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Aldo Rebelo fala do papel dos militares na política brasileira

Por Redação

30 de maio de 2019 : 15h02

O ex-ministro Aldo Rebelo, um dos principais intelectuais nacionalistas do país, deu palestra sobre o papel das Forças Armadas na política brasileira.

Vale a pena assistir e comentar.

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11 comentários

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Aloar

04 de junho de 2019 às 08h43

BOLSONARO AVISA: EU AVISEI QUE SOU INCOMPETENTE REUTERS/Adriano Machado

“Jair Bolsonaro é mais esperto do que muita gente imagina. Ao lembrar a todos sobre sua ignorância econômica e lavar as mãos em relação ao pibinho, que será a marca do seu desgoverno, ele colocou em xeque os tais agentes de ‘mercado’, que diziam: ‘tudo bem, ele tem o Paulo Guedes’”, diz o jornalista Leonardo Attuch, editor do 247. Ele lembra ainda que “se o mercado pedir, Bolsonaro não terá nenhum pudor em trocar o Posto Ipiranga”

https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/395355/Bolsonaro-avisa-eu-avisei-que-sou-incompetente.htm

MAS, TERÁ SIDO/É BOLSONARO O MAIS “COMPETENTE” DOS MILITARES QUE GOVERNARAM O PAÍS?

Governos militares atrasaram o Brasil
2 de Junho de 2019

Por Alex Solnik para Jornalistas pela Democracia

Não importa se eleitos ou impostos pela força, governos comandados por militares são, na sua essência, governos militares, como ocorre com o governo atual. Bolsonaro foi eleito pelo voto direto, não usa farda, mas seus anos no exército e suas declarações não deixam dúvida que é um militar que há 30 anos veste terno, mas usa por baixo uma farda de capitão.

Este é o décimo governo militar da História do Brasil. O primeiro, o de Deodoro da Fonseca acabou em dois anos. Ele fechou o Congresso e dois meses depois teve de renunciar. Subiu o seu vice, Floriano Peixoto, o segundo presidente militar. Seu governo foi tido como ditadura, assim como o anterior, com estado de sítio, censura à imprensa e desrespeito aos direitos civis.

O terceiro governo militar foi o do marechal Hermes da Fonseca. Sobrinho de Deodoro e seu ex-capanga, apesar de eleito pelo voto direto em 1910 também levou o Brasil rumo à ditadura, censurando a imprensa e decretando estado de sítio.

Mesmo quando não governavam diretamente os militares ditaram os rumos do país. Generais colocaram Getúlio Vargas no poder em 1930. Militares o ajudaram a dar o golpe de estado em 37 e foram eles que o apearam do poder em 1946.

Nesse ano, o marechal Dutra foi o segundo militar eleito pelo voto popular, confirmando a má influência dos militares na vida política do Brasil.

O presidente seguinte, o próprio Getúlio, agora eleito sentiu, em 1954 na pele a força dos generais. Eles o pressionaram a renunciar, o que só não se deu porque ele deu um tiro no coração a 24 de agosto.

Os anos seguintes também foram tumultuados graças aos militares. Rebeldes da Aeronáutica tentaram impedir, à força, a posse de Juscelino Kubitcheck. Ele assumiu e governou, apesar de forte oposição de Carlos Lacerda, mas o tacão militar nunca se afastou do poder.

Em 1961, quando Jânio renunciou, generais impediram a posse de seu vice legítimo, João Goulart, apesar de o país estar em plena democracia.

Voltaram a interferir três anos depois, depondo Goulart e dando início a uma ditadura que durou 20 anos.

Os últimos 11 anos do século 19 e 85 do século 20, 96 anos, portanto, vivemos sob influência, tutela ou comando de militares. Foram períodos de enorme instabilidade política. Mesmo governos civis do início do século 20 transcorreram sob estado de sítio e revoltas militares. Eclodiram conflitos armados, de grandes e pequenas proporções, em 1922, 24, 30, 32, 35, 37, 56, 61, 64.

Civis, todo mundo sabe, não têm armas para fazer revoluções, quem as faz é quem tem acesso a elas. Não há estudos mostrando a relação entre instabilidade política e governos militares e a influência da instabilidade sobre os números pífios da economia. Mas ninguém pode negar que instabilidade política é inimiga dos negócios.

Militares são educados para comandar exércitos e não países. Sempre que isso aconteceu o país perdeu. Educados nos quartéis, eles ou recebem ou dão ordens. E elas não podem ser discutidas. Quando as recebe do superior, devem cumpri-las; quando dão ao subalterno, exigem que ele as cumpra. Não há democracia nos quarteis, há hierarquia.

Por isso os governos comandados por militares instauraram climas de ou se transformaram em ditaduras e atrasaram e atrasam o progresso do país. A ditadura militar de 64 impediu o acesso do Brasil aos avanços da informática, provocando um atraso de 30 anos cujas consequências ainda são sentidas. Como também desmontou a educação pública brasileira, em alta nos anos 60, comprometendo o futuro e dando início à fuga de cérebros até hoje presente. E teve de sair de cena e cena esmagada pela inflação galopante que não sabia evitar.

Governos militares sempre foram sinônimos de repressão política, violência, conflitos internos ou externos, censura às artes e à imprensa e desastre econômico.

Estamos assistindo ao mesmo filme pela décima vez.

https://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/395380/Governos-militares-atrasaram-o-Brasil.htm

E, por falta de conhecimento, nos detemos apenas nos governos militares pós 64. Mas, como mostra Alex Solnik, a interferência deletéria dos militares na vida do Brasil é coisa muito antiga e estamos assistindo ao mesmo filme pela décima vez. NINGUÉM MERECE!

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Afrânio

02 de junho de 2019 às 17h06

QUE MAMATA!

Militares têm medo de pagar a conta
Globo: Bolsonaro, fuja dos radicais!

O Conversa Afiada reproduz do Globo Overseas deste domingo, 2/VI, trecho de reportagem de Vinicius Sassine e Bernardo Mello:

Um general do Alto Comando do Exército, grupo que mantém interlocução direta e constante com o presidente da República, transmitiu a Jair Bolsonaro nos últimos dias um pensamento que representa o estado de espírito atual de militares que estão perto do poder:

— Jair, serenidade. Você não precisa de radicais.

Na cabeça dos generais que ajudam a sustentar o governo Bolsonaro — incluindo aqueles, já na reserva, que ocupam cargos de primeiro e segundo escalões — o temor de uma radicalização caminha ao lado da preocupação de que a responsabilidade por tropeços do presidente recaia nos ombros e nas insígnias das Forças Armadas.

Arriscar o processo que fez as Forças Armadas saírem de um período repressivo, de grande desgaste na opinião pública, para a virada das últimas três décadas, quando retomou respeito e reconhecimento por parcela expressiva da população, é uma angústia crucial.

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/militares-tem-medo-de-pagar-a-conta

MILITARES não querem pagar nenhum tipo de conta. Por isso que eles aprovam a “reforma da previdência”, mas somente para os civis. Vocês têm notícia de algum militar que tenha peitado o Paulo Guedes? Você conhece outro cara mais radical, em termos de política econômica DESTRUTIVA, do que PAULO GUEDES?

De qual radicais os militares aconselham Bolsonaro a se afastar? Daqueles militares que querem invadir a Venezuela?

Com a reforma da previdência, milhões de brasileiros vão se phoder. Mas nada vai acontecer aos militares. Nem mesmo suas filhas deixarão de receber as pensões deixadas pelos seus pais. QUE MAMATA!

É como diria o Olavo de Carvalho: pimenta no cu dos outros é refresco, senhores Generais! Portanto, não encham o nosso saco com conversa fiada!

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LuisCPPrudente

01 de junho de 2019 às 22h52

Tenho minhas dúvidas, cada vez maiores, sobre se as nossas forças armadas defendem a soberania nacional. Pelo que vejo no noticiário, isto não vem acontecendo há tempos, pois essas forças armadas estão permitindo a entrega de recursos nacionais e de produtos nacionais que cientistas militares participaram. Essas forças armadas se entregaram ao projeto de destruição do Brasil, elas não defendem o Brasil.

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Miramar

30 de maio de 2019 às 23h43

Gosto do Aldo Rebelo.

Responder

Paulo

30 de maio de 2019 às 20h32

O papel dos militares, digam o que quiserem, foi fundamental para impedir a cubanização do Brasil, em 1964 (nestas alturas, já estaríamos divididos, o Sul/Sudeste capitalista; e o NO/NE/CO comunista), Brasil do Sul e Brasil do Norte. São fundamentais, só não podem deixar-se cooptar, como ocorreu na Venezuela, em que rendem continência e obediência aos adidos militares cubanos…

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    Ulisses

    31 de maio de 2019 às 11h38

    Tem de rir deste comentário. Não conhece a história do Brasil, desde o período Vargas,passando por JK e Jango e as tentativas de golpes sobre governos democráticos e sociais! Nem deve saber dos documentos do governo americano e da CIA sobre a promoção e financiamento do golpe de 64! Não estuda e vem com manjada lorota da mídia sobre cubanização do Brasil. Também deve achar que os governos petistas eram ditaduras bolivarianas embora nunca antes o empresariado tenha lucrado tanto e tantos incentivos receberam que também nunca censuraram binguem, ao contrário da “Democracia” bolsonazi. É de lascar tanta ignorância

    Responder

      Paulo

      31 de maio de 2019 às 21h39

      Eu conheço bem a história do Brasil. Agora, versões servem a ambos os lados. Cada qual dá a sua interpretação…a intervenção da CIA é fato. Mas isso não invalida minha tese, ao contrário, embora você não o perceba…

      Responder

        Octavio

        01 de junho de 2019 às 19h48

        A sua versão vem de onde? Dê a fonte.

        Responder

          Paulo

          02 de junho de 2019 às 19h30

          Da observação dos fatos que antecederam o Golpe Militar. Do clima insurrecional nas ruas, da baderna, da falta de comando de Goulart, das Ligas Camponesas, da infiltração de subversivos nas universidades e até nas fileiras militares, das tais “Reformas de Base”, cujo desfecho era imprevisível, num país de fragilidade institucional como era o Brasil da época. Lembrando que sem sequer uma dessas condições já haviam atentado contra a legalidade em 1935 de forma sorrateira e covarde…

Alan C

30 de maio de 2019 às 17h11

Papel dos militares é entreguista e mostrar a bunda pros militares americanos, sem mais.

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Zé Maconha

30 de maio de 2019 às 15h08

Em democracias verdadeiras militares servem pra defesa , nada mais.

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