Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

Gasolina aumentou quase 60% depois do golpe

Por Redação

06 de maio de 2019 : 09h50

A matéria abaixo, publicada no site da CUT, prova uma tese que considero cada dia mais substantiva. Jair Bolsonaro, em todas as acepções, é a continuação do governo de Michel Temer.

Entretanto, a conclusão mais importante é que o impeachment de Dilma Rousseff foi extremamente lucrativo para quem vende gasolina e óleo diesel no Brasil.

Coincidentemente, as importações de óleo diesel, principal combustível usado no sistema nacional de transporte, cresceram dramaticamente nesse mesmo período, quase tudo vindo dos Estados Unidos (leia a matéria que fizemos sobre o assunto).

***

Bolsonaro mantém política de Temer e gasolina aumenta quase 57% em três anos

De julho de 2017 até hoje, a gasolina aumentou 56,97% enquanto a inflação do período acumulou 7,14%. “Não há perspectiva de mudança no preço se o governo não mudar política”, diz coordenador geral da FUP

Publicado: 03 Maio, 2019 – 14h43 | Última modificação: 03 Maio, 2019 – 14h56

Por Tatiana Melim

Adotada em julho de 2017 pelo governo do ilegítimo Michel Temer (MDB), a política de preços da Petrobras de reajustar os combustíveis de acordo com a variação cambial e da oscilação do barril de petróleo no mercado internacional continua com Jair Bolsonaro (PSL) e tem pesado cada vez mais no orçamento da classe trabalhadora e de toda a sociedade brasileira.

Na última terça-feira (30), a Petrobras informou o reajuste médio de R$ 0,07 no litro da gasolina nas refinarias, o que representou um aumento de 3,5% ante o valor médio negociado anteriormente, de R$ 1,975 por litro.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nas bombas terminou a semana passada a R$ 4,063. Em alguns estados, porém, segundo a própria ANP, o valor médio é ainda maior e o litro chega a R$ 4,962 no Rio e R$ 4,937 no Acre.

Na vida real, o preço é mais alto ainda. O valor final pago pelo consumidor ultrapassa os R$ 5,00. É o caso dos moradores de Rio Branco, no Acre, que há mais de seis meses não conseguem pagar menos de R$ 5,00 no litro da gasolina. Em setembro do ano passado, quando o preço do litro da gasolina atingiu o patamar mais alto desde julho de 2017, os acreanos chegaram a pagar R$ 5,15 no litro do combustível e o valor nunca caiu, apenas oscila entre R$ 5,09 e R$ 5,15.

No interior do Acre, a situação é ainda mais grave. Os moradores de Cruzeiro do Sul estão pagando R$ 5,580 no litro da gasolina. “Deve ser a gasolina mais cara do país”, diz o vice-presidente da CUT-AC, Edmar Batista Tonelly.

Segundo Edmar, o impacto dessa política está afetando toda a população, inclusive a que não tem carro. Isso porque os reajustes muito acima da inflação impactam no valor de diversos produtos, em especial os alimentos, que pesam muito no orçamento das famílias brasileiras.

“O preço do frete aqui na região é caro por causa da localização geográfica e isso faz com que os aumentos dos combustíveis sejam repassados para praticamente todos os produtos consumidos pela população aqui do Acre”, explica.

Gasolina sobe mais do que a inflação

De julho de 2017 até hoje, a gasolina aumentou 56,97% nas refinarias da Petrobras enquanto a inflação do período acumulou 7,14%, segundo dados da subseção do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Já a variação do preço do diesel, que atinge diretamente os caminhoneiros, que ameaçam parar novamente assim como fizeram em maio de 2018, foi de 50,14% no mesmo período.

O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, diz que não há perspectivas de queda no preço dos combustíveis se a Petrobras insistir em manter a atual política de preços que penaliza o consumidor final.

“Não há expectativa de que o preço do barril de petróleo terá queda no próximo período. Portanto, se aumenta lá fora, há repique aqui dentro e quem paga são os brasileiros”, explica Rangel, lembrando que a crise no país vizinho, a Venezuela, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo, inevitavelmente impactará no valor internacional do petróleo. “E sabemos que o preço dos derivados tem uma influência grande nos resultados econômicos, pois afetam toda a cadeia produtiva”.

Segundo o dirigente, o Brasil só perde para a Noruega, que tem uma política de encarecimento do valor dos combustíveis fósseis como forma de incentivo do uso da energia limpa. “O que claramente não é o caso do Brasil”, ressalta.

“A Petrobras reajustou o preço do derivado em 3,5% essa semana. Estamos falando de um reajuste que é quase a inflação anual. Esse é um verdadeiro absurdo que está sendo praticado e é isso que estamos denunciando desde que a política foi adotada em 2017”.

Mudança na política

Para o coordenador geral da FUP, somente uma mudança na política adotada pela Petrobras será capaz de reverter o atual cenário. Ele aponta três medidas prioritárias:

1 – Adotar uma política que leve em consideração um período maior (pelo menos três meses) de avaliação da oscilação do valor do petróleo no mercado internacional;

2 – Retomar a capacidade de refino das refinarias da Petrobras, que operam hoje com apenas 70% da capacidade;

3 – Concluir as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e da refinaria Abreu e Lima, tornando o Brasil autossuficiente na produção e refino.

“Essas três medidas são fundamentais para diminuir o preço dos combustíveis e fazer com que a Petrobras retome o seu protagonismo com resultados positivos na economia brasileira”, defende Rangel.

Privatização só vai piorar a situação

O governo de Bolsonaro, no entanto, segue na contramão do que precisaria ser feito, avalia o coordenador geral da FUP. Ele critica o programa de desinvestimento do governo, que anunciou a venda de oito refinarias da Petrobras: Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR).

Um dos argumentos utilizados pelo governo é de que com a venda das refinarias haverá mais concorrência e, assim, o preço dos combustíveis ficará mais barato para o consumidor.

Mas, segundo Rangel, essa ideia é falsa. “É mais uma mentira que o governo tenta contar para vender o patrimônio do povo brasileiro. Com a atual política, já estamos vivendo na lógica do mercado privado”.

“A privatização não se trata de uma simples concorrência, o máximo que vai acontecer é a formação de um cartel, onde o preço dos derivados será combinado entre as oito ou nove empresas que comprarem as refinarias e isso não garantirá que o preço dos combustíveis vá baixar”, afirma.

“Pelo contrário, o governo deixa de ter responsabilidade sobre as refinarias privatizadas, onde não há nenhum tipo de compromisso com o controle de preços, ao contrário do que acontece em uma empresa estatal, onde o governo é responsável por controlar os preços e responder à sociedade, que hoje paga pelos rejustes da gasolina mais altos que a inflação”.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

28 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

eclesiton

07 de maio de 2019 às 09h27

é de se esperar esse aumento mesmo, já q faz tanto tempo desde o golpe de 1889, quando a familia real foi deposta kkkkkk É GÓÓÓÓÓÓPI

Responder

Ivan

07 de maio de 2019 às 01h39

Perguntas aos coxinhas do blog:

60% tá pouco? Vc vão falar que tá certo? De quem é a culpa??

Responder

    Alan C

    07 de maio de 2019 às 19h18

    Desista, não vai ter essa resposta.

    Responder

Nelson

06 de maio de 2019 às 17h53

Depois que o Michel Temer e sua maioria de corruptos e vendilhões da pátria do Congresso Nacional aprovaram a isenção de impostos no montante de R$ 1 trilhão para as petroleiras estrangeiras, além de entregar petróleo a preço vil, praticamente de graça, é a vez do governo de Jair Bolsonaro contribuir com sua cota de entreguismo.

Pelo jeito, ele está ávido para entregar todas as nossas riquezas. Conforme Fernando Siqueira, diretor da Associação de Engenheiros da Petrobrás [Aepet], Bolsonaro vai obrigar a maior empresa brasileira, orgulho nacional, a entregar 21 bilhões de barris de petróleo às estrangeiras por apenas R$ 100 bilhões.

Detalhe. A preços de hoje, essa montoeira de petróleo vale nada menos de R$ 3,2 trilhões.

E a coxinhada, pataiada, trouxaiada – minions em geral -, estavam indignados com a corrupção na Petrobrás que teria ceifado R$ 3 bilhões da estatal. Não é corrupção o Bolsonaro entregar R$ 3,1 trilhões do povo brasileiro de mão beijada aos estrangeiros?

Responder

    LUPE

    06 de maio de 2019 às 18h08

    Caro Nelson

    Pelo que já li em diversas fontes ,
    inclusive dos engenheiros da Petrobrás (AEEPET)
    as reservas já descobertas do pré sal ,
    há um ano atrás ,
    mais ou menos ,

    foi avaliado , em 5 (cinco) TRIlhões de DÓLaRES.

    Mas vários poços contíguos vão surgindo,
    sendo descobertos……….

    Responder

    Alan C

    06 de maio de 2019 às 18h24

    Nelson, claro que é, mas o seu comentário é o típico comentário que pobre de direita idiota finge que não vê pq não sabe o que dizer pra tentar contra-argumentar.

    Responder

      Walter Anastácio

      21 de fevereiro de 2020 às 19h59

      Se ele é pobre de direita, você é o quê?kkkkk

      Responder

    Sergio Araujo

    06 de maio de 2019 às 19h31

    Nào sou a favor da privatizaçào da Petrobras mas me parece tudo muito simples demais para ser como vòce diz…tudo muito elementar.

    De paises (pra frènte anòs luzes o Brasil) que privatizam e privatizaram grandes empresas nacionais tà cheio o Mundo.

    Responder

      LUPE

      06 de maio de 2019 às 22h38

      Caro Sergio Araujo

      Bandido “comentarista” agente no Cafezinho,
      a serviço de nossos inimigos.

      Cite quais países
      entregaram as estatais a teus patrões
      e se deram bem.

      Margareth Thatcher ,
      que serviu aos seus patrões ,
      nossos inimigos,
      que nem você serve ,

      entregou quase todas as estatais inglesas
      para os teus patrões.

      A inglaterra se fffffffffffffff Si f……………….

      Hoje a França ultrapassou a Inglaterra
      (não falo do Reino Unido,
      só a Inglaterra….)

      foi ultrapassada pela França.

      O ranking na Europa agora tá aassim >>>> Alemanha em primeiro
      (acho que Rússia tá em primeiro , mas , a Mídia ,
      controlada pelos nossos inimigos ……………..) .

      Em segundo (que sempre foi a Inglaterra) >>>>>>>>>>> está a França .

      Em terceiro >>>>>>>>>>> a Inglaterra.

      Cuidado que a Itália
      tá correndo por fora ,

      e pode ultrapassar a velha Senhora ,

      traída pela Dama de Ferro lesa pátria MARGARETH THATCHER…………………….

      Responder

        LUPE

        06 de maio de 2019 às 22h42

        MT, que serviu aos seus patrões……………..

        Responder

      Ivan

      07 de maio de 2019 às 01h28

      Lamento mas não tá cheio não… O que tá cheio são países re-estatizando empresas, há quase mil casos no mundo nos últimos anos, e os primeiros a fazerem isso foram exatamente os mais capitalistas e liberais do mundo.

      Uma coisa é mais do que certa e os países mais avançados descobriram isso por experiência própria, que segurança e bem estar só é possível quando as empresas estratégicas pra isso estão em poder do estado. Iniciativa privada só visa lucro dos seus proprietários e/ou acionistas, mais nada.

      Responder

LUPE

06 de maio de 2019 às 15h32

Caros leitores

O que ninguém parece que sacou
é que o diesel e a gasolina
vendidos a um preço

mais de que o dobro
do que deveria ser ,

dão um lucro boçal.

Com isto os acionistas da Petrobrás

(que está nas mãos de inimigos)

e PRINCIPALMENTE
os acionistas americanos,

são premiados ÀS NOSSAS CUSTAS
cada vez que paramos em posto de gasolina e diesel
para abastecer o carro.

Ou caminhão, no caso dos caminhoneiros………………..

Responder

    LUPE

    06 de maio de 2019 às 16h08

    E mais

    Bandidos
    abriram a Lei estratégica
    (em defesa do povo)
    que conferia monopólio à Petrobrás
    para importação de derivados.

    Obrigaram a estatal
    a estabelecer preços de venda dos derivados diesel e gasolina
    equiparados
    aos MAIORES preços internacionais,

    para garantir às importadoras lucro.

    Um MÁXIMO de lucro……..

    Mas dizem “eles” (e o povo de olho na Mídia acredita) >>>>>>>>> A CULPA É DO PT ! ! !

    Responder

Admar

06 de maio de 2019 às 12h48

Ha Luz no fim do Túnel! Estudantes se juntarão aos Caminhoneiros, Desempregados, Aposentados, Servidores Públicos, Concurseiros, PMs insatisfeitos com essa Reforma da Previdência, Pobres de Direita que descobriram terem sido enganados e haverá grandes manifestações contra o Desgoverno do Cabeça Oca. Não precisará da mobilização das Mídias e nem Centrais Sindicais e nem de Partidos, ia esquecendo dos Paneleiros e Coxinhas Arrependidos!!!

Responder

lucio

06 de maio de 2019 às 12h39

gasolina nas estrelas, planos de saude aumentados ao triplo da inflaçao, 30% de verba a menos para a escola publica… querido eleitor otario bolsomerdico: abra seu bolso!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder

    Admar

    06 de maio de 2019 às 12h52

    O preço dos combustíveis e derivados no Brasil agora é 5 Estrelas!!!

    Responder

Admar

06 de maio de 2019 às 12h25

Os Paneleiros devem ter escondido as panelas num lugar bem intimo deles!!!

Responder

Paulo

06 de maio de 2019 às 11h25

Quanto mais o Estado perde o controle da empresa, maiores serão os preços. Não haverá concorrência pela só-privatização!

Responder

    lucio

    06 de maio de 2019 às 12h36

    comunista detectato! kkkk

    Responder

      Paulo

      06 de maio de 2019 às 19h02

      Não, longe disso. Mas também não sou privatista, ainda mais em se tratando de Petrobrás (um orgulho nacional), BB, CEF, BNDES, estatais de água e luz…e a Vale e a CSN também não deveriam ter sido privatizadas.

      Responder

Paulo Chico

06 de maio de 2019 às 11h08

Foi golpe ou impeachment?

Responder

    Sergio Araujo

    06 de maio de 2019 às 11h13

    Gopi.

    Responder

    Celso A

    06 de maio de 2019 às 11h19

    Gopi

    Responder

    Batista

    06 de maio de 2019 às 11h35

    Golpeachment.

    Responder

    Ivan

    06 de maio de 2019 às 11h48

    Golpeachment

    Responder

      Alan C

      06 de maio de 2019 às 12h42

      Golpeachment, gópi, gorpe, golpe, coup, variações do mesmo tema sem sair do tom.

      Responder

        Sergio Araujo

        06 de maio de 2019 às 13h27

        Pixment.

        Responder

Alan C

06 de maio de 2019 às 10h36

EUA rindo a toa, nunca ganhou tanto dinheiro com venda de diesel pro otário do braZil.

Vai bozo!!!

Responder

Deixe um comentário

Parlamentarismo x Semipresidencialismo: Qual a Diferença? Fernanda Montenegro e Gilberto Gil são Imortais na ABL: Diversidade Auxilio Brasil x Bolsa Família: O que mudou? As Refinarias da Petrobras À Venda pelo Governo Bolsonaro O Brasileiro se acha Rico ou Pobre?