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BC ignora crise econômica e social e mantém juros

Por Redação

21 de março de 2019 : 11h42

Mesmo com a deterioração da atividade econômica e do mercado de trabalho, técnicos do ultraneoliberal Banco Central mantém as taxas de juro.

Urge adicionar às diretrizes do BC a preocupação com o emprego no país, como ocorre com todos os bancos centrais do mundo desenvolvido!

As políticas macroeconômicas neoliberais, ancoradas no Banco Central, e nunca alteradas ao longo dos últimos 20 anos, mesmo durante governos progressistas, são o principal entrave ao desenvolvimento do país!

***

No site do Banco Central

Copom mantém taxa Selic em 6,50 % ao ano

20 de Março2019
Publicado às 18:05
Atualizado 20/03 às 18:05

​O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 6,50% a.a.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

Indicadores recentes da atividade econômica apontam ritmo aquém do esperado. Não obstante, a economia brasileira segue em processo de recuperação gradual;

O cenário externo permanece desafiador. Por um lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas recuaram desde a reunião anterior do Copom. Por outro lado, os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, mostram-se mais elevados;

O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram em níveis apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária;

As expectativas de inflação para 2019, 2020 e 2021 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,9%, 4,0% e 3,75%, respectivamente; e

No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,9% para 2019 e 3,8% para 2020. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 6,5% a.a. e se eleva a 7,75% a.a. em 2020. Também supõe trajetória para a taxa de câmbio que termina 2019 em R$/US$ 3,70 e 2020 em R$/US$ 3,75. No cenário com juros constantes a 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$/US$ 3,85*, as projeções situam-se em torno de 4,1% para 2019 e 4,0% para 2020.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, (i) o nível de ociosidade elevado pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. O risco (ii) se intensifica no caso de (iii) deterioração do cenário externo para economias emergentes. O Comitê avalia que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela manutenção da taxa básica de juros em 6,50% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, com peso gradualmente crescente, de 2020.

O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

O Comitê enfatiza que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado. O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo. O Comitê ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

O Copom avalia que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (Presidente), Bruno Serra Fernandes, Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza e Tiago Couto Berriel.

* Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio R$/US$ observada nos cinco dias úteis encerrados na sexta-feira anterior à reunião do Copom.

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4 comentários

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Renato

21 de março de 2019 às 13h39

Bom mesmo era na época de Dilma, a mula, em que a taxa selic chegou a 13% ao ano. E eu não me lembro de o blogueiro ter reclamado.

Responder

    Alan Cepile

    21 de março de 2019 às 13h46

    Blogueiros tipo 247 não reclamaram mesmo não, e todo mundo sabe pq.
    Agora, eu fiquei puto com a Dilma e ali o PT começou a me perder como eleitor.
    PT nunca mais.

    Responder

      Sérgio Araújo

      21 de março de 2019 às 13h55

      Alanzinho,

      não votou no segundo turno ?

      Responder

LUPE

21 de março de 2019 às 13h29

Caros leitores
As pilhagens, os roubos, os saques
contra o Brasil e os brasileiros
são muito MUITO, MUITO mais escabrosos
do que a gente sabe.
São muito mais escabrosos
que se possa imaginar .
Exemplos:
(A Privataria Tucana nos anos 90, Vale de U$ 100 BI por menos de U$ 3 BI, se tanto,
pré sal entregue
por Temer e Bolsonaro
de US$ 60 BI o valor do barril de petróleo por até U$ 0,34 ,
isso mesmo,
zero vírgula 34 centavos,
entrega da EMBRAER por Bolsonaro, etc. etc, etc, etc, etc, etc).

O controle do Banco Central
na mão de nossos inimigos
é muito mais prá lá de escabroso.
Para resumir,
o crime, a perversidade, a desumanidade
que será a REFORMA DA PREVIDÊNCIA
tem como principal motivo
A GARANTIA DE LUCROS DOS BANCOS
SEM QUE ESSES FAÇAM FORÇA.

O assunto é meio complicado
para leigos em Economia,
mas recomendo verem as palestras e os comentários
da brilhante economista MARIA LUCIA FATTORELLI.
sobre este assunto.

E a Grande Mídia,
principalmente a Globo,
não noticia, não informa, não comenta,
deixa as pessoas na ignorância do que se passa ,
das coisas ESCABROSAS
que são perpetradas permanentemente,
diariamente.

NÃO FAZ LAVA JATOS
PARA OS CASOS ESCABROSOS
PERPETRADOS PELOS NOSSOS INIMIGOS
NO DIA A DIA.

QUANDO AS PESSOAS VÃO ENTENDER
QUE A GRANDE MÍDIA
É INIMIGA DOS BRASILEIROS,
TRABALHA PARA OS INTERESSES
DE NOSSOS INIMIGOS?

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