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IBGE: serviços registram pior queda desde 2015

Por Redação

09 de agosto de 2019 : 19h03

Volume de serviços recua 1% em junho com queda em todas as atividades

09/08/2019 09h00 | Atualizado em 09/08/2019 09h11

Agência IBGE — O volume de serviços teve a quarta e mais intensa queda no ano, ao recuar 1% em junho, na comparação com maio. É a pior taxa para o mês desde 2015, quando repetiu o mesmo resultado. O desempenho negativo foi acompanhado por todas as cinco atividades, o que não acontecia desde maio de 2018, mês da greve dos caminhoneiros.

As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada hoje pelo IBGE. No acumulado do ano, o setor cresceu 0,6%, com ligeira perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018. Já nos últimos 12 meses, os serviços reduziram o ritmo, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho.

Os serviços como um todo estão 2,3% abaixo do patamar do final do ano passado, puxados pelo comportamento mais fraco das atividades de transportes e de comunicação e informação, que caíram 1% e 2,6% em junho, respectivamente. Juntas, elas representam quase dois terços do volume total de serviços.

Com exceção dos transportes terrestres, todos os grupos dessas duas atividades tiveram queda no mês, o que ajuda a explicar o resultado negativo de junho. O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destaca os serviços de tecnologia da informação, que interromperam duas altas seguidas.

“Esse setor vinha em uma trajetória ascendente, com empresas multinacionais mostrando recordes de receita, mas nesse mês teve uma queda brusca de 10,1%, após atingir o ponto mais alto da série no mês passado”, explica.

Os demais recuos vieram dos setores de outros serviços (-2,3%), de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e de serviços prestados às famílias (-0,2%).

Na comparação com junho de 2018, o setor de serviços caiu 3,6%, com retração em três das cinco atividades. Transportes exerceu a maior influência negativa, com queda de 10,9%, a mais intensa desde outubro de 2016 e superando o recuo de maio de 2018.

“A greve dos caminhoneiros gerou um excesso de demanda em junho do ano passado, o que dá a dimensão do quão alto estava o patamar para os transportes”, explica Rodrigo.

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2 comentários

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Alan C

10 de agosto de 2019 às 07h45

Vai Bozolândia!!!

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Era dos Boçais

09 de agosto de 2019 às 19h40

Eis o que mostra da necessidade de deus enviar seu filho para governar essa latrina. Ao invés dos funcionários do IBGE estarem pelas ruas tentando descobrir que serviços o povo preciso e avisar para quem quer fazer o serviço, fica fazendo o inútil: divulgando onde não há. Ainda hoje meu prédio precisou de duas pessoas para limpar fossa (é só tirar em balde de um tanque e jogar uns 200m depois num rio)

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