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Produção brasileira de petróleo sobe 18% no ano

Por Redação

09 de novembro de 2019 : 14h50

Na ANP

Três campos do pré-sal já respondem por mais da metade da produção brasileira de petróleo e gás natural

Publicado: Terça, 05 de Novembro de 2019, 09h18
Atualizado: Terça, 05 de Novembro de 2019, 09h31

No mês de setembro de 2019, a produção de petróleo e gás natural no Brasil totalizou 3,738 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d). Os campos de Lula, Búzios e Sapinhoá, todos no pré-sal da Bacia de Santos, produziram 1,924 MMboe/d, o que corresponde a cerca de 51,5% da produção brasileira no mês.

A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,927 milhões de barris por dia (MMbbl/d), uma redução de 2,1% em relação ao mês anterior e um aumento de 17,8% em relação a setembro de 2018. Já a produção de gás natural foi de 129 milhões de metros cúbicos por dia (MMm3/d), uma redução de 3,4% em relação ao mês anterior e um aumento de 14,1% na comparação com setembro de 2018. O principal motivo para a queda na produção foi a parada programada do FPSO Pioneiro de Libra, no campo de Mero.

Os dados de produção de setembro estão disponíveis na página do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.

Pré-sal

A produção do Pré-sal, oriunda de 110 poços, foi de 1,827 MMbbl/d de petróleo e 73,3 MMm³/d de gás natural, totalizando 2,289 MMboe/d. Houve redução de 5,7% em relação ao mês anterior e aumento de 28,3% se comparada ao mesmo mês de 2018. A produção do Pré-sal correspondeu a 61,2% do total produzido no Brasil.

Aproveitamento do gás natural

Em setembro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,5%. Foram disponibilizados ao mercado 67,1 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,275 MMm³/d, uma redução de 1,4% se comparada ao mês anterior e aumento de 5,2% se comparada ao mesmo mês em 2018.

Campos produtores

Lula, na Bacia de Santos, foi o que mais produziu petróleo, uma média de 962 MMbbl/d. Também foi o maior produtor de gás natural: média de 39,7 MMm3/d.

Origem da produção

Os campos marítimos produziram 96,4% do petróleo e 80% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras produziram 92,9% do petróleo e do gás natural. Com relação aos campos operados pela Petrobras, com participação exclusiva, produziram 44% do total. A produção nacional ocorreu em 7.221 poços, sendo 655 marítimos e 6.566 terrestres.

Destaques

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.105.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 74.

A plataforma Petrobras 66 (P-66), produzindo no campo de Lula por meio de sete poços a ela interligados, produziu 143,8 Mbbl/d e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, por meio de 36 poços a ela interligados, produziu 8,6 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 48,5 bbl/d de petróleo e 1,0 Mm³/d de gás natural. O campo de Itaparica, operado pela Newo, foi o maior produtor, com 16,7 boe/d.

Outras informações

Em setembro de 2019, 293 áreas concedidas, duas áreas de cessão onerosa e cinco de partilha da produção, operadas por 34 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 71 são marítimas e 229 terrestres. Do total das áreas produtoras, 10 são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

O grau API médio foi de 27,5 sendo 36,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 52,7% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 10,9% óleo pesado (<22 API). As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 109,7 Mboe/d, sendo 87,5 mil bbl/d de petróleo e 3,5 MM m³/d de gás natural. Desse total, 101,6 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 8,1 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 369 boe/d em Alagoas, 5.238 boe/d na Bahia, 17 boe/d no Espírito Santo, 2.298 boe/d no Rio Grande do Norte e 188 boe/d em Sergipe.

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2 comentários

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Alan C

10 de novembro de 2019 às 06h49

A produção sobe, mas o trabalhador e união deixam de ganhar.
A união pelos motivos que o próprio Cafezinho expõe quase sempre, exportação de óleo bruto com baixo valor agregado e importação de refinados quando as refinarias brasileiras estão com quase 30% da capacidade de produção paradas. Se isso não é um golpe contra a união, não sei mais o que poderia ser.

Além disso, há o fator que quase ninguém comenta, a abertura do mercado brasileiro de derivados de petróleo por quase 300 empresas, quase todas norte americanas, lógico (neste momento me vem à cabeça a continência estúpida e capacha do bozo à bandeira deles) numa manobra inédita no capitalismo mundial, a saída ***ESPONTÂNEA*** de uma empresa do nicho que ela dominava para que outras pudessem entrar, me refiro a Petrobrás. É como se a Petrobrás dissesse ao mercado “não quero mais dominar o setor, quero passar dificuldades, podem entrar e dominar tudo”.
Adoraria ver o Paulo Posto Ipiranga Guedes falar sobre isso em algum encontro capitalista nos EUA e ver a reação da platéia.

Sobre o trabalhador, eu atuo na área de O&G e sempre faço questão de conversar e perguntar à eles sobre como estava e como está agora. A questão ´central é que a reforma trabalhista aliada ao cenário pró-empresas que este governo (e o do #ForaTemer) colocaram, levou a quase completa degradação das condições de trabalho com salários menores, jornadas desumanas de trabalho e condições precárias para o desenvolvimento das atividades.

Exemplo: muitas empresas do Rio e de Macaé contratavam força de trabalho especializada de várias partes do Brasil passaram a considerar que o trabalhador é lotado nestas cidades, e não se responsabiliza mais pelo deslocamento, ou seja, ou um trabalhador que mora em Manaus paga o deslocamento do seu próprio bolso, ou é demitido.

Resultado? Conversei com trabalhadores que não veem a família a 6 meses… Muitos se juntaram e alugaram casas em conjunto e vão encontrar suas famílias uma vez por semestre.

Até o fakepeachment as jornadas de trabalho funcionavam assim, a cada dia trabalhado, um dia de folga. Hoje são dois dias trabalhados por um de folga, se tanto. Se o trabalhador reclamar, demissão!

Há vários outros exemplos, mas vou parar aqui pra não ficar muito grande, há muito mais abusos, podem ter certeza.

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    marcos

    10 de novembro de 2019 às 11h18

    alan,
    esta é a essencia do “liberalismo” (que palavra bonita…).
    mas… porqué ninguem faz nada? fosse na europa, o até no chile, se convocaria uma greve geral de 2 semanas e o governo cairia, ou na pior das hipotesis seria obrigado á voltar atras e fazer a vondade dos trabalhadores. é simples…

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