Manuel Castells na FGV

A entrevista de Glenn ao Democracy Now

Por Redação

09 de julho de 2019 : 18h13

Material fresquinho, publicado agora há pouco. A entrevista foi feita ontem.

Na página do Democracy Now Brasil

Glenn Greenwald: é gratificante trazer à luz os atos corruptos realizados na escuridãoGlenn Greenwald: é gratificante trazer à luz os atos corruptos realizados na escuridão

Glenn Greenwald: é gratificante trazer à luz os atos corruptos realizados na escuridão

Glenn Greenwald: é gratificante trazer à luz os atos corruptos realizados na escuridãoGlenn, ao ser perguntado, por Amy Goodman, se achava que o risco que está correndo vale a pena, respondeu:“Sim, com certeza. Quer dizer, quando você entra no jornalismo, esse é o tipo de coisa que você faz. Jornalistas cobrem as guerras, eles são mortos cobrindo guerras. Há jornalistas que trabalham sem a visibilidade que eu tenho, descobrindo a corrupção das forças policiais em cidades pequenas e são ameaçados ou até mesmo mortos. Esse é o tipo de risco que você assume se quiser ser não apenas um jornalista, mas o tipo de jornalista que enfrenta o poder. É claro, os riscos não são divertidos, mas, ao mesmo tempo, é muito gratificante sentir que você está usando a garantia de uma imprensa livre para o que ela serve, que está trazendo à luz os atos corruptos realizados na escuridão pelos atores mais poderosos da sociedade.”Abordamos agora a crescente crise política no Brasil na sequência da investigação do The Intercept em que um juiz que provavelmente ajudou promotores federais a construir seu processo de corrupção contra o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O governo Bolsonaro anunciou na segunda-feira (8) que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, recebeu licença de 15 a 19 de julho para “tratar de assuntos pessoais”. O vazamento de mensagens, trocadas por celular entre funcionários do sistema de Justiça brasileiro, e outros dados obtidos pelo The Intercept aponta para uma colaboração entre o então juiz Sérgio Moro e os promotores que investigam um extenso escândalo de corrupção conhecido como Operação Lava Jato. Lula era considerado favorito no período que antecedeu à eleição presidencial de 2018 até que foi preso e forçado a sair da disputa por acusações de corrupção consideradas forjadas por muitos. Os documentos vazados também revelam que os promotores tinham sérias dúvidas sobre a culpa de Lula. A prisão de Lula ajudou a preparar o caminho para a eleição do ex-oficial militar de extrema direita Jair Bolsonaro, que então nomeou o juiz Sérgio Moro como seu ministro da Justiça. A notícia da licença de Moro ocorre em meio ao aumento dos pedidos para que ele renuncie depois que novas revelações sobre o papel questionável de Moro na Operação Lava Jato foram publicadas na revista Veja, em parceria com The Intercept. Falamos com Glenn Greenwald, jornalista vencedor do prêmio Pulitzer e um dos editores fundadores da The Intercept.Greenwald enfrenta ameaças de morte e uma possível investigação do governo devido a sua reportagem sobre o escândalo.

Posted by Democracy Now Brasil on Tuesday, July 9, 2019

Glenn, ao ser perguntado, por Amy Goodman, se achava que o risco que está correndo vale a pena, respondeu:

“Sim, com certeza. Quer dizer, quando você entra no jornalismo, esse é o tipo de coisa que você faz. Jornalistas cobrem as guerras, eles são mortos cobrindo guerras. Há jornalistas que trabalham sem a visibilidade que eu tenho, descobrindo a corrupção das forças policiais em cidades pequenas e são ameaçados ou até mesmo mortos.

Esse é o tipo de risco que você assume se quiser ser não apenas um jornalista, mas o tipo de jornalista que enfrenta o poder. É claro, os riscos não são divertidos, mas, ao mesmo tempo, é muito gratificante sentir que você está usando a garantia de uma imprensa livre para o que ela serve, que está trazendo à luz os atos corruptos realizados na escuridão pelos atores mais poderosos da sociedade.”

Abordamos agora a crescente crise política no Brasil na sequência da investigação do The Intercept em que um juiz que provavelmente ajudou promotores federais a construir seu processo de corrupção contra o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo Bolsonaro anunciou na segunda-feira (8) que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, recebeu licença de 15 a 19 de julho para “tratar de assuntos pessoais”.

O vazamento de mensagens, trocadas por celular entre funcionários do sistema de Justiça brasileiro, e outros dados obtidos pelo The Intercept aponta para uma colaboração entre o então juiz Sérgio Moro e os promotores que investigam um extenso escândalo de corrupção conhecido como Operação Lava Jato.

Lula era considerado favorito no período que antecedeu à eleição presidencial de 2018 até que foi preso e forçado a sair da disputa por acusações de corrupção consideradas forjadas por muitos.

Os documentos vazados também revelam que os promotores tinham sérias dúvidas sobre a culpa de Lula. A prisão de Lula ajudou a preparar o caminho para a eleição do ex-oficial militar de extrema direita Jair Bolsonaro, que então nomeou o juiz Sérgio Moro como seu ministro da Justiça.

A notícia da licença de Moro ocorre em meio ao aumento dos pedidos para que ele renuncie depois que novas revelações sobre o papel questionável de Moro na Operação Lava Jato foram publicadas na revista Veja, em parceria com The Intercept.

Falamos com Glenn Greenwald, jornalista vencedor do prêmio Pulitzer e um dos editores fundadores da The Intercept.

Greenwald enfrenta ameaças de morte e uma possível investigação do governo devido a sua reportagem sobre o escândalo.

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6 comentários

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Alan C

10 de julho de 2019 às 08h55

Precisamos de mais Glenns.

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Marcio

10 de julho de 2019 às 07h41

Esse cretino brinca com a cara dos brasileiros, principalmente a da esquerdalha.

Se o Brasileiros fossem inteligente não dariam a menor bola para esse imbecil que se acha expertalhao; é mais um que tá explorando a fragilidade do Brasil.

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LEONCIO ZACCHE PANDINI

09 de julho de 2019 às 21h21

Iglen ntecp tem que ir para cadeia e um esquerdopata vagabundo que atrapalha a nossa nassao.

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Paulo Vasconcelos

09 de julho de 2019 às 19h30

“VOCÊ NÃO CONSEGUE ESCAPAR DA RESPONSABILIDADE DE AMANHÃ ESQUIVANDO-SE DELA HOJE” (Abraham Lincoln)
1- Estes episódios do cenário nacional, pelo menos, servem para fazer a sociedade entender a importancia da preservação das garantias da magistratura. Sem as garantias e/ou com seu menosprezo, não há Judiciário independente, Estado de Direito e todos viveremos em uma sociedade onde reinará o homo homini lupus;
2- No meu caso, combati, arduamente, vários ilícitos, inclusive interna corpuris. Por exemplo, em meados de 1999 fiz representação ao Ministério Público Federal contra ato do TRT 08ª REGIÃO, sob a direção do Exmº Sr. Juiz-Presidente do TRT 8ª Região, Sr. José Vicente Malheiros da Fonseca, que, por meio da Resolução nº 174/91, autorizou a correção monetária de parcelas de seus próprios salários desde outubro de 1990, despesa que importaria em R$ 4.024.103,88 (quatro milhões, vinte e quatro mil, cento e três reais e oitenta e oito centavos), em meados de 1999;
3- O valor era indevido, estava totalmente prescrito e a deliberação, deferindo a bolada, não seguiu os devidos trâmites internos. A denúncia que fiz foi acolhida pelo Ministério Público Federal e, em valores atualizados pelo índice da poupança, SALVEI para a UNIÃO 20 MILHÕES DE REAIS !!! No site do TCU, encontra-se a Decisão 19/2000 – PLENÁRIO, Nome do Documento: DC-0019-02/00-P: que confirma a denunciada manobra do TRT 08ª REGIÃO e que poderia se replicar, em outros Tribunais;
4- Minha atuação, em defesa dos princípios constitucionais, deixou meus pares do TRT08ª nús diante da sociedade e RESULTOU em abertura de processo disciplinar, instruído e julgado pelos mesmos que enfrentei e impedi de receberem o que não lhes era devido! Fui punido com aposentadoria compulsória, com vigência à partir de 10/10/2003! Foi o preço a pagar…
5- A punição aplicada foi anulada pela Justiça Federal e, incompreensivelmente, a AGU recorreu para mantê-la. O recurso está no TRF-01ª Região (PROC. nº 0009966-78.2008.4.01.3900) . Ora, assim como se espera da AGU, defendi o erário de forma eficaz, como dito acima! Cristalinamente, fui vítima, puramente, de uma vingança interna corpuris !!.
Paulo Cesar Barros Vasconcelos
Juiz do Trabalho do TRT08, desde 12/1995

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    Cláudio

    10 de julho de 2019 às 05h40

    Parabéns por ser honesto quando parece que o normal atualmente é ser desonesto/a. Tem a nossa solidariedade e de muitas outras pessoas anônimas. Felicidades e bom sucesso.

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Onfre Junqueira

09 de julho de 2019 às 18h41

” é gratificante trazer à luz atos os corruptos realizados na escuridão”. Verdevaldo está plagiando os integrantes da força tarefa da Lava-Jato ! kkkkkkkkkkkkkkkk

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