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Serviços registram forte queda em março

Por Redação

14 de maio de 2019 : 09h46

O setor de serviços é o principal gerador de emprego no país. E também responde pela maior parte do PIB.

Setor de serviços cai 0,7% em março

Editoria: Estatísticas Econômicas

14/05/2019 09h00 | Atualizado em 14/05/2019 09h00

Documentos

O volume de serviços caiu 0,7% em março de 2019, na comparação com fevereiro. Com isso, o setor acumula queda de 1,7% nos três primeiros meses do ano e elimina a alta de 0,9% entre outubro e dezembro de 2018.

Na comparação com março de 2018, o volume de serviços caiu 2,3%, a queda mais intensa desde maio de 2018 (-3,8%). Esse resultado interrompeu sete taxas positivas seguidas nessa comparação.

O setor acumula alta de 1,1% no ano, com melhora de dinamismo frente ao terceiro (0,7%) e quarto (0,9%) trimestres de 2018. O acumulado em 12 meses passou de 0,7% em fevereiro para 0,6% em março, interrompendo a trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

A queda de 0,7% do volume de serviços em março, na comparação com fevereiro, foi acompanhada por três das cinco atividades, com destaque para a pressão negativa de serviços de informação e comunicação (-1,7%). Houve variações negativas também em serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e outros serviços (-0,2%). Já os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,5%) e os serviços prestados às famílias (1,4%) ficaram positivos.

A média móvel trimestral caiu 0,6% no trimestre encerrado em março, frente ao trimestre terminado em fevereiro. Entre os setores, o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,0%) teve a queda mais intensa, seguido por serviços de informação e comunicação (-0,5%). Em contrapartida, as maiores altas vieram dos setores de serviços prestados às famílias e de serviços profissionais, administrativos e complementares, ambos com avanço de 0,5%, seguidos por outros serviços (0,3%).

Na comparação com março de 2018, o setor de serviços recuou 2,3%, com queda em três das cinco atividades e em 56,0% dos 166 tipos de serviços. O fato de março de 2019 ter tido dois dias úteis a menos do que março de 2018 contribuiu para um menor número de contratos de prestação de serviços. Entre as atividades, o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,1%) exerceu a maior influência negativa. Os demais resultados negativos vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,7%) e de outros serviços (-1,3%). Em sentido oposto, as contribuições positivas ficaram com os ramos de serviços prestados às famílias (4,4%) e de serviços de informação e comunicação (0,8%).

No acumulado do primeiro trimestre, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 1,1%, com altas em três das cinco atividades e em 46,4% dos 166 tipos de serviços. Entre os setores, os serviços de informação e comunicação (3,4%) exerceram o principal impacto positivo sobre o índice total. Os demais avanços vieram de serviços prestados às famílias (4,4%) e de outros serviços (3,2%). As influências negativas nessa comparação ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,6%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%).

Volume de serviços cai em 16 das 27 unidades da federação

Das 27 unidades da federação, 16 tiveram queda no volume dos serviços em março, na comparação com fevereiro, acompanhando a retração de 0,7% do índice nacional. Entre as localidades com resultados negativos, destaque para São Paulo (-0,9%), Rio Grande do Sul (-4,0%) e Mato Grosso (-7,7%). Já o principal resultado positivo veio do Rio de Janeiro (1,0%).

Na comparação com março de 2018, a queda de 2,3% no volume de serviços foi acompanhada por 23 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com Rio de Janeiro (-7,4%), com quatro dos cinco setores em recuo, seguido do Paraná (-6,7%), do Rio Grande do Sul (-6,2%) e de Minas Gerais (-3,6%). Já a contribuição positiva mais importante para a formação do índice global veio de São Paulo (1,4%), que apontou expansão em três das cinco atividades investigadas.

No acumulado de janeiro a março de 2019, frente a igual período do ano anterior, o avanço de 1,1% no volume de serviços ocorreu de forma mais concentrada, já que 11 das 27 unidades da federação tiveram alta de receita real. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (4,6%), enquanto Rio de Janeiro (-4,2%) registrou a influência negativa mais relevante sobre índice nacional, seguido por Paraná (-2,7%), Ceará (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-2,0%).

Atividades turísticas crescem 4,8%

O volume de atividades turísticas cresceu 4,8% em março, em relação a fevereiro, após recuar 4,2% no mês anterior. Regionalmente, 11 das 12 unidades da federação acompanharam esse crescimento observado no país, com destaque para São Paulo (3,0%), Rio de Janeiro (7,9%), Distrito Federal (18,2%) e Santa Catarina (12,2%). Em sentido contrário, a única influência negativa veio do Espírito Santo (-0,1%).

Na comparação com março de 2018, o volume de atividades turísticas aumentou 1,9%, impulsionado pelo aumento de receita das empresas de hotéis, de restaurantes e de locação de automóveis. Em sentido oposto, o segmento de transporte aéreo de passageiros exerceu a influência negativa mais importante sobre os serviços turísticos. Em termos regionais, sete das 12 unidades da federação avançaram nos serviços de turismo, com destaque para São Paulo (3,8%), Rio de Janeiro (3,7%), Bahia (7,1%) e Ceará (10,4%). Em contrapartida, os impactos negativos mais importantes vieram do Rio Grande do Sul (-6,5%) e do Paraná (-4,2%).

No acumulado em 2019, as atividades turísticas cresceram 3,5%, frente a igual período do ano passado. Regionalmente, apenas cinco dos 12 locais investigados registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (9,8%), seguido por Ceará (10,6%) e Pernambuco (2,2%). Já Rio Grande do Sul (-3,4%), Santa Catarina (-3,0%) e Distrito Federal (-3,0%) assinalaram as principais influências negativas no acumulado do ano para as atividades turísticas.

Publicado na Agência IBGE Notícias

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2 comentários

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NeoTupi

14 de maio de 2019 às 12h27

As únicas coisas que crescem no Brasil de Bozo:
1) A corrupção: segundo Dellagnol o dinheiro que falta na saúde e educação é produto da corrupção. Como tinha mais dinheiro antes para esses setores então, matematicamente, a corrupção aumentou;
2) O desemprego e subemprego;
3) A lista do Serasa e do SPC;
4) As falências de empresas;
5) Doenças e mortes por falta de atendimento;
6) Moradores de rua, sem-tetos;
7) Crianças e jovens fora da escola;
8) Criminalidade;
9) Os BAA: Bolsominions anônimos arrependidos;

Sobre o item 1, quem está ganhando o grosso do dinheiro da corrupção atualmente?

( ) Mercado Financeiro operando o Banco Central e o Tesouro Nacional;
( ) Investidores estrangeiros;
( ) Petroleiras ocupando fatias de mercado cedidas gentilmente pela antes concorrente Petrobras;
( ) Bancos ocupando fatias de mercado cedidas gentilmente pelos antes concorrentes BB e CEF;
( ) Escritórios de advocacia de compliance;
( ) Milícias;
( ) Todas as anteriores.

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Alan C

14 de maio de 2019 às 10h04

Alguém avisa à bozolândia que a campanha já acabou, por favor.

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