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A entrevista de Lula à Forum

Por Redação

20 de setembro de 2019 : 13h27

No canal da Revista Forum:

Entrevista com o presidente Lula concedida ao editor da Fórum, Renato Rovai. Lula faz declarações duras em relação ao Moro e Dalagnol. Lula também fala sobre Ciro, Bolsonaro, Frente Ampla e os “Movimentos Direitos Já”.

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7 comentários

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Martha Aulete

21 de setembro de 2019 às 18h14

Tão certo quanto a noite é escura e o dia é claro, Moro é herói natural (não produzido), por um único motivo sui generis: CORAGEM. Moro é corajoso. Qualidade inerente a qualquer herói histórico. Ponto.

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Netho

20 de setembro de 2019 às 23h00

O encarceramento tem feito mal a Lula.
Não aprendeu nada, não esqueceu nada, como diria Talleyrand.
O cárcere produz fibrilação das sinapses e implica lapsos memoriais.
Lula esqueceu o abraço em Maluf para “selar a aliança” com um dos principais financiadores da Operação Bandeirantes, que garantia recursos para incentivar os torturadores da Rua Tutoia.
Lula só edulcora a sua política de conciliação – que levou a extrema-direita e os militares de volta ao poder -, quando é (malfeita) por ele próprio.
Até Mino Carta, insuspeito e querido amigo de Lula, não vê qualquer chance para Lula e o PT, caso insistam com a hegemonia do sudeste sobre o PT e ignore o anti-petismo como se essa onda reacionária fosse uma chuva passageira de verão.
Lula teve tudo que poderia ter nas mãos, especialmente a popularidade máxima.
Jogou-a ao mar, com três erros que lhe custarão a biografia.
Erros crassos que o liquidaram e ao partido de cambulhada.
Escolheu Dilma, não substituiu Dilma e rendeu-se.
O encarceramento de Lula virou o samba de uma nota só.
Liquida-se assim, a possibilidade de se construir uma alternativa, que não passe pelo centralismo lulo-petista. Lula assumiu o papel no imaginário petista do sebastianismo lusitano.
A direita e a extrema-direita jogam com as brancas.
Apesar das maiores estupidezes e barbaridades, em todas as áreas de governo, já miram a reeleição do “mau militar”.
Inacreditável!

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Claudio Santos

20 de setembro de 2019 às 20h30

Votei no PT pros cargos executivos nos últimos anos e votarei sem pestanejar caso seja a única alternativa capaz de barrar uma possível reeleição do Biroliro ou outro proto-fascista qualquer.

Dito isso, não posso deixar de expressar meu desapontamento todas as vezes que assisto a essas entrevistas do Lula.

Naquela que concedeu à BBC, a meu ver, ele fez um contorcionismo enorme pra se esquivar das perguntas mais controversas e foi demasiado condescendente e, em dados momentos, até debochado com a jornalista.

Qualquer outro entrevistado de inclinação ideológica diferente da nossa teria certamente levado pelo menos um puxão de orelha dos ativistas virtuais. Estranhamente, o que percebi foi um constrangido silêncio.

Fora que acabou soltando frases do tipo “se tem erros, conserta.” ou, “mas isso não foi no meu governo, foi no da Dilma” (e eu não tenho nada a ver com isso). Essas e outras colocações me deixaram com um certo gosto amargo na boca.

Nessa com o Rovai eu fiquei um pouco surpreso com as contradições.

Além de não desmentir as acusações feitas por Ciro (duras e talvez um pouco desnecessárias às vezes), Lula parece não querer admitir que tentou prejudicar deliberadamente a candidatura do ex-governador.

Ao invés disso, tenta fazer parecer que tudo não passou de uma manobra eleitoral completamente normal e aceitável.

Ora, se assim o for e por conta disso Ciro não devesse ficar “mordido”, talvez também fosse o caso dos petistas também não ficarem tão revoltados quando o Ciro usa essa tática de “bater” no PT pra ganhar “atenção” da velha mídia, certo?

Não seria essa também uma manobra política completamente normal e aceitável, anteriormente usada em diversas ocasiões pelo próprio PT?

Outro ponto que achei interessante foi que o entrevistador utilizou o caso da Kischner na argentina pra exemplificar uma possível estratégia onde o PT poderia abrir mão do “protagonismo”.

Algo que mesmo um cidadão pouco treinado na vida política como eu pode perceber que teria sido uma saída muito menos arriscada na última eleição.

Surpreendentemente, Lula alega que o caso da ex-presidente argentina é muito mais complicado que o dele, sendo que ela está em liberdade durante o período eleitoral e poderia correr o país pra tentar reverter a grande rejeição ao seu nome se assim o desejasse.

Ele aproveitou para dar um “pito” nos governadores e prefeitos do PT, exortando-os a falar mais “nós” e não tanto “eu”, mas parece esquecer que na maioria das entrevistas ele mesmo utiliza inúmeras vezes “eu fiz” pra listar todos os feitos do “seu” governo.

Por mais que eu ache justo que ele tenha direito a um novo julgamento com procedimentos dentro do que manda a lei, me soa meio estranho o Rovai perguntar se o ex-presidente caminha na esteira pra se manter saudável.

Chega a soar insensível com os tantos outros presos injustamente nas super-lotadas cadeias Brasil à fora, muitos por conta da política anti-drogas dos governos do próprio partido dos trabalhadores.

Enfim, tenho muita gratidão por tudo o que foi alcançado durante a administração dele em prol dos menos favorecidos, mas acho que está impossível não notar uma certa desconexão com a realidade do povo brasileiro.

Lutemos!

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    Claudio Santos

    20 de setembro de 2019 às 20h55

    Oxe, gente! Mil perdões por postar o mesmo texto duas vezes. Meu telefone me deu um baile.

    Responder

Claudio Santos

20 de setembro de 2019 às 19h49

Votei no PT pros cargos executivos nos últimos anos e votarei sem pestanejar caso seja preciso barrar uma possível reeleição do Biroliro ou outro proto-fascista qualquer.

Dito isso, não posso deixar de expressar meu desapontamento todas as vezes que assisto a essas entrevistas do Lula.

Naquela que concedeu à BBC, a meu ver, ele fez um contorcionismo enorme pra se esquivar das perguntas mais controversas e foi demasiado condescendente e, em dados momentos, até debochado com a jornalista.

Qualquer outro entrevistado de inclinação ideológica diferente da nossa teria certamente levado pelo menos um puxão de orelha dos ativistas virtuais.

Fora que acabou soltando frases do tipo “se tem erros, conserta.” ou, “mas isso não foi no meu governo, foi no da Dilma” (e eu não tenho nada a ver com isso). O que também não me causou boa impressão.

Nessa com o Rovai eu fiquei um pouco surpreso com as contradições.

Além de não desmentir as acusações feitas por Ciro (duras e talvez um pouco desnecessárias às vezes), Lula parece não querer admitir que tentou prejudicar deliberadamente a candidatura do ex-governador.

Tenta fazer parecer que tudo não passou de uma manobra eleitoral completamente normal e aceitável.

Ora, se assim o for e por conta disso Ciro não devesse ficar “mordido”, talvez também fosse o caso dos petistas também não ficarem tão revoltados quando o Ciro usa essa tática de “bater” no PT pra ganhar “atenção” da velha mídia, certo?

Não seria essa também uma manobra política completamente normal e aceitável, anteriormente usada em diversas ocasiões pelo próprio PT?

Outro ponto que achei interessante foi que o entrevistador utilizou o caso da Kischner na argentina pra exemplificar uma possível estratégia onde o PT poderia abrir mão do “protagonismo”.

Algo que mesmo um cidadão pouco treinado na vida política como eu pode perceber que teria sido uma saída muito menos arriscada na última eleição.

Surpreendentemente, Lula alega que o caso da ex-presidente argentina é muito mais complicado que o dele, sendo que ela está em liberdade durante o período eleitoral e poderia correr o país pra tentar reverter a grande rejeição ao seu nome se assim o desejasse.

Não consegui conter o riso quando ele foi perguntado sobre a igreja Universal. Ele querer alegar que nunca pediu nada ao Edir Macedo quando foi amplamente noticiada a apresença de Dilma e Haddad na inauguração do suntuoso Templo de Salomão, deixa qualquer um confuso.

Deu um “pito” nos governadores e prefeitos do PT, exortando-os a falar mais “nós” e não tanto “eu”, sendo que na maioria das entrevistas ele mesmo utiliza inúmeras vezes “eu fiz” pra listar todos os feitos do “seu” governo.

Por mais que eu ache justo que ele tenha direito a um novo julgamento com procedimentos dentro do que manda a lei, me soa meio estranho o Rovai perguntar se o ex-presidente caminha na esteira pra se manter saudável.

Chega a soar insensível com os tantos outros presos injustamente nas super-lotadas cadeias Brasil à fora, muito por conta da política anti-drogas dos governos do partido dos trabalhadores.

Enfim, tenho muita gratidão pelo que foi alcançado durante a administração dele, mas acho que está impossível não notar uma certa desconecção com a realidade do povo brasileiro.

Lutemos

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NeoTupi

20 de setembro de 2019 às 14h33

E a greve mundial pelo clima? Tá rolando megamanifestações na Ásia (no fuso horário lá o dia começa antes), e já tá rolando em várias cidades do Brasil. Acho que é uma das notícias políticas mais importantes do dia, principalmente quando temos um governo negacionista.

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NeoTupi

20 de setembro de 2019 às 14h21

Acho muita burrice quem é oposição ao governo atual e faz corpo mole pelo Lula livre.
Lula está preso para lutar contra o projeto de poder fascista da lava jato, contra o lawfare. Se assimilarmos o lawfare, a fila vai andar e outros líderes do campo progressista serão condenados em processos forjados também.
Imagine Moro ou Bretas, Witzel ou Barroso, ou Fux sendo candidato em 2022? A turma da toga vai arrumar uma condenação também para qualquer adversário que ameaçá-los de vencer.

Essa obssessão do Ciro contra o PT só está ajudando a fortalezer a eleição de um Moro ou Witzel em 2022. A Marina Silva embarcou no antipetismo em 2014 apoiando Aécio, passou 4 anos dizendo apoiar a lava jato, e não foi ungida pela direita em 2018 por causa disso. Ciro também não será. Na frente dele tem Dória, Huck, Zema ou Amoedo, Witzel, Barroso, Moro e mais uma dúzia.
E no presente, só serve para enfraquecer a oposição como um todo, na resistência ao desmonte nacional.

E é covardia também abandonar o Lula livre. Se ele tivesse se exilado, a narrativa seria de que “fugiu” porque era culpado, e isso elevaria o poder da lava jato a outro patamar mais alto. A direita teria ganho no primeiro turno. Moro estaria imbatível para 2022, e com o lawfare na mão para afastar qualquer adversário que ameaçasse seu projeto de poder.

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