Paraná e os EUA, que entre outras coisas previa a criação de uma fundação de direito privado com R$ 2,5 bilhões provenientes de uma multa paga pela Petrobras, a estatal brasileira se apresenta como ré, e não como vítima, como figurava no processo que levou Lula à prisão.

Segundo os argumentos da defesa, as razões que originaram o acordo entre a Lava Jato, a Petrobras e o governo estadunidense são incompatíveis com a sentença de Lula. No documento do acordo, a Petrobras aparece como ré e responsável pelos desvios na empresa. Já no processo contra Lula, a empresa é descrita como vítima, tendo desempenhado inclusive como assistente da acusação.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que “não é possível, em torno dos mesmos fatos, a empresa ser vítima no Brasil e criminosa nos Estados Unidos”. Ainda segundo o comunicado, “em nenhum momento do documento, assinado pela equipe de (Deltan) Dallagnol, a empresa responsabiliza o ex-presidente Lula pelos desvios da Petrobras”.

Outro elemento novo apresentado pela defesa diz respeito a um processo trabalhista no qual é revelado que Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS, pagou R$ 6 milhões a outros delatores para “ajustarem” seus depoimentos. A delação de Pinheiro é um dos principais elementos da denúncia contra Lula no processo do triplex.

Finalmente, a defesa de Lula afirma que o ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, responsável pela condenação do ex-presidente, “sonegou informações sobre os acordos e depoimentos de delatores da Lava Jato com autoridades americanas”.

Os advogados ainda exigem acesso aos documentos de cooperação entre a Lava Jato e as autoridades estadunidenses que já admitiram haver colaborado no processo contra o ex-presidente Lula sem obedecer os procedimentos oficiais, ou seja, de forma ilegal.

Em março de 2018, a defesa de Lula já havia denunciado o caso à Justiça, ao apresentar vídeos nos quais Kenneth Blanco, então vice-Procurador Geral Adjunto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), e o Trevor Mc Fadden, então Subsecretário Geral de Justiça Adjunto Interino do governo estadunidense, fazem um relato da cooperação com as autoridades brasileiras, baseada apenas na “confiança”.

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9 comentários

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Lázaro

21 de março de 2019 às 19h26

A petralhada tenta tenta, mas não vai conseguir soltar o Chefe de seu bando de ladroagem, bandido dos infernos deve morrer no inferno queimando por toda a eternidade

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Paulo

21 de março de 2019 às 15h34

1) “Não é possível a empresa ser vítima no Brasil e ré, nos EUA”. É possível, sim, aqui a Petrobrás é vítima de crimes previstos no Código Penal, já que foi saqueada nos mandatos Lula/Dilma; lá, é ré por ter lançado ações na Bolsa de NY, e, assim, assumido compromissos de lisura e boas práticas corporativas que não soube honrar, perante os acionistas americanos;

2) Quanto à colaboração de autoridades americanas com a PGR, desconheço o teor, e, possivelmente pelas mesmas razões, Sérgio Moro as tenha desconsiderado, nos autos;

3) Essa “prova emprestada” do processo trabalhista é potencialmente explosiva e tem, sim, o dom de infirmar os depoimentos de LP e assessores, e pode gerar a rescisão da sentença, se esta se apoiou exclusivamente nelas.

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Justiceiro

21 de março de 2019 às 15h13

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Esse Zanin é dos nossos. Pronto para fazer o calango perder mais uma.

Querem prender a vítima e soltar o ladrão…

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Responder

Renato

21 de março de 2019 às 13h48

Temer Livre ! kkkkkkkkkkk

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Sérgio Araújo

21 de março de 2019 às 13h47

Que…?

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Alan Cepile

21 de março de 2019 às 13h05

Essa condenação do Lula no caso do triplex é a coisa mais escalafobética do mundo jurídico, deve ser a primeira vez no planeta que o juiz, que condenou o réu, confessou, publicamente e por escrito, que o triplex não tem nenhuma relação com os contratos da Petrobrás, mesmo assim o condenou…. Hein?!

Outra, é igualmente inédito no planeta um réu ser acusado de uma coisa e ser condenado por outra. Sim, o moro teve a “capacidade” técnica de fazer isso.

Mais uma, logo após a condenação do Lula o triplex foi a leilão pra pagar dívidas da OAS por determinação de uma juíza que logo viu o que todo mundo sabe, que o triplex é da empresa.

E pra terminar, curioso né? Nos EUA a Petrobrás é sempre a culpada, a fizeram até pagar uns bilhões (do povo, lógico) de uma tal indenização que nem aconteceu na justiça…. E aqui a mesma Petrobrás é sempre a vítima….

FARSA JATO

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    Sergio Araujo

    21 de março de 2019 às 13h10

    Otima fotografia da cultura brasileira Alanzinho.

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      Alan Cepile

      21 de março de 2019 às 13h34

      – 3 laranjas
      – corte em duas bandas
      – esprema
      – coloque em copos com gelo
      – adoce a gosto
      – sirva

      Responder

Sergio Araujo

21 de março de 2019 às 11h52

Vai dar certo com certeza.

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