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Curiosidades sobre a pesquisa Datafolha sobre o feminismo

Por Redação

17 de abril de 2019 : 10h12

A pesquisa Datafolha sobre o feminismo mostra contradições curiosas na distribuição das ideias no Brasil. Pessoas mais pobres, que votam na esquerda, são mais conservadores nos costumes, em especial para questões identitárias, como o feminismo.

Até mesmo entre eleitores que marcaram o PT como seu partido de preferência (14% do total dos eleitores, segundo o Datafolha), 39% responderam que “não apoiam” o feminismo.

Eu destaco alguns pontos:

  • Mais pobres são os que menos apoiam feminismo (apenas 49%).
  • Apoio ao feminismo entre mais ricos é de 58%.
  • Apoio ao feminismo entre mais jovens é forte (61%), e cai entre mais velhos.
  • Apoio ao feminismo é mais forte entre profissionais liberais (84%), funcionários públicos (71%), estudantes (64%)  e donas de casa (100%) e mais fraco entre assalariados sem registro (43%), aposentados (49%) e empresários (43%).
  • Entre simpatizantes do PT, 39% não apoiam o feminismo, mesmo número dos brasileiros sem preferência partidária; 53% dos petistas apoiam o feminismo, mesmo número dos simpatizantes do PSDB.
  • Entre partidários do PSOL, 100% apoiam o feminismo.
  • Entre simpatizantes do PSL, partido de Bolsonaro, maioria de 69% não apoiam o feminismo.
  • Entre eleitores de Bolsonaro, 46% não apoiam o feminismo, mas também 46% apoiam.
  • Entre eleitores de Haddad, 33% não apoiam o feminismo, contra 59% que apoiam.
  • Entre os que votaram branco ou nulo, 58% afirmaram que apoiam o feminismo.
  • Entre os consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo, 60% apoiam o feminismo.
  • Os eleitores menos instruídos tendem a apoiar menos o feminismo. Quanto mais instruído, mais feminista.

38% das mulheres brasileiras se consideram feministas

Opinião Pública – 15/04/2019 12h20
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DE SÃO PAULO

Uma parcela de 38% das mulheres com 16 anos ou mais se considera feminista no Brasil, e 56% rejeitam se associar ao feminismo, com os demais 6% sem opinião sobre o assunto.

As mais jovens se identificam mais como feministas (47%), e as mulheres de 35 a 44 anos, menos (30%). Esse indicador também fica abaixo da média entre as mulheres que estudaram até o ensino médio (33%, ante 42% entre quem estudou até o ensino fundamental e 44% na parcela que estudou até o ensino superior).

Na parcela de evangélicas da população, 32% se definem como feministas, ante 40% entre católicas e 57% entre mulheres que não têm religião. Entre mulheres de cor preta, 47% são feministas, índice que fica em 37% entre paradas e 36% entre brancas.

As eleitoras de Bolsonaro também se consideram, proporcionalmente, menos feministas (32%) do que as que votaram em seu adversário no 2º turno da eleição, Fernando Haddad (49%). Entre as mulheres que aprovam o governo Bolsonaro, 29% se associam ao feminismo, ante 37% na parcela que avalia sua gestão como regular, e 48% entre quem o desaprova.

Os homens foram questionados sobre seu apoio ao feminismo, e 52% disseram apoiar, contra 40% que não apoiam e 8% que não opinaram. Os mais jovens são os que mais apoiam (61%), e é menor nas demais (49% na faixa acima de 60 anos). Há também variação conforme a escolaridade (47% entre os menos escolarizados, 53% na fatia que estudou até o ensino fundamental e 58% entre quem estudou até o ensino superior).

O segmento que votou em e Bolsonaro se divide sobre o apoio ao feminismo: 46% apoiam e 46% são contra, e há 8% que não opinaram. Uma fatia de 30% dos homens no Brasil pretende, a partir da flexibilização das regras para ter acesso a armas, comprar uma para se defender, e neste grupo o índice dos que não apoiam o feminismo sobe 47%, ante 44% que declaram apoio.

Em questão aplicada a todos, houve divisão sobre os benefícios do feminismo para as mulheres e para a sociedade. De forma geral, 45% acreditam que o feminismo traz mais benefícios para as mulheres, e 41% atribuem mais prejuízos. Há ainda 3% de indiferentes ao tema e 11% que preferiram não opinar. Entre os homens, 48% veem o feminismo como mais benéfico para as mulheres, índice que fica em 43% entre as mulheres.

Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, 60% consideram o feminismo mais positivo para as mulheres, ante 42% na faixa intermediária de idade, de 35 a 44 anos, e 37% na mais avançada, com 60 anos ou mais.

O resultado da avaliação sobre o impacto do feminismo sobre a sociedade traz resultados similares: para 47%, traz mais benefícios do que prejuízos, e 40% pensam o contrário, que gera mais prejuízos. Uma parcela de 2% é indiferente ao assunto, e 11% não responderam.

No universo das mulheres, 45% avaliam o feminismo como mais benéfico para a sociedade, e para 38% é prejudicial. Entre os eleitores de Bolsonaro, 39% avaliam que o feminismo traz mais benefícios para a sociedade, e 48%, que traz mais prejuízos.

Pelo que sabem ou ouviram falar, a maioria (69%) dos brasileiros avalia que o espaço ocupado pelas mulheres na política é insuficiente. Para os demais, é suficiente (20%) ou mais do que suficiente (9%), e 3% não opinaram.

Na fatia dos homens, 67% veem como insuficiente o espaço das mulheres na política, índice similar ao registrado entre as próprias mulheres (70%). Entre quem tem curso superior, esse índice vai a 83%, e recua de acordo com a escolaridade (é de 56% entre quem estudou até o ensino fundamental). A mesma lógica vale para a análise por renda: quanto maior a renda mensal familiar do entrevistado, maior a disposição a ver o espaço da mulher na política como insuficiente. Na parcela de eleitores de Bolsonaro, 63% têm a mesma opinião sobre o assunto.

Texto publicado no site do Datafolha

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23 comentários

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Eliane Ganem

20 de abril de 2019 às 14h31

Fui feminista na década de 70, e hoje pensava que esse assunto já estava resolvido. Mas depois das estatísticas de morte de mulheres atualmente por causa do machismo no Brasil e pelos comentários postados aqui pelos homens, voltei a ser feminista hoje. Apesar de bonita, cheirosa, com pelos aparados nas pernas e debaixo dos braços, o que nem devia ser comentado aqui pelos machistas, me sinto na obrigação de voltar à ativa e falar o que eu penso. Nada tenho contra os homens, acho que uma boa parte é de seres lindos e maravilhosos, porque sou hetero, mas os homens não aparam seus pelos e ninguém fala nada, e não são cheirosos. Mas além de voltar à ativa, vou respeitar ainda mais o feminismo, que continua sendo o único movimento capaz de proteger a mulher. Machistas de plantão, revejam seu discurso e tenham a dignidade de pensar melhor a respeito do feminino e do feminismo. Foi de uma vagina de mulher que vocês nasceram.

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Éder

19 de abril de 2019 às 08h01

Feminismo e merda pra mim é a mesma coisa. Um antro de contradições e senso comum, distorcedor descarado da verdade e onde se venera a irracionalidade.
Tente questionar uma feminista e vc vai entender do que falo; isso sem contar que são massa de manobra da esquerda. Na Europa o feminismo vem diminuindo tbm… psé, parece que elas perderam a utilidade.
Diferenças existem até na densidade de regioes do cérebro; ai surgem Alices no país das Maravilhas fazendo malabarismos com a realidade e ignorando fatores biológicos importantes – pra elas, até a ciência é machista e alegar dominação masculina é só reprodução de pensamento patriarcal. Já deu! Tô de saco cheio dessa policia da verdade…

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Justiceiro Hroth-Beorht

17 de abril de 2019 às 22h24

Sou favorável ao movimento! Uma pergunta que não posso deixar de fazer: Qual motivo, pra ser feminista tem que ser relaxada com a aparência, largada, descuidada, roupas de xepa. Não é compatível ser feminista, reivindicar direitos, e ter um aspecto exuberante como é peculiar as mulheres?

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    Paulo

    17 de abril de 2019 às 22h45

    Há um aspecto constantemente negligenciado, nas hostes feministas. É difícil ter que dizer isso, mas a maioria das feministas são homossexuais não assumidas, que querem trocar o suposto jugo masculino sobre as mulheres femininas pelo protecionismo homossexual delas próprias, feministas (claro que há nuances)…

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      Sergio Araujo

      18 de abril de 2019 às 09h29

      Sào transtornadas que nào representam nada e sào exploradas politicamente.

      Mulheres tem vergonha de ser associadas a esses “movimentos”.

      Responder

    Éder

    19 de abril de 2019 às 08h03

    Por isso recomendo que vc seja contra o movimento: pra elas vc foi machista e agressivo ao sugerir que a mulher tem aparência exuberante, ainda mais ao alegar que isso é “natural”.
    Por isso elas adoram Frida Kahlo e vivem com a pexereca suja e o sovaco peludo.

    Responder

Sérgio Araújo

17 de abril de 2019 às 21h32

São exploradas politicamente sem nem perceber, a mesma coisa os gays, ecc…

Põe uma mulher que não vota quem elas gostam ali no meio pra ver quanto são fêmeas…

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Paulo

17 de abril de 2019 às 18h02

Feminismo seria o contraponto do machismo? Ou a outra face da mesma moeda?

Responder

    Sergio Araujo

    17 de abril de 2019 às 18h16

    E’ uma palhaçada politica desfaraçada, nada mais.

    Responder

      Paulo

      17 de abril de 2019 às 19h25

      Sim, assumiu posição política manifesta, e foi incorporado à agenda cultural das esquerdas!

      Responder

    Alan C

    17 de abril de 2019 às 18h25

    Nem uma coisa, nem outra.

    Não pode ser contraponto pq o feminismo não entra num embate com o machismo, e nem poderia ser a outra face da moeda pq o feminismo prega que mulheres e homens são iguais, se pregasse superioridade aí sim poderia ser a outra face da moeda.

    Responder

      Paulo

      17 de abril de 2019 às 19h24

      Não, Alan! A moeda é igual dos dois lados. E quem disse que o feminismo não se contrapõe ao machismo? O argumento procura sempre o seu antípoda, para triunfar. Veja o caso do blog: estamos há décadas da queda do Muro de Berlin e os pólos se atacam por aqui, ainda, rsrs (produzindo dissenso para se justificarem)!

      Responder

Ronaldo Barros

17 de abril de 2019 às 17h21

Achei muito interessante o artigo. Seria muito bom se fizesse igualmente sobre os negros e racismo, nesta pesquisa.

Responder

Luiz Tavares

17 de abril de 2019 às 15h07

Eu só queria saber , onde , quando e como foram feitas as pesquisas que deram esses números de porcentagens (( tanto % disso , tanto % daquilo , etc )) ???????!?????

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    Sérgio Araújo

    17 de abril de 2019 às 15h27

    Em lugar nenhum.

    Responder

    Alan C

    17 de abril de 2019 às 18h31

    Onde? A pesquisa é nacional, portanto, em todo território brasileiro, está na primeira frase da matéria.

    Quando? Esta matéria não aponta, mas é só acessar o site do datafolha e acessar a pesquisa na íntegra.

    Como? Acessando a pesquisa na íntegra lá irá constar a metodologia.

    Responder

Aliança Nacional Libertadora

17 de abril de 2019 às 13h12

Que nível de comentários atingiu o Cafezinho…..queria ver alguma análise mesmo….mas só foi para ressaltar o PT com a porcentagem….pior é que os coxinhas e cirominions daqui nem ligaram….se resumiram a criticar o feminismo…… e entre os eleitores do PDT? Não teve nada aí?

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lucio

17 de abril de 2019 às 12h37

sou contra o feminismo.
o feminismo (e aquela bosta de ideologia gender) na europa e nos eua se tornou um neo-nazismo.
na europa e nos eua as (falsas) “esquerda” tem uma agenda economica egual a do bolsossauro, tanto que direitos trabalhistas e controle do estado sobre setores estrategicos da economia sao temas levados por os partidos de “direita”. as (falsas) “esquerdas” só se importam com feminismo e lgbtropsnvrxzv.
lá o mundo esta de cabeça para baixo… aqui nao.

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Elson de Mendonça Ribeiro

17 de abril de 2019 às 11h56

Nenhuma análise?

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Alan C

17 de abril de 2019 às 11h22

Parabéns às mulheres, estão no caminho certo e mostrando que, pelo menos nesse braZilzinho, elas estão à frente e dando uma aula de cidadania.

Por aqui, definitivamente, as mulheres tem sido o sexo forte.

Responder

    Sergio Araujo

    17 de abril de 2019 às 11h50

    E’ sò politica de baixo nivèl desfarçada Alanzinho, nada mais do que isso.

    Responder

      Alan C

      17 de abril de 2019 às 16h17

      sei

      Responder

Sergio Araujo

17 de abril de 2019 às 11h11

Jà vì coisas ridiculas mas esse tal de feminismo, LGSMADDVFVismo ou como se chama e afins ganham de todas…as mesmas palavras nào possuem significado algum.

Sào manifestaçoes ridiculas e de mal gosto (bastante feio de se ver)…pelo que me pertençe podem fazer a vontade.

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