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Nova Vaza Jato no El País é sobre Palocci e os bancos

Por Redação

22 de agosto de 2019 : 14h44

A nova reportagem da série Vaza Jato, publicada no El País, traz diálogos entre os procuradores da Força Tarefa sobre a delação de Palocci que envolvia instituições financeiras.

Segundo os diálogos, os procuradores demonstraram uma preocupação e uma sensibilidade, em relação ao sistema financeiro, que jamais tiveram quando se tratou do setor de engenharia e construção civil do país.

A versão de que a delação de Antonio Palocci, ministro nos governos Lula e Dilma, não foi aceita porque não havia “corroboração das provas”, conforme inclusive os próprios procuradores dizem em suas conversas, entra em contradição com o fato de que a Lava Jato aceitou muitas outras delações, com bem menos provas. Apesar de Palocci citar a cúpula do PT e do governo, nem os procuradores, nem Sergio Moro se interessaram. A delação de Palocci será aceita mais tarde, pela Polícia Federal.

E por que o desinteresse pela delação de Palocci?

Os diálogos trazidos pela Vaza Jato de hoje não respondem tudo, mas deixam no ar que os procuradores passaram, subitamente, a dar uma importância tremenda a existência de “provas” e “corroboração”, que jamais tiveram em se tratando de outros delatores, vide o caso de Leo Pinheiro, cujos depoimentos contra Lula, apesar de não virem acompanhados por nenhuma prova, serviram de base para Sergio Moro condenar o ex-presidente. 

A matéria do El País lembra, por outro lado, que o coordenador da Lava Jato no Ministério Público, Deltan Dallagnol, estava ganhando muito dinheiro com  “palestras” vendidas justamente aos… bancos.

Houve aquela palestra “secreta” organizada pela XP, para executivos das principais instituições financeiras do Brasil e do mundo, e a reportagem de hoje traz o recibo de R$ 23.750 mil (R$ 18 mil líquidos) de uma palestra de Deltan para a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos):

 

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4 comentários

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João Ninguém

25 de agosto de 2019 às 10h06

Os bancos mandam e demandam neste país a décadas, não importa o governo eles sempre estão lá ganhando absurdamente com seus juros de agiotagem e influência política. FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro, todos estão nas mãos dos bancos.

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NeoTupi

22 de agosto de 2019 às 17h03

A lava jato desmoralizou-se desde 2014, quando criminalizou doações legais de campanha das empreteiras (e depois da JBS) e fez cara de paisagem para o cartel dos bancos. Porque o modus operandi era exatamente o mesmo:
1) Bancos financiaram campanhas políticas tanto quanto ou mais do que empreiteiras, e tinham bancadas de lobby no Congresso, que aparelhavam o executivo.
2) Bancos são cartelizados no Brasil, mais até do que eram as empreiteiras: hoje só tem 3 grandes bancos privados.
3) Bancos impunham e impõe diretoria do Banco Central e de toda a equipe econômica, mais do que as empreiteiras impunham diretores da Petrobras. Hoje impõe até a diretoria dos concorrentes estatais, uma aberração.
4) A Febraban equivale à ABEMI das empreiteiras para combinar taxas de juros e tarifas. Na prática os bancos só competem na publicidade, não nos preços;
5) Os Bancos, ao impor a equipe econômica, tem o poder de combinar os juros dos títulos públicos para serem superfaturados. E controlam toda a regulação sobre si mesmos, sem nenhum controle externo de fato.
O maior escândalo de corrupção no Brasil nunca foi o do Petrobrás, com valores irrisórios perto do que fazem o cartel dos bancos (e ganham sem colocar nenhum tijolo em uma obra, ao contrário das empreiteiras). O maior escândalo é o que sempre foi intocável e foi blindado pela lava jato com multas de “compliance” irrisórias e palestras para procuradores e juízes.

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Justiceiro

22 de agosto de 2019 às 15h12

1 – Então, então….as delações de Palocci são verdadeiras? BELEZA!!!!!! Lá vai o calango pegar mais uns séculos de cadeia

2 – a palestra de Deltan tem recibo? ÓTIMO! Agora, mostrem os recibos das palestras de Lula. .

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Marcio

22 de agosto de 2019 às 14h50

Não tinham interesse…?

Palocci era o braço esquerdo (o testículo) de Lula, o corretor de propinas da facção.

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